segunda-feira, 27 de julho de 2009

26 de julho. Dia dos avós!

Ontem foi dia dos avós, mas só fiquei sabendo hoje. Então, o post que já estava na cabeça há algum tempo, não tem dia melhor para ser publicado.

Mariana,
Voltei a trabalhar quando você tinha quatro meses. E desde então você passa os seus dias na casa dos seus avós. Dias alternados, cada dia na casa de um, homenageando o princípio da isonomia.
E graças a eles, a dura tarefa de te deixar o dia todo para ir trabalhar se mostra muito menos pesarosa.
Te encontrar ao final de cada dia, tão amada, tão alegre, tão bem cuidada, só me faz agradecer a Deus por poder contar com esses quatro corajosos, que em troca do seu sorriso doce, dão tudo de si e mais um pouco.
Assim, em meu nome e em seu nome agradeço publicamente aos seus avós, pelo amor desmedido; pelos cuidados sem fim; pelas papinhas saborosas e inventivas; pelos colos calorosos; pelos primeiros ensinamentos; por testemunharem o seu desenvolvimento; por se alegrarem por suas descobertas; por estarem presentes; por nos terem feito os pais que somos hoje; por podermos contar por eles e, acima de tudo, por serem exatamente quem são.

Um beijo para todos os avós!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Baby Einstein


Filha,
Estávamos nós na sala. Eu e seu pai assistindo TV. Você, brincando no chão.
De repente, você pega o seu sapatinho, olha bem pra ele, e tenta colocar no próprio pé!
Eu olho para o seu pai e nossos olhos se enchem de lágrimas - de emoção e orgulho- pela nova façanha.
Em seguida você pega o mesmo sapatinho ...e tenta colocar do DVD!
Nós, claro, caímos na gargalhada.
É pequena Baby Einstein, você ainda tem muito o que aprender...
...que bom!

terça-feira, 21 de julho de 2009

100 anos!


Mariana,

Sua bisavó Martha - avó de seu pai - completou 100 anos!
Vocês nasceram com diferença de quase um século. E mesmo assim consigo encontrar semelhanças nos traços de vocês duas.
Incrível como a vida vai se propagando, como trazemos conosco os traços de nossos pais, avós, bisavós e sabe-se lá de quantos outros ancestrais ainda muito mais antigos.
Mas o mais importante de tudo isso, é que estávamos todos lá – filhos, netos, bisnetos e agregados – quatro gerações reunidas para comemorar a data.
Sua bisavó, hoje bem velhinha, sempre nos deu pequenos papéis com orações, frases e pensamentos, para guardarmos conosco.
Te ensino uma delas, para que, tal e qual a genética, os pensamentos dela também se propaguem:

“Eu sou filho de Deus Perfeito
Sou protegido por Deus
Nada tenho a temer.”

terça-feira, 14 de julho de 2009

O começo de tudo


Mariana,


Sempre imaginei como seria o dia em que eu me descobriria grávida. Como contaria ao seu pai a notícia tão esperava. Sempre me emocionei com as cenas de filmes, em que a mulher conta que está grávida entregando um par de sapatinhos de bebê, uma caixa com o resultado do teste de gravidez...
Pois bem.
Era 31 de novembro de 2007. Nada parecia diferente comigo, a não ser uma vontade incontrolável de tomar litros de suco de laranja, suco que sempre detestei. Nada diferente além de um o mau humor estranho e um sono incontrolável. Nada diferente, apenas um pequeno atraso.
Mas seu pai insistia:

- Você deve estar grávida. Faz o exame.

E eu me recusava. Não estou. Quando engravidar, vou saber. Acreditava piamente que me sentiria, sei lá, iluminada, receberia um sinal, não sei. Mas grávida? Não, definitivamente não estava grávida.

Então, no tal dia 31 de novembro, sexta-feira, chego em casa do trabalho, seu pai na cozinha, montando um armário. Tínhamos nos mudado para a nossa casa fazia dez dias.
Sobre a mesa o teste de gravidez.
Ele havia comprado. Pura teimosia.
Fiz o teste à contra gosto. Tinha certeza do resultado negativo.
O susto, claro, foi grande: positivo!
No minuto seguinte duvidamos do resultado: - Teste de farmácia não é confiável, temos que ir ao laboratório.
Dia seguinte, cedinho, cedinho, estávamos lá no laboratório. Fiz o exame. Era sábado. O resultado só ficaria pronto no final da tarde.
Apesar da ansiedade, dormi o dia todo. Estava muito gripada, até com febre, e não conseguia fazer nada além de ficar deitada.
E foi assim, entre um sonho e outro, que seu pai me acordou com um beijo suave e disse bem baixinho:

- Você está grávida.

Eu sorri e continuei dormindo... o sonho mal havia começado.
E foi assim que tudo aconteceu.
Foi seu pai quem me contou que eu estava grávida.

Tão diferente do que eu sempre imaginei e tão mais lindo, te garanto

Moral da história: as coisas nem sempre acontecem do jeito que sonhamos, mas isso não quer dizer que não possam acontecer de uma forma igualmente incrível!

Moral da história 2: fazer teste de farmácia é bobagem. Se o resultado é positivo, você duvida e corre pro laboratório. Se o resultado é negativo, você duvida e corre pro laboratório. Trinta pilas (pelo menos esse era o preço da época...) jogados fora.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Novos horizontes


Mariana,
Uma das coisas mais incríveis de ter você conosco é poder te apresentar o mundo.
Ver o mar pelos teus olhos foi como conhecê-lo outra vez.

Quem é pai ou mãe sabe o que eu estou falando. Sabe a alegria que é poder mostrar ao filho tudo de belo que a vida pode oferecer.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sopa de letrinhas


Filha,

Ontem à noite você falou "mamãe" e "papai" pela primeira vez!
Tão pequena e tão diplomática, contentando os dois corujas de uma tacada só.
Devo registrar que você já vem ensaiando seus discursos há algum tempo, já diz "não", arrisca um "caiuuuu" e até tenta chamar o "Zeca", cachorro do seu avô.
Esse palavrório todo deve resultado de alguma sopa de letrinhas que você andou tomando.

É isso. Você começou a falar e eu estou aqui, totalmente sem palavras!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Palminha de São Tomé

Mariana,

Aos dez meses você ainda não batia palminhas. Não queria nem saber. Não se interessava pelo assunto, apesar dos meus incentivos insistentes, batendo palmas para tudo e para todos, parabéns pra você pra lá, palminha de São Tomé pra cá, e nada.

Até que semana passada, fomos, nós três, até uma Lan House, já que estávamos viajando, sem computador, e queríamos ver umas fotos suas tiradas em estúdio, enfim, história que conto outro dia.
O fato é que enquanto eu e seu pai estávamos olhando a tela do computador, você, no meu colo, brincava com a recepcionista da Lan House, mocinha muito da simpática por sinal.
Até que escuto a garota dizendo: “que gracinha ela batendo palminha”! Como é que é? Palminha? Pra mocinha da Lan House? Como assim? Só vendo pra crer, tal e qual São Tomé...
Olhamos e lá estava você, toda alegre, bate palminha bate, palminha de São Tomé, batendo palminhas alegremente, como se tivesse nascido fazendo aquilo.
Agradecemos a mocinha da Lan House pelo feito e fomos embora, sorrindo como bobos, por mais essa sua conquista.


Agora escrevendo esse texto, talvez num súbito sentimento de onipotência materna, penso que realmente não foi a mocinha da Lan House quem te ensinou a bater palminhas. Fui eu, foi seu pai, foram seus avós, nos treinos diários, nos incentivos constantes....a mocinha só foi a finalização do processo que nós começamos.

Concluo que mãe é assim, igual a técnico de futebol. Age nos bastidores, treina o jogador a bater a falta, fazer o drible, mas na hora do jogo, é com ele e com mais ninguém.
E foi assim que aconteceu. Treinamos juntas, você foi lá e GOL!