quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Para Lia



A Lia está chegando na reta final da gravidez. Período de ansiedade, acho que das maiores que há na vida. Eu, pelo menos, ansiava pelo desconhecido. Como seria ser mãe? Minhas dúvidas não eram filosóficas. Eram práticas. Eu saberia trocar fraldas? Conseguiria amamentar? Saberia cuidar de alguém 24 horas por dia? Eu seria boa mãe, no sentido prático da coisa? Porque instinto maternal eu nunca tive muito não... Nem nunca fui muito fã de crianças, assim no genérico. Gostava (e gosto) de crianças específicas. Das minhas sobrinhas e dos meus afilhados e de uns sobrinhos emprestados (e agora uns virtuais) e é só. Daí a dúvida. No final da gravidez encasquetei que não queria mais que Mariana nascesse. Que ficasse na minha barriga, que lá eu sabia o que fazer. Mas, claro, ela nasceu e me considero uma boa mãe. De novo, não no sentido filosófico, mas no sentido prático mesmo. Me saí melhor do que esperava no setor da puericultura. Soube trocar fraldas com facilidade. Amamentei sem problemas. Soube dar banho de primeira, sem ajuda nem nada. E me virei bem de uma maneira geral. Penei em alguns momentos, mas hoje tudo está muito mais fácil. Um ano e quatro meses de experiência devem valer alguma coisa.
E assim, na qualidade de amiga virtual, quero presentear a Lia com o pouco que aprendi nesse que foi o período mais intenso, mais cansativo e ao mesmo tempo mais prazeroso de toda a minha vida:

1. É fato que você vai dormir pouco. Mas a gente se acostuma a dormir menos. Juro. Antes da Mariana nascer eu dormia 10, 12, horas seguidas. E hoje, mesmo dormindo a metade disso, fico inteira no outro dia. O corpo se acostuma.
2. Nenhum bebê é igual dois dias seguidos. Sábio conselho da minha mãe. Hoje não dorme, amanhã dorme. Hoje está de mau humor, amanhã tudo volta ao normal. Hoje come à beça, amanhã não come nada. E por aí vai. Então não vale à pena se desesperar por pouco.
3. Nas horas de desespero (muito choro, muita cólica, muito cansaço) mentalize o mantra: vai passar. Porque passa, viu?
4. Faça back up das fotos. Perdemos TODAS as fotos da Mariana do nascimento até os seis meses, incluindo maternidade e batizado. É. Deu pau no computador e não tínhamos back up. Conseguimos recuperar algumas com minha mãe e meu irmão, mas quase tudo se foi. Cuidado!
5. Talvez o primeiro mês seja fácil para você. Mas se não for – e para mim não foi - garanto que assim que se passarem os primeiros trinta dias, tudo parece que se ajeita. Não sei o que acontece, mas com um mês tudo melhora.
6. Ouvidos de mercador para os palpites. Basta você ser mãe para todo mundo saber mais do que você. Não esquente, não sofra com isso, finja que aceitou e siga sua vida. Desconsidere até mesmo esses meus palpitinhos, se não te servirem de nada!
7. O pediatra não é Deus. Não é porque ele disse que você tem que seguir 100%. Eu escuto e filtro. Faço o que bem entendo muitas vezes e tem dado muito certo.
8. Siga a sua intuição. Acima de tudo e de todos. Costuma dar mais certo que qualquer outra coisa.
9. E last but not least, prepare-se: O maior amor do mundo te espera, bem aí na sua barriga!


Lia, esse é o meu presente de chá de bebê virtual para você. Espero que te sirva!

Convido as demais blogueiras a presentearem a Lia com as suas experiências pessoais!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A busca da escola perfeita

Mariana vai para a escola
Termino a frase sem ponto, porque não sei ainda se é uma afirmativa ou uma interrogação.
Muito cedo? Não sei.
Escola grande? Pequena? Média? Não sei.
Proposta pedagógica? No idea.
Atividades extra, como natação, ballet, yôga, salto triplo, luta greco-romana e ikebana. Será que precisa?

Ai, ai...

Simplesmente não sei. Visitei quatro. Todas diferentes em todos os aspectos, tendo como único ponto comum serem perto de casa. Uma é bem pequena, não gostei tanto, mas tive várias boas indicações. Uma é cheia de diferenciais frescurentos, não sei se faz minha cabeça. Outra tem classes até o ensino fundamental, não sei se Mariana é muito pequena para uma escola daquele porte. A última me pareceu acolhedora, mas não sei, não sei, não sei...

Coisas que me chamaram a atenção:
• numa delas as crianças estavam ensaiando a festinha do final de ano. A música estava milhões de decibéis acima do limite suportável. Não estranharia se essas crianças chegassem em casa todas neuróticas.
• noutra ouvi uma menininha dizer que a música que ela vai dançar na festa do final de ano será o tema da Hannah Montana. Me digam, com tanta cantiga de roda precisa mesmo uma criança de 5 anos dançar música de Hannah Montana? Será que tem que ser assim mesmo ou eu que estou sendo freak demais ao achar a escolha péssima?
• somente em uma a diretora convidou marido e avós para conhecerem a escola. Nessa mesma ela demonstrou bastante preocupação com a alimentação, suco só natural, pão integral...Dois pontos para ela!
• somente em uma cada salinha era acompanhada de seu respectivo banheiro, e no caso dos que usam fraldas, o banheiro tinha um lavatório, para lavar o bumbum na troca de fralda com cocô. Achei bem higiênico.

No mais, vários discursos sobre “socializar”, “o brincar”, “o lúdico”....tudo meio igual, parece discurso de político. Nenhuma me convenceu de grandes coisas não...

Pretendo visitar outras tantas até dizer “É essa!” com convicção.

E aí? Qual a escola perfeita? Será que existe escola perfeita? O que é mais importante para fazer essa escolha?

Comentários serão muitíssimo bem vindos!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O seu copo está meio cheio ou meio vazio?




Mariana,

Olha bem essa foto.
Eu e você na Aluaha, meu oásis no meio da correria do dia-a-dia. O lugar onde brinco de ser bailarina. Nós duas no intervalo da minha aula de dança do ventre. Você descansando no sofá enquanto eu admiro a sua beleza, a sua inocência, a sua companhia tão deliciosa e tão prazerosa. Você é minha companheirinha, e não imagina como é gostoso fazer você participar dessas atividades que eu gosto tanto. A foto foi tirada no outro domingo de manhã. Enquanto muitos nem tinham acordado, lá estávamos nós, ouvindo músicas lindas, vendo mulheres animadas dançarem, todas se preparando para o espetáculo de final de ano. Todos se encantaram com a sua presença, sempre animada, rodopiando para lá e para cá. Um domingo diferente. Que delícia é estar com você.

Agora olha de novo essa foto.
Eu e você na Aluaha, minha escola de dança do ventre. O hobby que eu insisto em praticar, embora quase não me sobrem minutos para isso. Te levei para o ensaio no domingo. Para chegar lá no horário, acordei cedo, te troquei, me troquei, fiz café, arrumei umas coisas, juntei toda a nossa parafernália, que incluía minha bolsa, sua bolsa, várias mudas de roupa para você (vai que chove, vai que neva, vai que vem o tsunami) o Pablo novo de pelúcia, leite, iogurte, colherzinha, uma espada e sabe-se lá mais o que. Você não parou um minuto. Corria no meio das pessoas que dançavam, se eu te tirava você chorava. Deixou o Pablo novo de pelúcia cair na água. Mexeu nas espadas das outras pessoas. Se lambuzou de iogurte. Quase não me deixou dançar. A foto foi tirada no único segundo em que você sossegou, exausta de tanto correr para lá e para cá. Terminei o ensaio morta de cansaço. Enquanto muitos nem tinham acordado, eu me sentia como se tivesse corrido uma maratona. Um domingo diferente e cansativo. Ficar com você é uma delícia, mas tentar conciliar todas as atividades é tarefa para mulher-maravilha.




Entendeu?
Eu posso contar a nossa história dos dois jeitos. Eu posso ver a nossa vida de duas maneiras. Posso colocar lentes cinzas e enxergar o mundo todo dessa cor. Ou posso enxergar o lado colorido; que é tão mais colorido desde que você chegou. Nada na vida será perfeito, filha. Esse é só um exemplo de como podemos encarar o nosso cotidiano. Se quisermos encontrar problemas, a tarefa será sempre fácil. Mas, te garanto, também é possível facilitar a vida, torná-la mais leve e mais doce. Você tem me ensinado a ver o copo sempre meio cheio. Você trouxe doçura à minha vida. E se posso te ensinar alguma coisa desde já, é viver de maneira a celebrar o cotidiano, deliciar-se com os pequenos prazeres e não se queixar a cada coisinha chata que te aparecer pela frente. Saber viver é uma arte a ser exercitada diariamente. Com a sua ajuda, tenho aprendido cada dia um pouco mais.

Obrigada meu anjo!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O primeiro exame de urina a gente nunca esquece.




Mariana,

Olha como a gente complica a vida.
Depois de mais de uma semana com febrinha, chorinho, tosse, noites mal dormidas e chatices tais resolvemos te levar ao pronto-socorro. A médica, cautelosa, além do tradicional raio-x do pulmão resolveu pedir um exame de urina. Febre, criança chorosa... Nunca se sabe. Podia ser infecção de urina.
E lá vai a mãe sem experiência atrás da enfermeira, esperando o copinho para coletar a urina, tal e qual adulto faz.

Mas qual nada.

Criança, óbvio, não faz xixi em copinho. Te colocaram foi um saquinho coletor (imagine um absorvente de plástico, com um buraquinho que te colaram na periquita), como me disse a enfermeira. E aí era só esperar o xixi. Ela me disse para ficar de olho, e quando você fizesse xixi, que a avisasse para ela tirar o treco.
Saí da sala com a enfermeira e fomos para a espera. No mundo materno, logo as mães solidárias me davam diagnósticos.


Uma:


- Vai colher xixi? iiiiiii, vai demorar, viu? Se prepara...Dá água pra ela.

Outra:


- Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii....coitada... O meu filho demorou quatro horas e não fez. Molha a mão dela.


Um pai:


- A minha fez mas o saquinho vazou e perdemos tudo. Molha a nuca dela.


Outro:


- Esse coletor inibe o xixi. Ela só vai fazer quando a enfermeira tirar o negócio. Molha sei lá o que dela.


E assim foi. Cada um com um prognóstico mais desanimador que o outro e uma dica mais mirabolante.
E lá fui eu me desesperando, tipo minha filha não vai fazer xixi, vou dormir aqui no pronto-socorro, esse exame de urina não vai rolar, amanhã teremos que voltar, será que vão por sonda, ai meu Deus, e agora, e agora, e agora?!?!
E aí liguei para minha mãe e contei meio tensa que você tinha que fazer xixi e que não estava fazendo, que isso, que aquilo...


E ela, bem calma:


- Pat, a Mariana faz xixi o tempo todo. Toda hora a fralda dela tá molhada. CLARO que ela vai fazer xixi.


E aí me veio a lucidez. Claro que ela ia fazer xixi. Como sempre faz. E relaxei. Vovó estava certa. Claro que você ia fazer xixi. Que desespero mais bobo...
E alguns minutos depois fui dar uma checada no saquinho e lá estava ele, o xixi, amarelinho da silva. Pronto para ser examinado.
Demorou. Mas não foi a noite toda. Nem vazou. Nem nada do que disseram. Drama totalmente à toa. Desesperar não leva a lugar nenhum. Cada vez mais me convenço disso.

Exame de urina. Mais uma para a minha lista de desafios de mãe de primeira viagem. Missão cumprida com sucesso!

Em tempo: o exame nem deu nada. Graças!

sábado, 28 de novembro de 2009

Hoje vou assim









Camiseta Hanky. Comprada no Baby Boom.

Tênis All Star, presente do papai.

Presilha de cabelo Petit Bebê, presente da Tia Débora.

Calça Carters. Comprada no Minha mãe que disse.



Minha mãe que disse é a minha nova perdição. Basta entrar lá para ficar imaginando Marianinha naquelas roupinhas lindas. Sem mencionar que a Roberta como vendedora é única. Você manda e-mail pra comprar a roupa e ela responde batendo um papo, ficando tua amiga, conhecendo tua filha. Embora o contato seja só por e-mail, o atendimento é pessoal e exclusivo. A entrega é rápida e ainda veio em embalagem delicada e com um cartão para lá de gentil. Super, super, super recomendo. E a propaganda é 100% gratuita, viu?




Hoje vou assim é o blog da Cris Guerra, que também tem o blog Para Francisco. Para os poucos que ainda não conhecem, também super recomendo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O amigo secreto

Mariana e o livro. A cara feia é porque ela queria pegar a câmera.

Aos poucos os amigos-secretos estão se revelando. Toda hora tem post novo de alguém contando quem tirou ou por quem foi tirado.

A Mariana tirou a Nina e foi uma delícia escolher um presentinho para alguém da idade dela. Escolhemos o CD preferido da Mariana que, acredito, fará o maior sucesso lá pelas bandas de Orlândia. Muito em breve Dani e Marcão se pegarão cantando "O Sapo não lava o pé" no meio de seus respectivos expedientes. Se Nina gostar do CD como Mariana gosta, coitados, vão decorar todas as letras e inclusive a ordem das músicas. Um verdadeiro presente de grego para os papais. Mas foi de coração viu trio? Um beijão para vocês!

Quem tirou a Mariana foi o André, filho da Renata. A curiosidade é que na barriga da Renata tem uma mini Marianinha se desenvolvendo. Logo logo eles terão uma Mariana para chamar de sua, que delícia! Renata escolheu um livro lindo, que Mariana adorou de cara. Não parava de chamar o pai para ver as ilustrações e ouvir o barulhinho de mosquinhas que o livro faz. Um encanto. Lindo também foi o cartão, delicado como é o blog da Renata. Uma gentileza só. E André ajudou a escolher o presente! Sucesso total viu, André! Um beijão da tia Pat e da Marianinha.

O resultado da brincadeira não poderia ser mais positivo. Uniu pessoas que sequer se conheciam há poucos meses. Na verdade,acho que ninguém nesse grupo (ou talvez alguns poucos) se conhecem pessoalmente. Mas nesse universo incrível que é a blogosfera, mesmo sem nunca termos ouvido a voz uns dos outros, acabamos nos conhecendo intimamente, trocando conselhos e confissões. E esse foi outro grande presente que esse amigo secreto trouxe. Admirável mundo novo! Um brinde a todos os novos amigos virtuais! Cheers!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um minuto de silêncio


Mariana,

Nesse momento triste nas nossas vidas, momento de perda, momento de tristeza profunda, vamos fazer um momento de silêncio. Vamos rezar. Vamos acreditar que os desígnios de Deus têm propósitos além da nossa compreensão. Vamos ter fé. Vamos ficar unidos. Os sentimentos ruins vão se dissipar. No lugar deles, só o amor e a saudade. Vamos fazer um minuto de silêncio; e voltar quando essa dor parar de latejar.

Pedro, você viverá para sempre em nossos corações.