quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Acabou!!!!!!



Pensei, repensei. Escrevi, reescrevi. Apaguei. Demorei a encontrar o tom do último post do ano. Não vai rolar retrospectiva, porque 2010 não foi meu melhor amigo. Mas também não vou chorar pelo que passou. Passou, e como disse meu marido, se não há o que comemorar no fim desse ano, vamos comemorar que ele acabou!


Então tchau 2010. Vá com Deus. Estamos esperando por um ano novinho em folha, mais nosso camarada. Esperamos de braços abertos um ano feliz. Um ano com saúde. Um ano perto de quem amamos. A grande lição do ano foi aprender a viver o hoje, o agora, o momento presente. E aprendemos com louvor. Cada vez mais celebramos a vida em seus pequenos momentos. Cada sorriso de Mariana nos inunda de amor. Cada momento cotidiano é celebrado. E não há maior motivo para ser feliz. E esse foi o bom legado de 2010. Que bom!


Antes que o ano acabe gostaria de deixar meu grande beijo para a minha família, tão querida, que fez com que os momentos ruins desse ano tenham sido, na medida do possível, menos ruins. Em primeiro lugar meu marido, que foi muito além do que eu poderia imaginar em companheirismo, dedicação e amor. Aos meus pais, que estiveram sempre firmes, ao meu lado, e nunca me deixaram esmorecer. Aos meus sogros, que cuidaram da Mariana nos momentos em que não pude fazê-lo. Aos meus irmãos Beto e Matheus, que sempre estiveram presentes, nos dias mais difíceis, nas horas mais improváveis, sempre. Às minhas cunhadas amadas, Pri e Rô, que nunca deixaram minha peteca cair e que são, sem dúvida, as irmãs que não tive. E à minha querida irmã de coração Sil, que chorou comigo, sofreu comigo e hoje, graças a Deus, está rindo comigo novamente.


A Deus, por ter me carregado no colo nas piores horas.



Por fim, à minha querida filha Mariana, motivo da minha vida.



A vocês todos meus desejos de muita alegria e todo o meu amor. Sempre.



Feliz 2011!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Natalinas

Sinal dos tempos:

- Mariana, você sabe onde mora o Papai Noel?

- No shopping, mamãe.



Sinal dos tempos II:

- Mariana, o que você vai ganhar do Papai Noel?

- Piulito (pirulito) mamãe.



Ao pegar o primeiro presente deixado na árvore da vovó, e sem entender necas de nada sobre a sistemática do Natal:

- Agora eu vou pegar esse pinsenti (presente) e colocar embaixo da minha aiviri (árvore).



Ao encontrar uma boneca ainda na caixa, que a prima Vic já tinha e que eu prometi trocar por outra:
- É minha mamãe?
- Não filha, é da Vic. Deixa aí.
- Posso ver, mamãe?
- Pode filha. Só ver. Sem mexer nem abrir.
Olhando a boneca, olhinhos brilhando:
- É linda, mamãe....
E com olhar de cãozinho sem dono:
- Mas não tenho uma Babi (barbie) mamãe...
E a mãe mole:
- Pode pegar filha. É sua.
Moral da história: quem não chora não mama.

(Vic, titia jura que compra outra pra você.)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Três historinhas

“A menina do brócolis vai à lanchonete do palhaço. ”

Ontem à noite Mariana foi à primeira vez ao McDonald’s. Já havia nos acompanhado em alguns lanches rápidos em praças de alimentação, mas no restaurante propriamente dito, nunca tinha entrado. Chegou e já se animou com o brinquedão. Agora que domina o negócio, já se pôs a desbravar o percurso e escorregar no escorregador. Enquanto isso o pai comprou os nossos lanches. Mariana já havia jantado. Entre uma volta e outra no brinquedo ofereci um nugget, mostrando para ela a iguaria:

- Quer filha?

E ela, analisando a comida, me pergunta, em um misto de alegria e esperança:


- É jiló, mamãe?

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“Pé de pato, mangalô, três vezes”.

Semana passada Mariana quis levar para a nossa casa três copinhos de estanho que enfeitam a casa da vovó Marlene. Eu disse que não, que deixasse os enfeites, a vó disse leva, senão ela vai chorar, e no impasse, acabamos levando. Prometi devolver na próxima visita.
Na segunda-feira, dia de voltar para a vó Marlene, procuro os copinhos. Nada. No quarto, na sala, na cozinha, no banheiro. Necas. Sumiram. Já me vi explicando para a sogra que perdemos os enfeites, sou mesmo mãe relapsa que não cuido nem de três copinhos que nem pernas têm. Procurei, procurei, procurei. Deixa pra lá, depois vejo o que faço. Imaginei que Elvira, ao limpar nossa casa, os encontraria.
À noite chego em casa e nada dos copinhos. Tive certeza que Mariana os tinha jogado no lixo e pronto, amanhã vou ao shopping, enfrento a multidão ensandecida com as compras de Natal, procuro algo parecido, ou peço desculpas, ou sei lá, dou um jeito. Mas não custava perguntar para a Elvira se realmente ela não tinha encontrado os sumidos.
Telefonei:

- Elvira, oi-tudo-bem-como-está-etc, você não encontrou três copinhos de metal perdidos por aí?

- Olha Patricia, encontrei sim. Estão atrás da porta da cozinha. Mas achei melhor não tirar de lá...
Nossa, o que será que ela tinha pensado? Que era pra deixar três copos atrás da porta? Não era pra tirar de trás da porta por quê? Mistério...

Vou conferir e encontro os ditos cujos. Empilhados atrás da porta, com uma fitinha vermelha do Senhor do Bonfim dentro. Nem eu tiraria de lá, de tão estranha que a coisa parecia.

Certeza que Mariana anda fazendo mandinga. Resta saber para quê.

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“A menina nas lojas Americanas. É de menino?”

Ainda ontem, nas Lojas Americanas, comprando uns brinquedinhos. Peguei uns carrinhos para o filho da Elvira. Mariana quis um para ela. Peguei também. Ela tem vários carrinhos, tem bola de futebol, e também tem Barbie e Hello Kitty. Tem o que tem vontade de ter.

Aí que a meninha maiorzinha que passeava por lá vê a Mariana escolhendo o carrinho vermelho e condena:

- Tia, se ela sabesse que é de menino ela não ia querer...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Enfim o espírito natalino. Ou 15 razões para ser feliz no Natal.



  1. Assista sua filha sambar junto com as passistas de uma escola de samba.

  2. Gritem, as duas, enlouquecidamente, para qualquer Papai Noel de porta de loja. Mandem beijos e avisem: - Não esqueça do meu pianinho!

  3. Encontre seus irmãos e cunhadas queridos. Dê beijos em suas sobrinhas lindas.

  4. Vá ao novo show do PatoFu e veja sua pequena cantar animadamente “É pimavera, te amo, meu amor, tago essa osa, paratidar”

  5. Encontre amigos de outras eras, agora com filhos, e tenha certeza que o tempo muda as nossas vidas e as nossas rotinas, mas não os nossos sentimentos.

  6. Veja sua filha conseguir completar sozinha, pela primeira vez, um longo percurso de um brinquedão e finalizar escorregando em um grande tobogã.

  7. Conheça os coleguinhas de escola da sua filha, dê um beijo agradecido na professora que passou os últimos seis meses dando carinho e ensinamento para o seu maior tesouro.

  8. Ganhe do seu marido uma cama king-size-enorme-gigante. Compre lençóis novos. E torça para que no Natal a cama já esteja lá, esperando por vocês!

  9. Corte o seu cabelo bem curtinho. E doe cabelo cortado para quem precisa.

  10. Arrume os armários. Separe os brinquedos em bom estado que sua filha não brinca mais. Faça o mesmo com a roupa da família. Doe tudo.

  11. Olhe a enorme lua cheia no final do dia.

  12. Finja que não percebe o mau humor dos outros, principalmente no trabalho.

  13. Corra para comprar as lembrancinhas. Fuja do shopping. Seus amigos e parentes vão entender que o que vale é a intenção!

  14. Agradeça a Deus pelas todas as coisas boas que te aconteceram este ano.

  15. E agradeça também por ter conseguido enfrentar as ruins com fé, com alegria e com o apoio das pessoas queridas.


É Natal, gente. Um Feliz Natal para todos!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nem Ebenezer Scrooge resistiria

O espírito natalino, coitado, tenta entrar em mim e eu resisto. Ano difícil merece comemoração? Mais fácil endurecer, perder a ternura, passar em branco? Mariana é pequena, não entende ainda o Natal. Já conhece, claro, a figura do Papai Noel, e até imita o típico ho-ho-ho. Mas não percebe em mim a falta de ânimo que me é tão pouco peculiar. Fomos ao shopping ontem. Quis mostrar a ela o Papai Noel. Primeiro porque hoje ele vai passar na escola dela, e uma prévia poderia evitar sustos e medos desnecessários. Segundo porque é Natal, é Natal, é Natal. E Mariana não tem culpa de que nesse ano a rena do nariz vermelho não anda lá muito minha amiga. Chegando perto da decoração natalina o olhar dela se iluminou. Falei que era a casa do Papai Noel e ela gostou, pareceu ter achado normal o Papai Noel morar lá no shopping. Fomos entrando e lá estava o velhote, sentadão no trono vermelho. Meio magro, coitado. Mas valendo, claro. Perguntei se ela gostaria de falar com ele, sentar no colo. Disse que sim. Ficamos numa filinha esperando a nossa vez. Aí avistei de longe a minha mãe, que também passeava por aquelas bandas. Olha, Mariana, a vovó! E ela, numa alegria contagiante, inebriante: - Vovóóóó, vem ver vovó!! Olha vovó, o Papai Noel!!!!!!!!!!!! Falou tão alto que muita gente ouviu e riu da empolgação da pequena. Até o próprio Noel ouviu. Chegada a sua vez, Mariana se aboletou no colo dele, bateu lá um papinho típico, Foi boazinha? Fui. Quer ganhar o quê? Pianinho. Quer um pirulito? Quero.
Saiu de lá feliz da vida. Deu duas lambidas no pirulito e me entregou porque acha ruim. Come você, mamãe. Aceitou por educação, afinal, recusar pirulito do Papai Noel é grosseria daquelas... Depois ainda sentamos em um trenó, e ouso dizer que ela gostou mais de dirigir trenó do que falar com o Papai Noel.
E diante de tanta inocência, de tanto encantamento, não há como resistir ao clima, nem à época, nem deixar de me emocionar com quanta vida essa menina trouxe à minha própria vida.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Curtíssima

Respondendo à vovó Marisa, que havia acabado de se referir à ela como 'meu amor' e 'querida':

- Vovó, não sou amor, nem querida, nem nada. Sou só filha Mariana da minha mãe.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Reportagem da Folha. O que vocês acham?

Li agora, não refleti o bastante para formar meu convencimento. Acho que é mais uma dessas matérias estilo tempestade em copo d'água. Particularmente não penso em manter o blog quando Mariana for mais velha, mas sei lá, assunto para o futuro. Só não concordei, de cara com a frase final "a mãe não só ensina que é bom se expor, como impede que essa criança saiba guardar aquilo que é intimo. E quem não se respeita possivelmente não respeita a intimidade dos outros". Com todo respeito à jornalista e à especialista autora da frase, mas achei uma bobagem sem tamanho. Coisa dos tempos atuais, todo mundo achando tudo, todo mundo teorizando até sobre a pulga que passeia tranquila no rabo do cachorro.
E vocês, o que acham?


05/12/2010 - 10h20
Mães colocam crianças em "Baby Brother" na internet; especialistas criticam
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LUISA ALCANTARA E SILVA
DE SÃO PAULO

Meu primeiro maiô. Dois meses. Três meses. Minha primeira boneca. Tentando bater palma. Minha primeira praia. Primeira Páscoa.

É publicando textos com esses assuntos em um blog que a técnica em telecomunicação Viviane Trupel, 29, quer guardar momentos da infância de sua filha.

Assim como ela, muitas outras mães, e pais, fazem o mesmo: divulgam na internet, com textos, fotos e vídeos, informações íntimas de seus filhos recém-nascidos.

Se, por um lado, deve ser bom ter registrados momentos que normalmente não lembramos, por outro, gera uma superexposição, criticada por especialistas.

Além da segurança, eles falam da questão psicológica, já que depois a criança pode achar ruim a divulgação de sua vida na internet.

"Qualquer evento do desenvolvimento da criança, sempre que colocado em ambiente público, como a internet, dá margem a que outras pessoas tenham acesso", afirma Aderson Costa, professor do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB.

Costa cita "situações de gozação" e associadas ao bullying. "A rotina da criança não deve ser disponibilizada em ambiente público em hipótese alguma", diz.

Mas, como no caso de Viviane, os pais só pensam em registrar todos os momentos. "Minha ideia era fazer um álbum do bebê para mostrar para a família", diz a mãe.

Ela conta que, como a página é pouco visitada, não se preocupou em invadir a privacidade da filha, hoje com um ano e cinco meses.

COMO UM DIÁRIO

A mãe Giovana Reobol, 35, afastada do trabalho por motivo de saúde, pensa no blog de seu filho como um diário. "Acho que tem mais ponto positivo que negativo", diz ela, que já teve cerca de 200 mil acessos desde o início da página, há cerca de três anos, quando engravidou.

Ricardo Nogueira/Folhapress

Giovana Reobolo com o filho Lucca, 2, em seu apartamento em Santos, litoral sul de SP.
Luciana Rufo, do Departamento de Psicologia da USP, questiona a prática. "Por que essa mãe alimenta essa necessidade? Se a ideia é fazer um diário, ele não tem que ser público. Antigamente diário tinha até chave."

"A criança vai crescer possivelmente achando que é bom expor a própria intimidade, porque ela dá valor ao que os pais valorizam", afirma Luciene Paulino Tognetta, pedagoga e pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Unicamp e da Unesp.

E não é só isso. Segundo ela, "a mãe não só ensina que é bom se expor, como impede que essa criança saiba guardar aquilo que é intimo. E quem não se respeita possivelmente não respeita a intimidade dos outros".

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Leitura desta madrugada

Mariana acordou às duas chorando. Berrava. Até agora não entendi se foi sonho, alguma indisposição, ou dor. Chorava muito, bem nervosa. Troquei a fralda, pus no colo, fiz carinho, dei uma mamadeira, cantei, contei história, sugeri assistirmos tv, e a cada uma dessas tentativas ela ficava ainda mais nervosa. Quase uma hora depois ela fala entre lágrimas, algo que soava assim:
- qué-eite-tóia-éia...buáááá
- Oi?!?!
- eite-tóia-éia...buáááááá
- Leite filha?
- tóia-éia...buáááááá
- Como filha?
- Coéia!!!!!! Coéia...buáááááá
Aí matei a charada.
- História da Coréia filha?
Milagrosamente ela se acalmou. Fiz o leite. Peguei o livro "A Jovem Coréia", que tem muitas fotografias tiradas por um amigo, que nos presenteou com o exemplar. Mariana tinha pedido para eu ler antes de dormir, e eu acabei deixando de lado, porque já estava muito tarde. Parece que não esqueceu.
Folheei as páginas enquanto a pequena mamava. Contei da história da linda Ilha de Jeju, favorita dos casais em lua de mel, do kimchi, prato típico daquelas bandas, geralmente preparado com acelga, contei do bulgogi, o churrasco coreano, e da grande festa que eles fazem quando a criança completa 100 dias de vida. Contei dos lindos templos e das roupas típicas, tão coloridas.
Quando dei por mim, ela dormia o sono dos justos novamente.
E eu virei expert em Coréia.
Filho também é cultura.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tagarelices

Outro dia, tirando a temperatura da boneca:
- Ela tá com febre, filha? Quanto deu?
- Sete de meias. (37,5º, claro!)

No final de semana:
- Filha, hoje nós vamos no aniversário do "Seu" Levi.
- Do "Meu" Levi, mamãe?
Essa ficou por isso mesmo. Não soube como ensinar a diferença entre pronome de tratamento e pronome possessivo.

Semana passada, depois dela ter pedido para eu ir brincar e me pegar arrumando gaveta. Com a mão na cintura:
- Sua mamãe malanda!
Malandra, Mariana? Por quê?
- Puque não foi lá bincá comigo!

Anteontem, comendo creme de milho que a vovó Marlene fez.
Eu:
- Nossa, filha, como você gosta de creme de milho! A mamãe não sabe fazer creme de milho...
Ela:
- E puquê não apende?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Paralelepípedo. Itaquaquecetuba.

Há alguns dias:
- Fabio, saiu o primeiro boletim da Mariana. Dá uma olhada. Tudo bom e ótimo, acho que tudo bem.
- Ele ouviu, não sei se olhou e seguiu a vida.
Ontem, durante o jantar, eu comento com ele:
- Mariana fala tudo tão direitinho e ganhou ótimo em linguagem. Merecia excelente... Em natação ganhou só bom.
Aí caiu a ficha do pai coruja:
- Como assim? Podia ser excelente? Ótimo não é a nota máxima?
- Não, amor, excelente é o máximo. E regular o mínimo.
- E uma menina que fala tudo, tudo mesmo, só ganha ótimo em linguagem?
E se voltando para a filha, que brincava inocente com um prato de sopa:
- Mariana, repete com o papai: paralelepípedo.
E ela:
- Parapípeto.
- Viu? Essa menina fala paralelepípedo. Se isso não é excelente pra escola eu não sei o que pode ser excelente.
- Mariana, repete com o papai: Itaquaquecetuba.
- Itacaquetuba.
Me olhando desafiador, enquanto eu chorava de rir:
- Viu? Ela fala paralelepípedo e Itaquaquecetuba. Fala o nome inteiro. Forma frases complexas. E é só ótimo?
Acabou o jantar. Fomos para a sala. Eu brincando com Mariana, e ele com um ar pensativo.
Minutos depois:
- Mariana, repete com o papai: paralelepípedo.
- Parapípeto.
E ele balança a cabeça, em franca reprovação ao sistema de avaliação escolar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Da série "lugares que podemos voltar".


Adorou a mesa baixinha. Gostou de sentar no chão. Comeu shimeji de palitinho. Tomou shoyu de colher, como se fosse sopa. Fez careta para o pepino em conserva. Deitou no tatame, se cobriu com cobertor e assistiu dvd. Brincou com as crianças da mesa ao lado.

Adorou o restaurante japonês.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Porque mãe também é gente

Tem dias que o trabalho empilha na mesa, e a preguiça impera, e à noite a filha chora e não dorme. Tem dia que a gente tem vontade de falar chega, pra mim deu, tô cansada, tô estressada, eu também tenho direito a um pouco de risada.
Para estes dias, meu conselho sábio e certeiro: amigas, bebidas e conversa fiada.
E vamo que vamo que o feriadão vai começar!

obrigada queridas, pela companhia tão deliciosa!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vamos a la playa

Ela abriu os olhos estranhando o quarto onde estava. A última vez que esteve no apartamento de praia do vovô tinha pouco mais de um ano, tempo distante, do qual, ao que parece, não se lembrava. Chegamos à noite, enquanto ela dormia. Então só percebeu onde estava pela manhã. Sentou na cama, olhou ao redor e perguntou, perplexa: - Aqui é a praia? Olhou para o chão do quarto, como se procurasse algo e, de novo: - Tem peixe aqui? Mostrei para ela a casa do vovô Roberto e da vovó Marisa, mas ela insistiu que não, que aquela era a casa dos outros avós, Mario e Marlene. Insisti um pouco, disse que a casa dos avós era em outra praia, poucas quadras dali, mas ela pareceu não se importar.
Horas depois estávamos na praia. Tempo feio, quase frio. Mas promessa para filho é sagrada. – Claro filha, claro que vamos à praia. - Olha, filha, esse é o mar! – Tem peixe, mamãe? Cadê o peixe? E a gente tenta explicar que o peixe fica lá no fundo, porque o litoral sul não é lá essas coisas, não é Caribe nem nada, então peixe, só no fundo, bem no fundo. Segundos depois de molhar os pequenos pezinhos na água veio uma onda minúscula, que a derrubou. Assustou-se, encheu o cabelo de areia e a boca de água salgada. Chorou, teve medo do mar e da onda. E eu me assustei ao ver como minha filha ainda é tão pequena, ao ser derrubada por uma ondinha assim de nada. Brincou na areia, gostou bastante da areia. Comeu batata frita, comeu tapioca da menina do guarda-sol vizinho, comeu algodão doce. Em duas horas na praia comeu mais porcaria do que em dois anos de vida. E nós, os pais, nos divertindo de ter a vida assim tão real ao nosso alcance. Levar um filho à praia era coisa para os outros, aqueles que tinham filho, aqueles que viviam num mundo tão distante da nossa realidade. E agora estávamos ali, os três, vivos, alegres, rindo das banalidades, fazendo castelinhos de areia com nossa filha. À tarde vimos os peixes no aquário, programa que também tínhamos feito há um ano. Mas dessa vez ela gostou mesmo de ver os peixes, e riu das travessuras dos pingüins, se impressionou com a cobra, cantou Sapo Cururu para os sapos e chorou ao ir embora. Gostou desse passeio também.
À noite fomos jantar fora, restaurante árabe, música e dançarinas. Mariana dançou animada, rodopiou com a amiga Olívia, que nos acompanhou no passeio. Voltamos para casa tarde, a pequena já dormindo. Um dia longo, divertido, como há tempos não víamos acontecer.
No dia seguinte acordou com febre. Resultado dos abusos do dia anterior. Voltamos para casa felizes. A vida não podia ser melhor.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Chegou!

Chegou o fim de semana! Tem coisa melhor?
Um ótimo final de semana para todos, principalmente para as minhas lindas e queridas sobrinhas Bruna e Victória, que amanhã farão uma super viagem !!!
Minhas amadas, titia se emociona só de pensar na carinha de vocês vendo tudo aquilo que a gente já cansou de conversar. Choro de pensar nos olhinhos de vocês brilhando ao verem tanta magia, tanto brilho, tanta coisa que a gente nem imagina que existe de verdade. Aproveitem cada minuto dessas férias. Um grande beijo nos seus pais, que vão virar crianças de novo, aposto! Minha querida amiga Lisandra fez um comentário no último post dizendo que com os filhos a gente "nasce de novo". E é exatamente isso. Ver o mundo pelos olhos dos filhos é uma renovação, uma alegria sem tamanho, indescritível. Aproveitem muito meus amados! (e por favor, muuuuuitas fotos!!!!)

E você, que me lê agora, aproveite também o seu final de semana!!!!!!!!!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A primeira vez

O bilhete dizia algo como "ao disputar um brinquedo com o amigo ele beliscou o rosto da Mariana. O local ficou vermelho, lavamos e passamos uma pomada. Ela continuou brincando normalmente. Desculpe-nos". Não revelava o autor do crime, mas a pequena, falante e delatora, já contou quem foi. Ostenta um leve arranhãozinho no rosto. Recebeu muitos beijos mágicos no local. Os avós pensam em protestar na frente da escola. O pai, consternado, pegará o garoto na saída.

Gente, só brincadeira. O post é só para registrar mais essa primeira vez.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pronto, já passou!

É assim que eu falo para a Mariana todo o tempo. Pronto, filha, já passou. E dou um beijo mágico e passa gripe, passa dor, passa tudo. Então, super obrigada pelos comentários catárticos de ontem. Ajudaram muito a melhorar meu humor e o meu dia. Agora pronto, já passou. Mariana já melhorou, eu também.
E viva o fim de semana!!!!!!!

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Para terminar bem a sexta-feira, as últimas pérolas Marianísticas:

A avó, depois da décima vez perguntando se a pequena queria sopa:
- Mariana, responde para a vovó!
A neta, analisando a receita do médico e com um ar reprovador, do tipo, 'não me interrompa por favor':
- Vovó, eu tô lendo!

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Eu no quarto dela, ela no meu. Onze da noite.
Ela grita:
-Mamãe, eu tô lavando meu cabelo!
Não dei bola.
Minutos depois, ao entrar no quarto, vejo Mariana com o vidro de condicionador aberto, metade do conteúdo esparramado e a outra metade no seu cabelinho.
- Mariana! Você não fez isso, filha!
Ela, orgulhosa:
- Fiz mamãe!
E dormiu com creme no cabelo. Desde cedo aprendendo a se cuidar.

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No fim se semana, indo para a casa das primas:
- Eu não quero ir na casa da Bruna, eu quero ir no sítio da Bruna.
- Mas filha, a Bruna tá na casa dela. Ela não tá no sítio. Hoje a gente vai na casa da Bruna. Quando a Bruna estiver no sítio, a gente vai no sítio.
Ela, dramática:
- Não fala isso pra mim!!!!!!!!!!!!!

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Um ótimo final de semana a todos!!!!!!!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Chorando as pitangas

Mariana,
você teve febre à noite. E tosse, muita tosse. E reclamou de dores por todo lado. Nada grave, eu sei. Não vai ser a primeira nem a última gripe/virose/sinusite/sabeládeusoquê. Mas de manhã sua mãe tem que ir trabalhar, porque não dá pra dizer pro juiz - Desculpa aí seu juiz mas Mariana tá com febre, então você desmarca a audiência. E sua mãe te deixa chorando. Claro que tem o papai, mais presente do que nunca imaginei. E seus avós. E muito carinho e cuidado. Mas não tem a mamãe, que inventou que dava conta de trabalhar, ter casa, família, filho e ainda sair de casa no salto alto, penteada e maquiada. Nessas horas trabalhar é uma bosta. Desculpe, mas não tem outra palavra. Uma bosta. Porque ninguém para o mundo para resolver os nossos problemas. E enquanto eu espero a bosta (sorry, again) da hora da audiência, fico aqui chorando no teclado.
Mas assim como a sua gripe/virose/sinusite/sabeládeusoquê filha, essa não vai ser a primeira nem a última crise de culpa de sua mãe. Vai (vamos) melhorar. Eu sei que vai (vamos).
Te amo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O jiló e o segredo revelado.

Mariana adora jiló.
Aprendeu com a vó Marlene e com o pai, porque na minha casa nunca teve jiló. Então que a iguaria é só na casa da outra vó.
Outro dia, no almoço de domingo na vó Marisa, Mariana pede jiló. - Não tem jiló, filha. Tem vagem, quer? Não quis. E começou a chorar copiosamente: - Quero jiló! Quero jiló! Quero jiló! Esperneou. Gritou. Reclamou. Recusou a comida. Azedou o humor e não quis mais almoçar. Tio Beto, de testemunha, não me deixaria mentir. Tudo por causa do jiló.
No dia seguinte, já na casa da vó Marlene, se adiantou a pedir o prato, que foi preparado às pressas e degustado com todo prazer.
Daqui uns anos, quando Mc-eca for sua comida preferida, tenho certeza que Mariana vai custar a acreditar que já chorou por um jiló.


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Um dia desses, segurando a bolsa, Mariana me beija e fala:
- Tchau mamãe, vou no meu trabalho descansar.

(agora me digam, quem foi que contou pra ela?)

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Colo!


Mariana adora um colo. Pendura igual macaquinho filhote que fica grudado na mãe o tempo todo. Não digo que não seja uma delícia. É maravilhosa a sensação de ter uma filha nos braços. E adoro saber que, para ela, meu colo é o melhor lugar do mundo. Tudo lindo. Fato.
Mãããs, por conta desse grude, me vejo fazendo todo o tipo de coisa com Marianinha no colo. Brinco dizendo que na gravidez, além da barriga, deveria nascer um terceiro braço, só para segurar a cria. Já tomei banho com Mariana no colo. Já cozinhei (tá perigoso, mas tomei cuidado). Já fiz xixi. Já sequei cabelo. Já dormi. E comer com ela pendurada já virou rotina. Mas outro dia inovamos. Fui tratar o dente. E claro que ela também ficou no meu colo. Olhou tudo, bem quietinha, e ainda deu uns palpites no tratamento. Ainda bem que o papai é o dentista.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Esse é seu pai.


Antes o papai futebol clube era mais pela farra de repetir a palavra nova aprendida. Grude, mesmo, convenhamos, era com a mamãe. Mas de uns tempos para cá uma pequena admiradora do papai nasce dentro de você. Outro dia, para minha surpresa, me dispensou na hora do banho dizendo: - Pode ir tomar banho mamãe, que eu fico aqui com o papai. Como assim? Agora eu posso tomar banho sozinha e você nem liga? Cadê meu chicletinho? Grudou no pai?
E papai sorri, cheio de alegria e soberba.

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Uns dias atrás, depois de muito choro por causa de intestino preso, você finalmente fez cocô. (A propósito, estamos aceitando dicas, sugestões e receitinhas infalíveis. Grata.) Aí olha para o papai e diz sorrindo: - Pronto papai, já passou a minha dor.
E papai chora, por não suportar te ver sofrer.


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No outro fim de semana estávamos nós três no carro, voltando de um restaurante. O trânsito para. Ao lado, um carro desses de playboy, som alto, vidros abertos. Na frente dois garotos de uns dezenove, vinte anos, cara de conquistadores, óculos escuros, aqueles tipos que nenhum pai sonha em ver um dia no seu portão. Atrás, duas ou três meninas, não me recordo. Seu pai olha para o lado. Olha de novo. E mais uma vez. E conclui:
- Playboy FDP, daqui alguns anos tá na porta da minha casa querendo pegar minha filha. Vai pra @$#*&?!% !!!!!!!
E papai volta a dirigir, sofrendo antecipadamente pelo futuro que lhe aguarda.

domingo, 19 de setembro de 2010

Dicas, dicas e mais dicas

Fomos hoje assistir ao "Na casa da Ruth" espetáculo em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso. O próximo final de semana é o último em cartaz.
Olha a resenha, que eu não sou boa para isso: "Amparados por quatro competentes músicos no fundo do palco, a cantora Fortuna e o ator Rafael Zolko entoam com graça versos da escritora Ruth Rocha musicados por Hélio Ziskind. O lúdico show tem a participação do Coral Infantil do Sesc Vila Mariana — doze crianças que soltam a voz, dançam e conquistam a simpatia de seus pares na plateia — e de adolescentes percussionistas da Futurong, de Parelheiros. Animado por idas e vindas da coreografia, o colorido espetáculo traz com sutileza e espontaneidade temas alegres, a exemplo de Lá Vem a Macacada, ou mais “dramáticos”, caso de Quem Tem Medo de Monstro? As rimas simples da autora são logo assimiladas pela garotada, assim como as canções conhecidíssimas que também fazem parte do repertório: é impossível não cantar junto em Alecrim e Borboletinha. De 31/07/2010 a 26/09/2010."
Mariana gostou bastante, bateu palmas e curtiu as musiquinhas. O show começa com instrumentos de percussão no meio da plateia, o que pode assustar alguns menorzinhos. També tem uma música de bruxa, que também pode assustar. No mais todas as músicas são alegres e animadas. Minha afilhada Dudinha, de um aninho recém completado, foi junto e curtiu bastante. Não chorou nenhuma vez e bateu palminhas o tempo todo. Cheio de crianças pequenas, teatro confortável, estacionamento fácil, vinte reais para adultos e dez para crianças. Boa pedida. Vão lá!

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A Iramaia deixou um comentário aqui no blog falando de algumas outras dicas de passeios para crianças e restaurantes child friendly. Ela sugeriu que todo mundo divulgue suas dicas de restaurantes, bares e afins onde nossos pimpolhos sejam bem recebidos.
Para contribuir dou a dica de um restaurante na Zona Norte: o restaurante Fulana. O Fulana tem salinha para crianças, com alguns brinquedos, TV e umas mocinhas que pintam a mão e fazem escultura de balões. O basicão da diversão para pequenos. É um dos poucos lugares onde consigo almoçar sentada, enquanto Mariana se distrai um pouco. O lugar é amplo, comida de buffet boa, com direito a sobremesa. Detalhe: fica ao lado do Sesc Santana, então uma boa é emendar o almoço com alguma programação do Sesc que é sempre ótima. Vão lá também!
Se você tem alguma dica, escreva aqui nos comentários ou no seu blog!

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Se você, como eu, consegue enxergar perigo em tudo, fica mais um lugar para atenção. Hoje, durante o teatro, uma menina prendeu a mão na cadeira dessas que levantam o assento enquanto não tem ninguém sentado (deu para entender?). Acho que ela devia estar brincando nesse vão e ao sentar prensou a mão. Gritou de dor e saiu no meio do espetáculo chorando muito. Portanto, cuidado com essas cadeiras de teatro e de cinema, hein? hein?

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A última, prometo. Hoje na padaria eu tentava domar a Mariana e pegar frios e leite ao mesmo tempo. Eis que uma moça muito da mal educada quase nos atropelou para entrar na fila dos frios. Grossa que só. Depois, já na fila dos pães (é gente, fila pra tudo em SP) de novo a fina flor da educação tentou furar fila. Quando viu minha cara feia ofereceu seu lugar, eu acabei rejeitando e ficou aquele climão. Aí entra o Fabio na padaria. E não é que ele conhecia a moça? É mulher de um conhecido dele. E aí imagina a cara da mala quando percebeu o papelão justo com a mulher e filha de um conhecido.
Moral da história: o mundo é pequeno, se você não quer ser bem educado por virtude, que seja por medo de estar fazendo grosseria com um conhecido.

Um bom começo de semana a todos!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Atendendo a pedidos

Esta é Agicouto, a minha neta. Foto tirada no domingo, na festa da minha afilhadinha Dudinha. Família unida vai à festa unida. E Mariana não larga a filha nem por um algodão doce. Nada como o amor de mãe.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Três observações sobre o tema higiene e limpeza.

A fralda Huggies que eu comprei essa semana tem o incrível desenho de fazendinha. Umas ovelhas estampadas na fralda, com uns detalhes em marrom clarinho. Acontece que esse marrom clarinho do desenho me engana o tempo todo. Acho que é cocô e é só a estampa fazendística da fralda. Gente - Seu Huggies - marrom é prá cocô. Não estampa a fralda de marrom, please.

Para quem viaja, é internacional ou tem bons amigos como eu tenho, gostaria de indicar a pomada Desitin. Acho que é a Hipoglós gringa. Só que muito mais macia, muito mais cheirosa e evita assadura como ninguém. Então, anote aí na sua lista: Desitin. Garanto. Aliás, fabricantes da Hipoglós, não dá pra copiar a fórmula?

Os Shampoos Johnson têm uma tampa especialista em tirar esmalte da unha. Eu não consigo abrir com os dedos, tem que enfiar a unha. Aí, pronto. Tchau esmalte lindo vermelho. Acho que essa tampa difícil de abrir deve ser feita para as crianças não abrirem. Tudo bem, concordo. Mas não dá para bolar um sistema à prova de crianças e amigo das unhas numa coisa só? Seu Johnson, já inventaram a rosca. Obrigada.

domingo, 12 de setembro de 2010

Agicouto

Mariana olha para a boneca e me pergunta:
- Qual o nome da boneca mamãe Patricia?
- Sei lá, filha. Vamos dar um nome. Que tal Tutu?
- Não, mamãe. O nome dela é Agicouto.

Agicouto é a junção dos dois sobrenomes de Mariana. Mariana adora dizer seu nome inteiro. Teve que aprender cedo. Tem nome comum, só na classe tem mais duas. Se se chamasse Riroca, igual a filha da cantora, ou Relva, ou Flor-de-liz, ou Wanderlinda, poderia aprender o sobrenome bem mais tarde. Mas o nome é comum. Por isso já se vira no sobrenome. Coisas da vida.

Então Mariana tem uma filha que se chama Agicouto. E conversa com ela assim:
- Agicouto, vem aqui com a mamãe.
- Qué leitinho, Agicouto?
- Não picisa chorá Agicouto, mamãe tá aqui.

Agicouto é uma daquelas bonecas estilo bebezão. A cabeça dela é quase do tamanho da Mariana. Agicouto é muito gorda, acho que pesa igual à Mariana. Agicouto usa um vestido do Corinthians, coisa que agrada uns tios e desagrada outros. Agicouto é meio Chuck, mas é gente boa. Agicouto é minha neta.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Só para não esquecer de te falar

Filha,

É meia-noite. Hora de tomar meu antibiótico, porque mãe também toma antibiótico. Às nove e meia foi a hora do seu. A terceira e última dose dessa vez. Não sei como é na casa das outras pessoas, mas por aqui a gente tenta de tudo para te fazer tomar remédio sem chorar. Enfiar seringa goela abaixo não é a nossa praia. Da última vez inventamos de filmar você tomando todo o remédio, coisa que te animava muito. Depois você se sentia imensamente corajosa, assistindo seus inúmeros clipes tomando todo o remédio e terminando com a nossa super comemoração. Coisa de maluco, quem tem filho vai entender. Para essas doses atuais vovó inventou de cantar parabéns e apagar velinha para comemorar o ato de bravura. Primeira e segunda dose de sucesso. Tomou sem reclamar e finalizamos com a cantoria e o soprar de velas. Hoje nem precisei terminar de anunciar a hora do remédio e você já se sentou numa mini cadeirinha, esperando quieta eu colocar as velas sobre a mesa e seu pai pegar a seringa. Abriu um bocão e tomou todo o remédio se fazendo de valente, só para poder cantar logo os parabéns. Mesmo com o gosto amargo do remédio, sorriu feliz porque iríamos comemorar. E aí filha, quando eu vi toda a sua inocência, e toda a sua valentia tive vontade de te falar: - cospe esse negócio amargo minha linda, deixa isso prá lá e vamos só cantar parabéns e assoprar velas até cansar, porque eu só te quero bem. Deixa prá lá essa chatice de tomar antibiótico e também não precisa cortar unha, nem tomar vacina, nem ir pra escola em dia de chuva, nem colocar sapato, nem nada que te desagrade. Porque eu só quero te ver sorrindo. Só isso. Sempre.
Mas eu sou mãe, e nem sempre mãe pode fazer aquilo que tem vontade.
Então te escrevo filha, antes mesmo de tomar a minha própria dose de remédio, só pra te dizer que tive peninha de você. Pela sua inocência, pela sua confiança em nós e pela sua bravura.
Mas já passou, porque mãe tem que ser forte acima de tudo, viu?

boa noite.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um mês de escola.

Hoje faz um mês que você atravessou pela primeira vez os muros escolares. Trinta dias depois, aquela euforia toda passou. Às vezes você faz manha e chora para ir. Mas chegando lá fica numa boa e parece gostar bastante. É o que dizem suas professoras nos recados na agenda. Aprendeu a cantar muitas músicas - muitas delas já cantávamos em casa - mas agora me surpreendo com você cantando letras inteiras, uma fofurice de se ver. Ontem mesmo cantou a Borboletinha-tá-na-cozinha-fazendo-chocolate-para-a-madrinha inteirinha sem errar. Canta também Atirei-o-pau-no-gato, nas duas versões, a antiga e a atual e chatamente correta. A graça é ver você dizer Dona Xíca-RA-dimiou-se-se. Também sabe cantar o top hit escolar “Meu lanchinho, meu lanchinho vou comer pra ficar fortinho e crescer”. E a sua professora Joyce (Joize, no seu linguajar) vira e mexe é mencionada. Tem comido bem. Tem horários definidos para a soneca. Não dorme quando volta da escola. E dorme a noite toda quase sempre. Em resumo, uma menina modelo, agora moldada pelas regras escolares. Tudo indo bem, filha.
Contrariando as expectativas ainda não pegou nenhuma gripe ou virose típica escolar (até gripou-se, mas foi do pai mesmo) e de vez em quando volta para casa falando um bebenês que você antes não falava. Acho que (des)aprende com os colegas menores e acaba soltando um quéio ao invés do lindo quero que você já sabe falar e até chamou mamadeira de tetê, coisa que nunca falamos em casa. Ou seja, dois passos para a frente e um para trás. É do jogo.
No mais tem o quesito gincana, que é conseguir manter uniformes limpos e distribuídos pelas respectivas avós, lanches pensados e comprados, lembrar do dia do brinquedo, do dia da natação, do dia da ciranda do livro e ainda das tarefas extras da gincana, como, por exemplo, levar embalagens vazias de artigos de higiene, uma foto 3 X 4, uma foto 10 x 15, a camiseta para pintura, a roupa da festa da primavera e sabe-se lá mais o que está por vir.
Eu só consigo me sentir feliz e orgulhosa de poder te assistir assim, nesse universo que está se formando ao seu redor.
Em outras palavras, deGAVARzinho (como você mesma diz) estamos todos nos acostumando com o fato de que você está crescendo, e que agora temos que dividi-la com o mundo.

Te amo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tardando mas não falhando.

























Por falta de uma festa de aniversário, você teve duas. E a sua mãe que não dá conta de todas as tarefas do dia nem pra registrar as festividades de seus dois anos. Mas, contrariando o coelho da Alice, não é tarde, nunca é tarde. Vamos às festividades!
A primeira festa foi no próprio dia do seu aniversário, para os avós e os tios. E a segunda no fim de semana seguinte, para todos os amigos. Festa grande, festa pequena, Deus me defenda desse debate, se mais vale o brigadeiro enrolado pela mãe ou o buffet pago em suaves prestações. Entre uma opção ou outra, ficamos com as duas. Porque nosso negócio é comemorar. Comemorar a vida, a sua vida, tão alegre, tão iluminada. Eu, que sempre detestei comemorar meus próprios aniversários, adoro comemorar os seus. Comemoraria uma semana inteira se pudesse. Todos os dias um bolo novo, uma festa nova. Alegria, alegria, alegria! É só o que sentimos ao saber que dois anos já se passaram e estamos nos trilhos certos. Como é bom poder comemorar, filha. E não digo, poder, no sentido de poder comprar, poder adquirir. Poder aqui quer dizer, ter motivos para comemorar. Graças a Deus temos motivos para comemorar. E as suas duas festas foram sucessos. Você sempre animada na hora dos parabéns, um espetáculo à parte. Nunca vi uma criança vibrar tanto nessa hora. A coisa mais linda de ver. Sua alegria é contagiante. Alegria que contagia. Amor que não cabe dentro da gente. Celebrar a vida. Não podia ser melhor.


Além da alegria de podermos comemorar o seu aniversário, outra alegria é ver todo mundo comparecendo. Veio amigo de todo lado. Família que mora longe. Família que mora perto. Primos, tios, vovôs e vovós. Todo mundo veio te prestigiar, comemorar a sua vida, filha. E ter família, ter amigos, ter gente querida por perto, não tem preço, de tão bom que é.

Fica então o registro do seu segundo aniversário. Lindo. Como tudo que te diz respeito.

Amamos você minha pequena!
Que todos os seus aniversários sejam assim felizes!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tá tudo bem, tatu.

Antes que o blog se encerre por falta de atividade, registro apenas que tá tudo bem. Mas, tal e qual o tatu, a vontade maior é de ficar na toca, cuidando da minha vida e da minha cria. Então fica aqui esse post mequetrefe junto com a letra e o vídeo da música que é o hit atual lá de casa.



Tatu do Bem
Meninos de Araçuaí
Composição: Pablo Bertola e Lido Loshi

Tá tudo bem, tatu
Tá tudo bem, tá!
Tatu, Tatu do Bem
Tá tudo bem, tá!

Tamanduá mandou dizer Tatu, tá tudo bem
A Terra ainda é azul, Tatu
E tem água de beber também

Já tem jabuticaba, Tatu
E a Jabuti teve neném
Lembra do Tuiuiú, Tatu?
Cresceu também
Tá todo tatuado, Tatu
Faz filosofia e diz que é zen

Tá tudo bem, Tatu…
Sabe o Tucano?
O tal cigano?
Mudou pra cá com a sua tenda de pano
A Sucuri mudou também
Era topetuda a danada, Tatu
Mas agora ela é do bem

Hoje é dona da pousada
E diz que tá lotada, Tatu
Pra temporada do ano que vem

Tá tudo bem Tatu…
Pode sair daí Tatu
Tá tudo bem
Fumaça é da cozinha, Tatu
E a grama que não tinha agora tem
O ar já tá limpinho, Tatu
O campo verdinho como ninguém

Pode sentar lá fora
Contar uma história
À luz da lua
Tatu, tá tudo bem! Pode sentar com a gente
Que o mundo tá diferente
À luz do dia
Tatu, tá tudo bem Tá tudo bem Tatu

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Garotas de sorte.

Mariana,

Somos garotas sortudas. Porque temos pais que nos desejaram. E que estão ao nosso lado todos os dias. Que pensam no nosso bem-estar. Que nos dariam a última bolacha do pacote sem pestanejar. Temos pais que nos colocam sempre em primeiro lugar. Somos, ambas, as princesinhas de nossos pais. E dizendo isso corro o risco de ouvir: - ah, mimadas... Mas não somos mimadas. Somos queridas. E sabemos que amor demais não estraga. Que beijos em excesso não atrapalham. E abraços diários só fazem bem. Somos garotas sortudas. Porque temos pais que são também bons filhos. Porque bons filhos invariavelmente são bons pais. E o inverso também costuma ser verdade. Nossos pais são também bons maridos. E bons companheiros. Daqueles que todo mundo gosta. Legal ter um pai que todo mundo gosta, filha. Temos pais que podemos admirar. E nos orgulhar. E saber que com eles podemos contar. Sempre. Somos garotas sortudas, meu anjo. Porque temos pais que são portos seguros. Que são bons conselheiros. E bons exemplos. Somos garotas muito sortudas, minha filha. Porque temos, cada uma a seu modo, os melhores pais do mundo.
Vamos agradecer e comemorar!
Um beijo para todos os outros melhores pais do mundo desse mundo!!!!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A primeira semana.








Mariana,
terminou a semana de adaptação. Semana de adaptação que, na realidade, durou dois dias. Desde quarta-feira você já fica na escola o dia todo. Não chorou nenhum dia. Tem gostado bastante. Até o lanche tem tomado, logo você que come pouco, para não dizer quase nada. Ou seja, tudo absolutamente tranquilo. De agora em diante você é uma pequena estudante. Nossa bebê-menina, nossa menina-bebê. Seus horizontes estão se ampliando. Você saiu da minha barriga. Depois saiu do meu colo. E agora sai de casa e vai pra aula. Me sinto como o menino que empina a pipa e a quer cada vez mais longe e mais alto. Mas segura firme a linha que a sustenta no ar. A alegria do menino é igual a minha. Te ver longe, te ver no alto, te ver feliz. Mas existe a linha, minha filha, uma linha que ninguém corta, uma linha que ninguém destrói. Continue assim, filha querida, voando alto, seguindo em frente. Estou sempre do seu lado.

"Há um cordão, invisível, que prende o coração-mãe ao coração-filho, e os põe em comunicação. A vida é uma só, repartida em dois seres." (José de Alencar)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mariana conta dois! Viva a Mariana!

Filha,
hoje você completa dois anos. E se no ano passado o sentimento era de vitória e a vontade era de falar e falar e falar sobre a incrível experiência de maternidade que você me proporcionou, este ano o sentimento é de uma alegria fenomenal e indescritível. Não há muito o que falar. A única vontade é comemorar. Comemorar uma filha linda, saudável, alegre e que fala pelos cotovelos. Comemorar a possibilidade de estar do seu lado nesse dia. Comemorar a vida, os pequenos prazeres, as pequenas e as grandes alegrias. Em dois anos, não sei dizer quem aprendeu mais. Você aprendeu a andar, a falar e outras tantas coisas. E eu estou aprendendo a viver. Vivamos, pois, com alegria; essa alegria tão espontânea que te é peculiar. Esse entusiasmo. Esse olhar de novidade para o mundo. Essa inocência que, espero, demore muito a se perder vida afora.
Filha, não há palavras para expressar meu amor por você. Também não há palavras para dizer tudo o que te desejo de bom, hoje e sempre.
Você é muito amada.
beijos minha flor!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A adaptação.

De quem mesmo?
Só se for do pai, ou dos avós. Porque Marianinha tirou nota 10 com louvor em sua estreia na vida escolar. Chegou na escola sorridente, entrou na classe animada e nem reparou quando saí. Também não viu a lágrima que escorreu do canto do olho do pai e não percebeu que o avô estava por perto, tentando enxergar a neta dentro da classe. Avô e pai foram embora e fiquei eu, na espera pelas duas horas estipuladas para o primeiro dia. Quem me via achava que eu estava no décimo filho. Tranquilíssima, lá sentada no banquinho da escola, aguardando por um chamado de resgate da professora. Mas qual nada. Mariana ficou bem. Muitíssimo bem. A professora disse que foi das melhores adaptações que ela já viu. E com isso ganhou um eterno sorriso de mãe orgulhosa de sua cria. Já me avisou que não é porque não teve choro no primeiro dia, que não terá no segundo. Ok. Estamos cientes de que tudo pode acontecer. Mas foi tudo extremamente tranquilo até aqui. Na hora de ir embora Mariana quis brincar no parque. Deixei. E aí foi um parto para arrancar a menina dos brinquedos. Chorou para ir embora. E gritava no carro: - Não quero ir embora da minha escola!
Enfim, não poderia ter sido melhor.
A adaptação continua amanhã. E se tudo continuar correndo bem, quarta-feira o período de permanência vai aumentar.
Aguardemos!

Fico devendo as fotos para o próximo post.

Frio e beijos de boa sorte marcam volta às aulas em São Paulo

Acabei de ler essa manchete no UOL, filha. Hoje é dia de volta às aulas. Para você, especificamente, é o primeiro dia de aula. Primeiríssimo de um monte deles. Daqui a pouco vou te encontrar e te levar.E ontem vovó Marisa te deu a sua primeira mochila escolar. E semana passada vovó Marlene encurtou as suas pequenas calças escolares. E os vovôs estão ansiosos e pedem fotos do primeiro dia. Seu pai, ontem à noite, antes de dormir, te olhou e chorou, te achando pequena demais para o início da vida acadêmica. E eu arrumei sua lancheira, orgulhosa da minha filha que está crescendo e prestes a entrar mais e mais nesse mundão de meu Deus.Faz frio em São Paulo. Mas calor humano, filha minha, nunca vai te faltar. Muitos beijos de boa sorte!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Aula prática.

Domingão à tarde. Eu e Mariana deitadas, esperando o pai terminar de assistir um filme de guerra para irmos ao supermercado. Diante da demora do papai, peço para a filha interceder em nosso favor.
Ela, seguindo minha orientação, grita em direção à sala:
- Papai, vem tomá banho pra ir no micado (mercado, se bem que micado seria um bom nome também...).
Da sala, nenhum som, a não ser os tiros do filme de guerra.
Ela insiste:
- Papai, vamo tomá banho pra ir no micado!!!!
Silêncio novamente.
Ela me olha desolada e constata:
- Eu tô falando sozinha.

Fim da primeira aula prática sobre comportamento masculino.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O que que tem na sopa do neném?


Sábado estávamos com pressa. Íamos visitar vovó Martha, que completou 101 (!) anos. Depois iríamos para a casa do meu irmão Matheus, onde os homens da família preparariam um bobó de camarão. Como a previsão era de almoço às cinco da tarde, achei melhor já dar alguma coisa para Mariana almoçar antes de sair de casa. Minha mãe tinha se oferecido para fazer alguma comidinha rápida, mas achei que não precisava. Na despensa, dois inofensivos potinhos de papinha Nestlé aguardavam seu dia de estreia. Comprei no último feriado, para alguma emergência no hotel fazenda (entenda-se emergência como chegar a hora do almoço de sua filha e o almoço do hotel não estar pronto. Sim, isso já aconteceu em outro hotel fazenda...E gato escaldado...). Prosseguindo. Mariana nunca comeu papinha Nestlé. Me orgulho disso. Sei que é soberbinha boba. Mas me orgulho da alimentação saudável da minha filha. Nada industrializado, nada comprado pronto. Tudo fresco, orgânico, feito em casa.... E Mariana não come bem. Todos sabem disso. Porém..........Esquentei a papinha no micro-ondas. Provei. Achei horrível e sorri vitoriosa, pensando, "ela não vai comer nem a pau". Pois Mariana experimentou. Abriu um bocão para a segunda colher. E para a terceira. E eu insistindo: - Chega filha? E ela: - Quero mais! E traçou todo o potinho, adorando! Vai Patricia, paga mais esta língua. À noite jantou outro potinho. De novo comeu tudo.
Alguém sabe qual é a receita?






A sopa. O hit do momento lá em casa.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Festival de curtas. E o curta que virou longa.



Agora as tiradinhas de Mariana são diárias.

Anteontem ela estava colocando Uniqua (juro que ela tem outros brinquedos, mas só brinca com o Pablo e seus amigos) dentro de uma caixa igual a esta aí da foto, que estava na cozinha.
Eu:
- Nossa filha, é o bercinho da Uniqua?
Ela:
- Não mamãe, é caixa.

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Outro dia, sentada na cadeirinha do carro, aperta a própria bochecha e conclui:

- Mariana é fofinha.

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Agora o curta que virou longa.

Com a maternidade ganhei superpoderes que incluem beijos mágicos que curam dodóis. Mariana vive pedindo beijos nos lugares onde sente dor: - Dá um beijo na minha baíga (barriga) mamãe? E aí meu beijo cura cólicas. – Dá um beijo na minha cabeça mamãe? E aí meu beijo cura cabeçadas.

Eis que no domingo à noite Mariana começa a colocar a mão na orelha e a chorar. Aí pediu:

- Mamãe, dá um beijo na minha oreia?

Eu beijei, já preocupada e ela pede chorando mais ainda:

- Dá um beijo dentro da oreia mamãe?

E aí começa o longa.
Beijo dentro da oreia? Doía o ouvido, meu Deus? E a choradeira continuou, cada vez pior. Fomos nós para o pronto-socorro (porque a gente insiste com pronto-socorros, hein?) e, claro, a super doutora disse que não era nada. Voltamos com uma receita de analgésico, famoso cala-boca de mãe aflita.
E as queixas de Mariana continuaram a semana toda. Nada durante o dia. Choro à noite e às cinco da manhã. Sem febre. Ontem foi ao otorrino que disse se tratar de otite. O ouvido tem pus. Sim, pus! A doutora não viu. O otorrino disse que essa otite deve estar aí já há uns três meses. o pediatra também não viu. A causa? Mamar deitada.
Eu já tinha lido sobre otite de mamadeira mas não tinha dado muita atenção, achava que não pegava nada. E Mariana seguia mamando deitada, inclusive dormindo. Mas como a maternidade é um eterno comer no prato em que se cuspiu, a pequena está com otite e uma receita interminável de remédios para que fique boa logo.

Fica o alerta para as mamães!


Mamadeira: inimiga do ouvido
O ouvido se divide em três partes: externo, médio e interno, e cada uma delas está sujeita a um tipo diferente de otite. A de maior incidência, em crianças pequenas, é a inflamação do ouvido médio.

Em bebês, que não mamam no peito, uma forma característica é a otite de mamadeira. O problema ocorre, principalmente, porque durante a mamada a criança fica deitada, dificultando a chegada do leite ao estômago. O líquido pode "errar" o caminho. Em vez de descer pelo esôfago, penetra na tuba auditiva (que tem a função de equilibrar a pressão dos ouvidos) e chega até ao ouvido.

A melhor forma de evitar o problema é prevenir: resista à tentação de oferecer a mamadeira a seu filho enquanto quando ele estiver deitado aguardando o soninho chegar. A posição correta para mamar é com a cabeça um pouco mais levantada ou semi-sentada, como se a criança estivesse no colo.

Se seu filho mama no peito, as chances de ter esse tipo de otite são pequenas, por dois motivos: o leite materno transmite os anticorpos da mãe para o bebê, aumentando as resistência do pequeno contra as infecções; e a posição da criança é mais adequada, pois ela não permanece deitada enquanto se alimenta.
Fonte: http://www.saudebrasilnet.com.br/SBN_PORTAL/frmMateria.aspx?COD_MATERIA=39&COD_SECAO=24

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pro dia nascer feliz!

- Mariana, cadê meu beijo de bom dia?
- Tá na minha boca!

Dá pra resistir a uma fofurice dessas logo de manhã?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Resultado do Sorteio!

Então que eu pensei na mirabolante ideia de escrever o nome das participantes em papeizinhos e pedir que Marianinha sorteasse. Mas a ideia me pareceu insana já que: teria que filmar e baixar o vídeo, coisa que não sei fazer sozinha; teria que me arrumar para aparecer chique na fita, ou pelo menos pentear o cabelo e tirar o moleton do Mickey comprado no longínquo ano de 1986 (deem um desconto, fiquei em casa o dia todo. Tá, mentira, fui na farmácia toda mulambenta e nem liguei!); teria que arrumar Mariana que seguiu hoje o meu estilo "acabei de acordar e já vou dormir" e teria que fazer tanta coisa que até cansei de pensar.
Então fui no óbvio e usei o Random. Olha só a vencedora:


Foram 30 comentários, 29 participantes. E a vencedora foi a nº 27, a Carol Garcia do Viajando na maternidade! Carol, parabéns!! Seu blog é uma delícia de ler! Agora é só escolher a roupinha lá no Minha mãe que disse! Depois te mando um e-mail "oficializando" a premiação!
Obrigada a todas as participantes. E quem não ganhou que tire o escorpião do bolso e vá lá na loja da Rô comprar alguma coisa, pô!
beijos para todas!!!!

sábado, 3 de julho de 2010

Marianices. Sorteio segunda-feira!

Mariana mexendo em um guarda-roupa na casa da vovó Marisa. Vai entrando no guarda-roupa. Pergunto:
- Mariana, o que você está fazendo?
Rápida, responde:
- Tô guadando a Mariana!
(pausa para o sorriso 'não brigue porque sou uma gracinha)
Já dentro do guarda-roupa:
- Óia mamãe, gadei (guardei) a Mariana!!!!

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Mariana derruba o Pablo Grande no chão. (sim, existe o Pablo Pequeno e o Pablo Grande. E é assim que ela se refere a eles). Folgada, pede:
- Pega o Pabo Gandi pá mim mamãe?
Eu sentada na beira do sofá:
- Espera um pouco Mariana. Já pego.
Ela, dando tapinhas no meu bumbum:
- Vai bundinha, ivanta (levanta) e pega o Pabo Gandi pa Mariana!

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E as palavrinhas deliciosamente erradas da vez:
gnócio (negócio)
modela (moeda)
niquem (que nem)
touís (Doutor Luís, o pediatra)


Gentem, sorteio segunda-feira à noite. Deixem seus comentários aqui!!!!!!

sábado, 26 de junho de 2010

Hoje o blog faz um ano! Comemoração, agradecimentos e sorteio!


Há um ano comecei a escrever o blog para registrar para a Mariana as gracinhas, as evoluções, os desenvolvimentos e, mais que isso, tentar dividir esse amor que transbordava – e transborda – em mim. E como amor dividido é amor que se multiplica, acabei conhecendo outras mães e pais e outros filhos e outras vidas, muitas vezes tão iguais, muitas vezes tão diferentes. E todo mundo tendo em comum esse amor pelos filhos. Essa coisa louca que a gente só entende depois de ter esses pequenos seres nos braços. Esse sentimento tão difícil de explicar e tão fácil de sentir. Então que esse blog tomou algumas outras dimensões e virou fonte de troca de informações, conhecimentos e conselhos. Me aproximou de pessoas distantes. Fez com que eu soubesse que não sou a única. E ai, como é bom saber que a gente não é a única. A única que tem culpa. A única que ama loucamente. A única que não tem tempo para tomar um banho demorado. Sentir-se como parte de um grupo é sentir-se acolhida. Acolhimento. Essa é outra tônica sensacional do blog.
Fiz uma retrospectiva particular. Reli cada post. Me emocionei com tanta coisa que já passou. Vi como minha filha cresceu e como tanta gente incrível entrou nas nossas vidas nesse último ano.
Então um ano é para comemorar. No último dia do ano passado escrevi esse post que dizia exatamente isso. A vida é de altos e baixos. Temos que aproveitar as marés altas, as coisas boas. Recentemente passei por um inferno astral. Mas está passando. E agora é bola pra frente, nada melhor em tempos de Copa do Mundo. E vamos comemorar o que é para ser comemorado, que esse é o meu novo lema!
Finalmente, quero agradecer a cada um de vocês que enriqueceu este veículo com mensagens carinhosas, com palpites certeiros, com conselhos inteligentes e com energias positivas. O sucesso desse blog se deve, também, a cada um de vocês que participa, comentando, ou mesmo só lendo, cada um dos posts. Viva!
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Agora o sorteio. Porque aniversário tem que ter lembrancinha!
Como originalidade não é o meu forte (nem organização, nem paciência, nem, ah, deixa pra lá), copiei descaradamente a promoção da Roberta.
Vou sortear um vale-compras no “Minha mãe que disse”. Basta deixar aqui seu comentário com e-mail para contato e na segunda-feira faço o sorteio. Oitenta reais para você gastar como quiser lá na lojinha virtual da Rô. Fala se copiar a ideia dela não foi bom?
Boa sorte a todas!!





segunda-feira, 7 de junho de 2010

O não. A bunda. E o fantástico mundo do hotel fazenda.


Agora toda resposta é NÃO. Quer comer Mariana? NÃO! Quer tomar banho Mariana? NÃO! Quer colo Mariana? NÃO. E assim vamos. Não para tudo. Não para todos. Ou é uma fase ou a adolescência já chegou.
E aí que nós, espertíssimos, desenvolvemos a tática de não dar mais a opção do não. Ao invés do Quer comer? damos duas alternativas: Quer comer banana ou maçã? Perceberam a esperteza? Ou é banana ou é maçã. Não comer não é opção. Estava funcionando bem. E a gente se vangloriando dos nossos truques dignos de uma super nanny. Até que ontem, ao responder à nossa pergunta de Quer trocar a fralda no quarto ou na sala (porque não havia cristo que convencesse a menina de trocar a fralda)? ela responde, faceira: Não quero tucar (trocar) a falda!!!! E lá vamos nós pensar em outra esperteza contra o famigerado NÃO!

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Fomos andar de pedalinho. Com o peso da família a água acabou entrando no negócio. Eu, toda molhada, disse rindo: - Ai, molhou minha bunda! Foi o que bastou. Bumbum agora é coisa do passado. Mariana agora só fala bunda. Ontem mesmo, depois do Fabio lhe dar um tapinha carinhoso no bumbum ela começou: - Não bate na bunda da Maiana papai! Se o conselho tutelar escuta, estamos perdidos.

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Já que esperamos bastante tempo para termos um filho, tivemos bastante tempo para viajar. Não fomos ao Japão ou à Indonésia, mas conhecemos cá e lá desse mundão de meu Deus. Então, graças, este afã de ir pra Europa, Américas e afins não nos desespera tanto. Mariana chegou em tempos mais calmos, e descobri-la é tão ou mais incrível quanto descobrir a América.
Tirando o fato de que já conhecemos as grandes capitais e algumas outras tantas cidades mundo afora, vem o fato de que tenho preguiça de pensar em colocar nossa família e nossas grandes malas em uma viagem longa. Então o fantástico mundo do hotel-fazenda resolve nossos problemas.
São perto, vamos de carro, lá tem casa, comida e roupa lavada e nos sobra tempo suficiente para fazermos o que mais gostamos ultimamente: curtir nossa filha sem pressa, sem obrigações, sem correria. De quebra, algum conforto, comida farta e tempo de sobra para relaxar. Pra mim tá bom demais.
Este fim de semana foi assim. Delícia que não tem preço.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Olha a cândida!

Não sei se na cidade de vocês passa o ‘homem da cândida’, aquele do caminhão que vende produtos de limpeza, em geral de qualidade bem discutível. Para quem não conhece, o caminhão passa gritando no microfone “olha a cââândida! olha a cââândida!”
Pois Mariana é maluca pelo homem da cândida. Grita de alegria cada vez que ouve o dito cujo e esperar por ele é tática certa para aplacar choros sem causa e manhas sem motivo. Ela ouve o chamado e repete: “cânda!!” e morre de rir. Por sorte o homem da cândida passa nas duas avós e a diversão é sempre garantida. Em casa não passa o homem da cândida. Papai improvisou uma gravação no celular imitando a voz do homem, que acaba surtindo o mesmo resultado. Ontem, segundo me contou minha mãe, o homem passou por lá e acabou fazendo um pocket show para Mariana, falando ‘olha a cândida’ diretamente para ela. Mariana cara a cara com seu ídolo. Momentos de pura satisfação.
E quando Mariana enjoar do homem da cândida, penso em apresentá-la para o moço do gás ou para o cara das Pamonhas de Piracicaba. Ai, ai.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Fazendo limonada.

Mariana,

Para quem tem recebido limões da vida, até que estamos nos virando bem na limonada. Começamos o sábado no laboratório porque eu tinha que fazer alguns exames. Mas você foi junto e adoçou o passeio. Enquanto eu estava ocupada com os exames, você foi com papai andar na Paulista, foram na Fnac e voltaram com um CD do Sítio do Picapau Amarelo, um livro e um fantoche de pato. Chegaram animados dessas compras e fomos embora ouvindo o CD novo. Almoçamos com vovó Marisa e vovô Roberto e o almoço foi bem tranquilo. Você ficou brincando naquelas salinhas feitas (para os pais comerem em paz) as crianças brincarem e também se divertiu muito. De lá seguimos de novo para o Circo Roda, desta vez para assistir o Parapapá Circo Musical. Foi muito divertido, você ficou vidrada nos palhaços e nas cores e nós vidrados nas suas reações. Cada sorriso que você dava, cada comentário que você fazia a gente se derretia de amor e corujice. Muito bom poder te mostrar as coisas do mundo, filha.
No domingo você se apresentou na natação, em um festival chamado Baby Fest. Você e papai demonstraram as habilidades aquáticas que vêm treinando nos últimos tempos. Ganhou sua primeira medalha de honra ao mérito e seu segundo diploma (o primeiro foi de primeiro corte de cabelo, lembra?). Enfim, saímos da escola de natação todos orgulhosos, emocionados e cheios de títulos.
Tenho que registrar mais uma das suas. Vovó Marisa veio me mostrar uma coisa e falou: - Bonito, né? E você repetiu para mim: - Buito (bonito), né?
Aí eu, para puxar papo falei: - E você Mariana, é bonita? E você: - Não é buita (bonita), mamãe!. Mariana é inda (linda)!
Terminamos o domingo na festa do Lucas, filho da Lisandra e do Marcelo, nossos queridos amigos. Você se esbaldou, brincou, pulou, comeu de tudo e vibrou minuto a minuto. A festa foi uma delícia e ajudou a terminar alegremente o final de semana. Fico devendo as fotos, posto assim que papai me enviar.
E a semana começa novamente. Vamo que vamo filha minha, que se Deus quiser logo logo o limão não vai nem mais ser limonada, mas sim caipirinha.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Amor verdadeiro é para sempre.



Já contei aqui o amor de Mariana pelo Pablo. Depois contei que o Pintinho Amarelinho passou a rasteira no pinguim azul. Mas, contrariando os prognósticos, o verdadeiro amor prevaleceu. Mariana se apegou novamente ao pequeno Pablo e o adotou como filho. Troca fraldas, leva para passear e fala com ele carinhosamente, para minha alegria, que percebo que é assim que ela se sente tratada por nós. Pablo agora é companheiro fiel, acompanha Mariana para avó do dia, e está sempre ao lado dela. Até para dormir os dois ficam abraçadinhos, como prova a foto.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pum matinal.

Mariana,

hoje cedo você acorda, pede leite e, em seguida, solta um pum bem barulhento.
Nos olha, já rindo, e pergunta:
- Que Mariana feish?
Respondo:
- Fez pum, filha.
E você:
- Feish pum fedido!
E nós três caímos na gargalhada.
Nada como começar o dia com uma pequena escatologia.

Filha, não vou cansar de te agradecer por trazer tanta leveza às nossas vidas. Te amo, minha luz.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Viróticos.

Começou com o pai na terça-feira passada. Virose das bravas, com diarreia, vômitos e escatologias afins. Mariana, tadinha, acabou pegando na quinta. No domingo o super vírus atacou os vovós Marisa e Roberto. E eu, me achando o suprassumo da resistência imunológica, estava achando que não ia pegar. Ia até escrever um post sobre como natureza é sábia, e protege as mães para cuidarem de seus filhos. Pois é. Ontem a tal virose me pegou também. E estamos todos de molho, uns melhores, uns piores, torcendo para que essa onda vá logo embora daqui.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Filho cachorro. Filho gato. Marketing para a cunhada querida.

Quando a gente tem cachorro ou gato acaba tratando como filho. Gosta igual. Frequentemente, quando conto alguma coisa da Mariana para alguém que não tem filhos, mas tem bichos, a pessoa acaba comparando os feitos do bicho aos feitos da minha filha. E, um segundo depois, acaba se desculpando. Mas não tem que se desculpar. Porque a gente ama bichinho igual ama filho. Tá bom, a gente ama mais o filho. Mas quem só tem o bichinho ainda não sabe disso, né? E amor, gente, amor não se mede, amor se sente. Então que bom amar, seja filho, seja bicho, seja marido, seja mãe ou todo mundo, porque amor nunca é demais!

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E tudo isso para dizer que minha cunhada Roberta é veterinária especializada em reabilitação veterinária. Assim, se seu bichinho tem algum problema ortopédico ou neurológico, super indico a Rô, que com acupuntura, fisioterapia e outras técnicas que eu não saberia explicar, põe a bicharada de volta à ativa. Se vale o relato, o Zeca – cachorro do vovô Mario da Mariana, já famoso nesse blog – é um daqueles salsichinhas da Cofap. Outro dia travou a coluna. Nem se mexia, maior dó de ver. E bastou Roberta com suas agulhas poderosas e o Zequinha logo logo estava bom de novo. Fica a dica para as mamães de pets. Vão lá : www.movimento.vet.br

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tanta coisa. Quase nada.


Mea culpa. Porque falta de tempo nem é mais desculpa.

Uns dias sem escrever no blog, muitos deles sem nem ler os posts das amigas e quando lia, bem rapidinho, ficava com vontade louca de comentar, mas o tempo, ah, o tempo, esse não me dá trégua. Então que fique registrado que vi que a Roberta foi viajar (e segura essa promoção que eu já vou lá!), e sei que a Carol já falou com a Fátima Bernardes, sei das formigas na casa da Lia, chorei com o último post da Dani e muitas outras coisas que quem vem aqui também já deve estar sabendo. Só não resisti de comentar a foto da Paloma, grávida, linda e magra! Arraso total! Teria mil pitacos para dar, mas, quem sabe, um dia, consigo atualizar esses poucos dias longe dessa blogolândia.

E nós?

Vamos bem, obrigada. Mariana falando mais que a mulher da cobra. Tem arriscado a pronunciar o R de MaRiana, acertando uma em cada cinco tentativas. Já fala queRo e ontem arriscou a primeira conjugação verbal me perguntado se eu FAZEU o leite dela. Continua me chamando de mamãezinha Pat e seus derivados e está linda de viver.

Passeios

Outro dia fomos com ela no Parque da Juventude, passeio que recomendo. Lugar bem ensolarado (melhor levar boné) e amplo, perfeito para as crianças correrem, andarem de bicicleta e essas coisas que a gente faz em parques. Mariana andou de balanço e levou seu primeiríssimo tombo. Ralou o cotovelo e inauguramos o mundo do Merthiolate, produto que não andava pela minha casa desde o século passado.
Lá no Parque da Juventude, conhecemos a Biblioteca de São Paulo. Bem bacana, com vários livros infantis. Mariana gostou, até pegou um livro e pagou de intelectual por breves trinta segundos, sentada confortavelmente em um pufe. Valeu a visita também.
Nesse mesmo dia ainda terminamos a tarde no Zoológico de Guarulhos, bem menor que o concorrente de São Paulo, mas de bom tamanho para a pequena. Fomos com minha amiga Alessandra, sua filha Olívia, de três anos, e o sobrinho Felipe, de dez. As pequenas adoraram ver os bichinhos e correr soltas pelo parque. Felipe achou poucos os animais (de animais grandões, só um leão e uma onça, ambos dorminhocos), mas também acabou se divertindo.
Todos esses passeios são totalmente gratuitos e, portanto, não há desculpa para não ir.
Ainda nesse dia interminável, fomos jantar no japonês. Toda essa gente que já falei, mais minha amiga Vanessa, mãe do Felipe. E aí o programa virou barca furada. Uma hora de espera, crianças cansadas e impacientes e nós, claro, acabamos perdendo a paciência. A conclusão: passeio para criança é parque, praça, praia e casa da avó. O resto, sinceramente não compensa. Pelo menos por enquanto Mariana ainda não se porta como lady em restaurantes, então estamos evitando a todo custo.
Isso tudo foi no ooooutro fim de semana.

Nesse final de semana fomos ao Circo Roda assistir ao espetáculo Bichos do Mundo. Mariana adorou. Vidrou no show e curtiu cada minuto. Bateu palmas e até subiu no palco no final. Outra recomendação de passeio que às vezes a gente acaba não levando porque acha que o filho é pequeno e que não vai entender, nem gostar. Mas pelo menos no nosso caso, Mariana gostou bastante e foi um final de tarde bem divertido. Tanto, que já queremos bis. Semana que vem voltaremos para ver o Parapapá! Circo Musical. Já estou torcendo para Mariana gostar também.

O dia das mães

O dia das mães também passou sem que eu fizesse um post específico. Mas foi ótimo, bem comemorado em família e só tenho a dizer que ser mãe é uma delícia. O resto, ou já foi dito, ou todo mundo já sabe.

O desembarangamento. Existe vida após a maternidade.


É fato que eu engordei quatorze quilos na gravidez. Dessas toneladas, uns seis quilos ainda me acompanham. Então, quase dois anos depois de parir, tomei vergonha na cara e comecei uma dieta. Aos poucos estou voltando ao meu peso. Não por acaso, parece que aos poucos minha vida pré-mariana também está voltando. Muito sutilmente tenho sentido minha rotina mais tranquila, Mariana já compreende melhor as coisas, está mais independente, menos bebê, sei lá. Talvez seja mais um sentimento do que fatos concretos, mas acho que tudo está entrando nos eixos novamente. E agora com o incrível bônus de ter um filho. Sem querer me estender muito no assunto, mas já me estendendo, às vezes percebo mães se tornando mães e seguindo a vida normalmente. No meu caso não foi assim. Talvez por ter demorado mais para engravidar, ter ficado dez anos casada e sem filhos, a maternidade para mim foi um turbilhão de trabalho e sentimentos. Da mesma forma que me surpreendi positivamente com a intensidade do amor e da alegria que é ter um filho, percebi o quanto é trabalhoso criar um bebê. Frequentemente converso sobre isso com duas amigas muito próximas, que também se sentem assim, desnorteadas com tanto trabalho, tanta dedicação, tanta exclusividade. Eu me sinto assim, meio perdida entre tanta coisa para fazer. E me faz bem conversar com essas minhas amigas e saber que não sou a única que não tirou de letra essa vida de padecer no paraíso. Mas, voltando, sinto uma melhora nós últimos dias, a vida parece que está fluindo mais fácil. Ou eu me acostumei a essa loucura toda, ou é mesmo minha pequenota que está crescendo. Parece que há vida após a maternidade. E vida melhor, acredite!!


E esse é um pequeno resumo de nossos últimos dias. Espero conseguir atualizar esse blog decentemente daqui em diante.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem palavras.

Mariana,

Você diz “Deixa a Maiana, papai” quando ele te enche de beijos. Também diz “Deixa a menina”, se referindo a você mesma, tal e qual falamos para os cachorros Zeca e com o Squash, quando eles não te deixam em paz. E me chama de Mamãe Patisha ou Mamãezinha Pat. Chama o seu pai de Papaizinho Tabio. Sabe o nome de todos os seus avós, tios e primas.
Ontem, quando estávamos na loja comprando um presente para a Maria, fiel escudeira da vovó Marisa, você olhou a prateleira cheia de ursos de pelúcia e disse “– Óia quanto usso, mamãe!” E depois brincou com as bonecas da loja, apertando a barriguinha de cada uma delas e repetindo aquelas frases de bonecas, “Quero papar”, “Quero passear” e morria de rir da brincadeira. Depois dançou com a musiquinha de outra boneca e foi embora, não sem alguma resistência, mas sem imaginar que ali era uma loja, e que aqueles tantos brinquedos poderiam ser levados para casa, se mamãe sacasse da bolsa seu suado dinheirinho. Santa inocência, que não sei por quanto tempo perdurará.
E voltando aos falatórios, você ontem também disse para o seu vovô Mario “ – Canta ota música vovozinho!”, depois dele repetir à exaustão o Nana Nenê.
E teve outro dia, que me ouviu dizendo para seu pai que estava com dor de cabeça e me perguntou: “- Bateu cabeça, mamãe?”
E tem ainda as palavrinhas que ainda saem erradas, e que são ainda mais deliciosas de ouvir. Macarrão é cacaão, lagartixa é cacatixa e caminhão é piquinhão. E ao invés de dizer pegou você diz pigou, e soa ainda mais lindo, dito assim, meio erradinho.
Você também reconhece os animais e imita alguns de seus sons, conhece as cores primárias e algumas frutas. Ainda adora aviões e aponta a lua admirada dizendo, “óia a lua, mamãe”. E se a noite não tem lua, você, desapontada, pergunta: “Cadê a lua, mamãe? Tá condida?”
E outro dia, no carro, você, respondendo à declaração de amor de seu papai, respondeu para ele “Te amo”. Ele, claro, chorou. Ontem à noite foi minha vez. Disse para você “te amo, filha” e você respondeu sorridente “Te amo”. Te abracei forte e ficamos assim, deitadas as duas, na cama, quietinhas, esperando o sono chegar. Porque o sonho, esse filha, já chegou faz tempo.

domingo, 25 de abril de 2010

Não basta ser pai.


Estava conversando hoje sobre a participação dos pais nos cuidados com os filhos. Vou falar em participação, porque outro dia utilizei a palavra “ajuda” e fui repreendida. Com razão, pai não “ajuda”, pai participa. Porque “ajuda” é coisa de vizinho, da amiga, da tia. Pai é 50% do DNA, a menos que o filho seja do vizinho, mas mesmo assim, pai é quem cria, não é amigo? Participação, portanto.
E eis que tenho visto de tudo por aí. E tenho visto muito pai que acha que basta estar lá na hora de fabricar o bebê, tirar foto na maternidade e daí em diante só se orgulhar do título que ganhou. O resto, ah, o resto a mãe faz. Não é o meu caso, Fabio é um pai muito participativo, do tipo que acompanha no pediatra, leva na natação, dá banho, troca fralda, faz papinha e, principalmente, se emociona com o desenvolvimento da Mariana. Um pai que, tenho absoluta certeza, será uma grande referência para a minha filha.
Mas voltemos aos pais que ando vendo por aí. Pai que não troca fralda, pai que não faz papinha, pai que não dá banho, pai que não dá atenção, pai que não tem tempo, pai que troca o filho pelo futebol com os amigos, enquanto a mãe se divide entre zilhões de funções. É justo, papai? Pensa bem, é justo?
Eu acho que não.
E mesmo se fosse justo, se você soubesse de algum motivo que te autorizasse a pensar que a criação do filho não é problema seu, já pensou no que está perdendo?
A mãe que se envolve com seu filho, conhece como ninguém aquele pequeno ser que gerou. Troca fraldas, dá banhos, limpa, beija, cheira e, com esse contato tão íntimo, tão visceral, se aproxima de sua cria. Ser mãe é tão maravilhoso porque permite essa proximidade, essa intensidade, essa troca que só quem tem um filho ao alcance da mão talvez possa entender.
E você, papai, pode ter tudo isso também. Ao cuidar de seu filho, ao conhecer os diversos choros, os diversos cheiros, as preferências alimentares, você se aproxima daquele que tem o seu sangue e os seus genes. E não estou me referindo só às tarefas cotidianas. Como já falei, o principal é participar como pai, se interessar pelo filho, ouvir as primeiras palavras, estimular os primeiros passos, ser o braço aberto na hora do medo e um porto seguro para a vida toda. Ter um filho é um presente. Não tem preço. E muitos pais parecem estar desperdiçando essa experiência única, utilizando como desculpa a falta de tempo, o stress, o cansaço, a vida corrida e essas desculpinhas que todo mundo já está careca de saber. Na correria do dia a dia, parece que para muitos não sobra tempo para ser um pai de verdade.
Mas ainda há tempo de mudar.
Pensa comigo. O futebol das quartas-feiras, a cerveja com os amigos, as manhãs de domingo até tarde na cama, o trabalho, o carro, a academia, tudo isso pode existir para sempre. Mas seu filho não vai ser criança para sempre. Vai crescer. Vai virar adolescente. Vai sair de casa. Vai constituir família. E vai se lembrar do pai que teve.
Ser uma boa lembrança para o seu filho depende apenas de você.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Campanha Ficha Limpa





Um mundo melhor para o seu pequenino? Quem não quer?


Roberta, a mãe leoa nº 1 da blogosfera já deu o primeiro passo. Vai e dá uma lida, porque ela já falou TUDO.


E jamais duvide da força de um movimento apoiado por mães. Quem consegue dar conta de casa, filho, marido, carreira, acordar no meio da noite, dar banho, trocar fralda e ainda estar pronta pro batente no dia seguinte PODE TUDO NESSA VIDA!


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cortando o cabelo.

Parece que nasceu fazendo isso...
Nem ligando para o corte.

Comportamento nota 10.


Ai que tédio....

Pode cortar, moça, sou um anjinho!

Resultado final do extreme makeover.


Mariana,

Esse foi o seu primeiro corte de cabelo. O oficial. Porque antes desse aparamos sua franjinha na minha cabeleireira, mas você estava dormindo e nem viu. Então, para efeitos de “primeira vez” vamos computar esse daqui, que foi em salão cheio de trique trique e até diploma de primeiro corte, com direito a mechinha de cabelo de prova do grande dia. Seu primeiro diploma, e já fajutado; primeira vez “pero no mucho”. E te digo que talvez essa primeira mechinha de cabelo tenha sido o motivo desse blog. Explico.
Iniciei o blog quando você já tinha dez meses e pouco. Tanta coisa já tinha se passado e eu nem anotei. Você sentou, engatinhou, comeu frutinhas, comeu papinha, fez sua primeira viagem de férias e, eu contando apenas com a memória que, claro, tende a falhar. Contava ainda com as fotos, que acabaram quase todas se perdendo quando o computador quebrou.
Aí, lá pelos dez meses pensei em comprar aqueles livros onde a gente vai escrevendo a vida do bebê, o dia que sentou, o dia que falou e cola uma mechinha de cabelo. Bom, aos dez meses eu já não lembrava mais o dia que você sentou, nem o dia da papinha e achei que já era tarde para comprá-lo. Seu pai sugeriu preencher com datas aproximadas. Mas aí já seria muita fajutagem. Eis que surgiu a ideia do blog e, com ele, esse monte de posts sobre o que penso e o que gostaria que você soubesse da sua infância, um dia daqui muitos anos.
Voltando ao cabelo, você se portou como lady. Ficou quietinha, como comprovam as fotos. Terminou toda penteada, como também comprovam as fotos. Talvez filha, um dia lá na frente, você ache isso tudo uma grande papagaiada. Mas dê um desconto, mãe de primeira viagem adora um evento.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Diga com quem andas.


Provavelmente por influência da amiga galinácea - assunto do último post - Mariana vidrou no milho. Quer todo dia. As fotos falam por si. E com essa educação toda, vai direto pra Sorbonne.
Um ótimo final de semana!