
Bruna,
Você é a minha primeira sobrinha e também minha querida afilhada. Filha do meu irmão, sangue do meu sangue. Foi o mais próximo que cheguei do amor maternal antes da Mariana chegar. Com você aprendi a amar sem querer nada em troca. Com você tive certeza que também poderia ser mãe. Que esse amor também caberia em mim.
Você chegou numa manhã de novembro. Lembro direitinho que saí do escritório para ficar na maternidade esperando você nascer. O motivo era mais do que justo: minha primeira sobrinha iria nascer! Estávamos lá, a família toda reunida em volta do berçário. Os bebês iam chegando de um em um. Levava um tempo até que eles colocassem a plaquinha com o nome de cada criança. E aí chegou um bebê lindo. E sua avó Marisa, mesmo sem ver nome ou identificação, já se apaixonou por você e falou com certeza:
-É ela! É a nossa bebê!
Segundos depois tivemos a confirmação. Era você. Mas não precisava de plaquinha com nome. Vovó te reconheceu. Choramos felizes com a sua chegada. Dali a pouco chega seu pai, parecia que tinha crescido. Até mesmo em tamanho. Voltou da sala de parto importante. Era pai.
Fomos te esperar no quarto. Sua mãe tranquila, serena. Uma serenidade que sempre admirei. Parecia que já sabia ser mãe antes mesmo de você nascer.
E aí você chegou no quarto. Tiramos muitas fotos. Seu tio Fabio não cabia em si de tanta alegria.
E o resto é história.
Hoje você completa cinco anos. E é uma menina linda, esperta e gentil. Seus pais não poderiam querer filha melhor.
Bruna, meu anjo, te amo como amo minha filha. Conte sempre com essa sua tia Pat.
Uma vida de alegrias é o que eu te desejo.
Parabéns princesinha!