quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Um mês de escola.
Contrariando as expectativas ainda não pegou nenhuma gripe ou virose típica escolar (até gripou-se, mas foi do pai mesmo) e de vez em quando volta para casa falando um bebenês que você antes não falava. Acho que (des)aprende com os colegas menores e acaba soltando um quéio ao invés do lindo quero que você já sabe falar e até chamou mamadeira de tetê, coisa que nunca falamos em casa. Ou seja, dois passos para a frente e um para trás. É do jogo.
No mais tem o quesito gincana, que é conseguir manter uniformes limpos e distribuídos pelas respectivas avós, lanches pensados e comprados, lembrar do dia do brinquedo, do dia da natação, do dia da ciranda do livro e ainda das tarefas extras da gincana, como, por exemplo, levar embalagens vazias de artigos de higiene, uma foto 3 X 4, uma foto 10 x 15, a camiseta para pintura, a roupa da festa da primavera e sabe-se lá mais o que está por vir.
Eu só consigo me sentir feliz e orgulhosa de poder te assistir assim, nesse universo que está se formando ao seu redor.
Em outras palavras, deGAVARzinho (como você mesma diz) estamos todos nos acostumando com o fato de que você está crescendo, e que agora temos que dividi-la com o mundo.
Te amo.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Frio e beijos de boa sorte marcam volta às aulas em São Paulo
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Mariana, a galinha e os devaneios da mamãe.
Ao meu lado, a vida é mais pacata. Mostro a grama, arrisco mostrar a formiguinha. Ensino musiquinhas, cores, mostro cheiros. Outro dia inventei de mostrar para ela uma lagartixa, bicho que me arrepia até o último fio de cabelo. A lagartixa se mexeu, vindo em nossa direção, e eu dei o maior grito, assustando a pequena. Depois disso, evito as lagartixas, porque não quero que ela tenha medos aprendidos. Que tenha os medos próprios, mas que não seja eu a influência medrosa.
Por outro lado, sou forte nas vacinas. Não tenho dó, levo achando que estou fazendo um bem e prefiro que o pai não vá, para que a cara de pena não contamine a menina. Outro dia, na vacina da H1N1 fomos as duas. Mariana repetindo o mantra que eu ensinei: - Não dói, não dói. Tomou a vacina e doeu. Chorou sentida. Mas eu não tive dó. Chegou minha vez, ela ficou me olhando e esperando o momento da picada. E aí ela chorou por mim. Teve dó de mim, tadinha. Mas, minutos depois saímos as duas do posto como duas valentonas, e Mariana passou o dia a vacinar suas bonecas e a dizer: - Não dói, só um poquinho, já passou...
E a distribuição de tarefas não para conosco. Dividimos com a família toda.
Por exemplo, quando eu pensava que teria um menino, me preocupei com a parte esportiva. Fabio e eu somos zero à esquerda no quesito esportes. E aí já pensei, coitado do menino, não vai saber jogar bola, não vai gostar de futebol, vai ser o último a ser escolhido no time do colégio. Aí, já prevendo o que estava por vir, escalamos os tios Beto e Matheus, meus irmãos, para colocarem o garoto no mundo dos esportes. Aceitaram o encargo e se comprometeram até mesmo a levá-lo ao estádio, desde que crescesse sãopaulino. Comissão pelos serviços contratados. Mariana nasceu menina e desobrigou os tios da missão. Mesmo assim, se for gostar de futebol, vai ser por influência deles, e não nossa.
E assim vamos criando a pequena, cada um ensinando o que sabe de melhor e, sempre, convocando a família para participar!
Até agora, parece ter dado certo.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
A cadeira do vô.
Filha, essa é a cadeira do seu bisavô Antonio, avô de seu pai. Você não o conheceu pessoalmente, mas tem traços dele. Tem uma covinha perto do olho quando sorri, igualzinha a que ele tinha. Impressionante a gente reconhecer os traços de tanta gente em uma só menina. Os seus traços, em especial, são todos da família do seu pai. Você é a cara do papai. Também tem muitos traços da vovó Marlene. Eu, contrariando os demais, te acho até mais parecida com ela do que com ele. E quando você vai na natação, e coloca aquela touca na cabeça, te acho a cara da avó Ana, vovó do papai. Coisas que a gente não sabe nem explicar direito. Um olhar, um jeito de sorrir e está lá o avô, o tio, o primo. E, confesso, procuro meus traços em você mas não os encontro. Somos bem diferentes fisicamente; vamos ver o jeito como vai ficar já que até agora, pequenininha, você também não tem o meu jeito. Até nisso saiu ao seu pai, simpática, desinibida, puxa conversa com todo mundo, totalmente diferente dessa sua mãe meio sem paciência para socializações em geral. Sorte a sua filha, herdou bons genes, e essa grande qualidade que seu pai tem.
Mas voltando à cadeira.
Essa cadeira, como eu disse, foi do seu bisavô. Lembro dele sentado nela, querendo manter aquele ar austero que as outras gerações julgavam importante no trato com os mais novos. E seu pai, sempre brincalhão, fazia com que ele perdesse a compostura e acabasse rindo das palhaçadas dos netos. Seu bisavô se foi. Ficou a cadeira, que seu pai pediu para trazer para a nossa casa. Claro que não precisamos de objetos para lembrarmos dos que não estão mais aqui. Mas a cadeira está lá, homenageando o querido avô do papai. A chamamos de 'cadeira do vô' até hoje.
E nesse dia da foto você descobriu a cadeira, que até então tinha passado despercebida. Pediu para sentar. E quando eu te balancei, filha, foi a glória. Como assim tínhamos um balanço tão incrível dentro da nossa própria casa? E aí te balancei mais, você rindo, feliz da vida com o novo brinquedo. Chamei seu pai, que se emocionou. E aí te ensinei a se balançar sozinha. Pra frente e prá trás. E você, rápida no aprendizado, adorou a brincadeira e repetia: pa fenti, pa tás...linda, linda, linda. E pensei como você ainda é pequena, e como tenho que te ensinar tudo, essas coisas pequenas, desde um simples balancinho até coisas grandiosas que tenho até medo de pensar. Essa responsabilidade de ser mãe às vezes é assustadora filha. Mas é igualmente recompensadora.
Nesse dia, em algum lugar lá do céu, seu bisavô deve ter sorrido.
quarta-feira, 24 de março de 2010
As noites continuam agitadas.
Na segunda, a febre subiu um pouco, quase 38. E lá vamos nós para o pronto-socorro, porque é o que temos disponível no final do dia. E a médica, com sua pressa habitual diz que não é nada: “-Deve ser o dente, mãe.” Dá antitérmico que ela melhora.
Primeiro: mãe o escambau, que não sou sua mãe. Detesto que me chamem de mãe, se não sou mãe. Não me chame de nada. Muito melhor. Não sou sua mãe. Não sou sua mãe, doutora!
Mas, claro, não falei isso. Agradeci a super consulta express de 5 minutos e fui embora, me desculpando por levar a filha ao pronto-socorro por causa de um dente.
E aí que ontem a febre bateu os 39. Por sorte ainda era horário comercial e o pediatra estava a postos. Os avós correram prá lá e nós fomos encontrá-los. Dente? Que nada! Adequadamente examinada, o doutor achou a razão da febre. Garganta. Inflamadona que só. Até eu, que não sou médica, vi o vermelhão.
Então, doutora do pronto-socorro, antes de me chamar de mãe, examine primeiro a minha filha. Que não quero ser mãe de médica meia boca.
Mariana, agora devidamente medicada, está melhor.
As noites continuam agitadas, mas logo logo tudo voltará ao normal.
E que fiquem três conclusões:
Mãe sabe quando o filho está com febre.
Mãe não gosta de ser chamada de mãe por alguém que não o seu filho.
Pronto-socorro nem sempre é o seu melhor amigo.
E bom humor depois de quase duas semanas dormindo mal e ansiando pelo bem estar da filha é coisa bem difícil de se ter.
Mariana, essa foi a sua primeira dor de garganta. Que seja a primeira de poucas, filha!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
De volta às origens.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
A estreia nos palcos!

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sábado, 23 de janeiro de 2010
Tchau chupeta!
Mas, como já adiantei em outro post, há mais de duas semanas, chupar chupeta é coisa do passado!
A má notícia para as mães que estão lendo esse post, ávidas pelo segredo do deschupetamento precoce, é que a opção foi da própria Mariana. Começou a recusar de uma hora para a outra. Penso que por causa de alguns dentes nascendo, acabou associando o desconforto à chupeta. À noite, atirava o negócio longe. Foi o sinal que precisávamos para não oferecer mais.
Outro dia, talvez por ter visto a prima Vic chupando, acabou pedindo. Desconversei e ela acabou esquecendo. Nesse mesmo dia, durante a madrugada, acordou pedindo novamente. Dei um leite e esqueceu mais uma vez.
Em resumo, um assunto que poderia virar uma novela, ao que tudo indica, terminou mais cedo e mais fácil do que imaginávamos.
Já podemos engrossar o coro do Pequeno Cidadão!
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Em tempo.
O Projeto Dorme Mariana continua de vento em popa. Só para adiantar o assunto, Mariana tem dormido muuuuuito mais cedo. Começou às 11, baixou para 10 e meia e ontem atingiu a incrível marca de 10 horas. Santa rotina!
Depois conto o projeto com detalhes!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O primeiro exame de urina a gente nunca esquece.

Olha como a gente complica a vida.
Depois de mais de uma semana com febrinha, chorinho, tosse, noites mal dormidas e chatices tais resolvemos te levar ao pronto-socorro. A médica, cautelosa, além do tradicional raio-x do pulmão resolveu pedir um exame de urina. Febre, criança chorosa... Nunca se sabe. Podia ser infecção de urina.
E lá vai a mãe sem experiência atrás da enfermeira, esperando o copinho para coletar a urina, tal e qual adulto faz.
Saí da sala com a enfermeira e fomos para a espera. No mundo materno, logo as mães solidárias me davam diagnósticos.
Uma:
- Vai colher xixi? iiiiiii, vai demorar, viu? Se prepara...Dá água pra ela.
- Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii....coitada... O meu filho demorou quatro horas e não fez. Molha a mão dela.
- A minha fez mas o saquinho vazou e perdemos tudo. Molha a nuca dela.
Outro:
- Esse coletor inibe o xixi. Ela só vai fazer quando a enfermeira tirar o negócio. Molha sei lá o que dela.
E assim foi. Cada um com um prognóstico mais desanimador que o outro e uma dica mais mirabolante.
E lá fui eu me desesperando, tipo minha filha não vai fazer xixi, vou dormir aqui no pronto-socorro, esse exame de urina não vai rolar, amanhã teremos que voltar, será que vão por sonda, ai meu Deus, e agora, e agora, e agora?!?!
E aí liguei para minha mãe e contei meio tensa que você tinha que fazer xixi e que não estava fazendo, que isso, que aquilo...
E ela, bem calma:
- Pat, a Mariana faz xixi o tempo todo. Toda hora a fralda dela tá molhada. CLARO que ela vai fazer xixi.
E aí me veio a lucidez. Claro que ela ia fazer xixi. Como sempre faz. E relaxei. Vovó estava certa. Claro que você ia fazer xixi. Que desespero mais bobo...
E alguns minutos depois fui dar uma checada no saquinho e lá estava ele, o xixi, amarelinho da silva. Pronto para ser examinado.
Demorou. Mas não foi a noite toda. Nem vazou. Nem nada do que disseram. Drama totalmente à toa. Desesperar não leva a lugar nenhum. Cada vez mais me convenço disso.
Exame de urina. Mais uma para a minha lista de desafios de mãe de primeira viagem. Missão cumprida com sucesso!
Em tempo: o exame nem deu nada. Graças!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Devaneios de cabeleireiro.
Essa foi a sua primeira ida ao salão de beleza. Sabe filha, sua mãe nunca foi fã de frequentar salão, fazer escova e essas coisas embelezativas que a vida vai te mostrar pouco a pouco. Não tenho a mínima paciência. E depois da sua chegada, me afastei de vez do programa. Só rola mesmo uma manicure no meio do expediente, já que o escritório onde trabalho tem esta facilidade. Mas a gente vai embarangando, embarangando e de vez em quando tem que se render ao mercado da beleza. Lá fui eu retocar as luzes, novidade que inventei para esconder os cabelos brancos que insistem em nascer. Seu pai ficou com você, prometi voltar rápido.
(E aqui eu faço um à parte. Graça tem filha adolescente, a Julia, linda linda linda de viver. Estavam as duas, mãe e filha, na sessão pé, mão, cabelo, maquiagem. Julia tinha uma festa à fantasia à noite e estava arrumando o cabelo para combinar com a roupa de grega que iria usar. Achei incrível ver que a Graça, embora tenha uma filha grandona, ainda a admira do mesmo modo que eu te admiro Mariana. Graça olha para Julia como eu olho para você. Com o mesmo olhar de surpresa constante pelo milagre que está lá na frente dela. E percebi que vai ser sempre assim. Vou sempre te admirar. Não vou enjoar nunca de te olhar apaixonadamente. Esse encantamento de ser mãe, que eu julgava acontecer somente enquanto o filho é bebê, pelo jeito vai pela vida toda. A mãe vai ser sempre fã do filho. Sempre. Mesmo se ele for juiz de futebol, roubar descaradamente e for xingado pelo Maracanã inteiro. Mãe continua amando, tenho certeza.)
Mas voltando ao salão.
Contrariando minhas expectativas, o programa mulherzinha foi uma delícia. A chatice de retocar as luzes resultou em uma tarde mais do que agradável. Conversinha, cafezinho, risadas e a cabeleira ficando com melhor aspecto. Só que a coisa toda demorou horas. Fazer luzes é uma novela. Pense bem nisso quando tiver vontade de fazer. Puxa o cabelo daqui, descolore dali, lava, coloca tonalizante, espera, lava de novo, seca....procedimento eterno que tem que ser refeito de dois em dois meses. E aí acabei me atrasando para o próximo compromisso, uma visita para a Dudinha, minha mais nova muito-em-breve-afilhada.
Cansados de me esperar, você e seu pai apareceram já no final da escova. E aí você quis colinho. E leitinho. E denguinho da mamãe. Papai pacientemente aguardando. Gracinha do lado. Julia se arrumando.
E aí Gracinha registrou nas fotos um raro momento em que estavam todas lá: a mãe, a mulher, a esposa e a amiga. Um raro momento de conciliação entre tantas facetas que a muito custo venho tentando equalizar.
Mariana, sou sua mãe acima de todas as coisas.
Mas aos poucos vou percebendo que outras Patricias ainda cabem dentro de mim.
Te amo filha querida.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Marianês. Minha bonequinha faladeira.
Você fala muito tchau. Tchau para tudo. Até para a mesa, para a cadeira, para a parede. Aliás, é uma ótima técnica para fazer você largar qualquer coisa. É só falar, vai filha, deixa o brinquedo/controle/frasco de remédio/caco de vidro aqui e dá tchau. E você larga, feliz, e faz tchaaaaau, mandando beijinhos. Ô dó.
Música para os meus ouvidos. Me vê e fala mamãe. Dizem as avós que repete bastante durante o dia também. O que que eu quero mais da vida?
Papai.
Já contei no post de ontem o quanto você fala papai. Parece uma vitrola quebrada repetindo papai sem parar. Vitrola? É filha, sou do tempo da vitrola quebrada. Um dia te levo em um museu para te mostrar o que é.
Au-au.
Serve tanto para cachorro, quanto para urso, leão e às vezes até para passarinhos. Palavra versátil essa...
Você fala perfeitamente essa palavra. Começou com um tímido ‘Aua’ e agora já é um senhor “Água”. Um arraso.
Qué, do verbo querer. Na sua língua, Eu qué, Tu qué, Ele qué, Nos qué, Vós qué, Eles qué. Você, ultimamente, qué muito danoninho. Se abro a geladeira a matraca já começa qué-qué-qué. Não gosto que você coma muitos danoninhos. Estou evitando abrir a geladeira com você por perto.
Leite. Mas você não fala muito. Só quando eu peço para falar leite é que você repete, tit, tit, tit. Para pedir leite você só olha para a mamadeira e começa Qué!Qué!Qué! Teve um tempo que a sua avô Marisa dizia que você pensava que leite era Qué. Mas não era. Qué era Qué mesmo. E você Qué leite, oras.
Xixi.
Nenê.
Serve para você se referir a si mesma e para todos os bebês, crianças, bonecos e pelúcias do Universo. Basta ser cuti-cuti para virar nenê.
Pé.
É o que me vem à cabeça.
Filha, para uma mãe, um filho é sempre um forte candidato para a Academia Brasileira de Letras.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A febre. Os superpoderes. Roséola.
quando estava grávida eu sempre dizia que não saberia reconhecer quando você estivesse com febre. Dona de mãos eternamente frias, considero quente tudo o que toco. E aí você nasceu. E e eu te conheço tanto, que noto se você está um grauzinho só mais quente que o normal. E conheço o seu choro, o seu cheiro e as suas risadinhas. Hoje, um ano após você ter nascido, ouso dizer que te conheço como a mim mesma. Outro dia você chorou um choro esquisito, quase um gemidinho. E eu estranhei de cara. Que choro novidade era aquele? E dito e feito, horas depois uma febre e uma dor de barriga. Soube antes, porque uma pequena alteração do seu comportamento, por mínima que seja, já faz o alerta materno soar bem alto.
Não sei se te conheço tão bem porque te observo o todo o tempo ou porque somos mãe e filha, e esses vínculos tem razões sobrenaturais, sei lá.
O resultado prático dessa ligação, filha, eu não sei bem ao certo. Só espero que esses meus superpoderes possam servir para te ajudar, sempre que você precisar.
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Escrevi esse post na segunda-feira passada. Coincidentemente, cheguei em casa à noite e lá estava você, com 38 e pouco de febre. E assim foi a semana toda. Febre que subia e descia. Eu, com meus superpoderes recém adquiridos, percebia a febre cada vez que ela voltava. E aí o trio que já conhecemos, banho morno, roupa leve e antitérmico. O vai e vem durou até a sexta-feira. Na sexta à noite chego em casa e você está com a testa e o pescoço vermelhos, cheio de pequenas manchinhas.
E aí estava a causa da febre: roséola! Confesso que fiquei até aliviada, porque pelo menos descobrimos o que você tinha. O vermelhão se espalhou pelo corpo, durou dois dias e passou! Agora você está boa, embora meio mimadinha demais, resultado dos dengos extremosos dos avós e dos pais preocupados.
Roséola. Essa já posso incluir no meu currículo de mãe de primeira viagem.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Corujices - Da série "Vindo do meu filho até um pum é lindo"

Um update das suas novas gracinhas:
Você pega meus colares, coloca no seu pescoço e sai toda toda, se achando a moça do pedaço.
Você pega o meu descongestionante nasal (muito em uso ultimamente, em razão do resfriado chato que peguei) e faz que está pingando remédio no meu nariz.
Você me dá comida, me dá mamadeira, me dá chupeta e morre de rir. Opa, quem é a mãe, quem é a filha?
Outro dia você bateu a cabeça na parede bem de leve. Eu fingi que não percebi, para evitar o seu choro. Você me olhou e TUM bateu de novo para ver se eu percebia. De novo eu ignorei e TUM, lá foi você bater a cabeça de novo. Até que levou uma bronca e chorou. Preciso de umas aulas de psicologia infantil.
Estávamos assistindo desenho animado, você no meu colo. Seu pai mudou de canal. Você desceu do meu colo, pegou o controle-remoto e me entregou resmungando, como que querendo dizer alguma coisa. Nós nos entreolhamos pensando que não seria possível que você estava pedindo para mudar de canal. Peguei o controle e voltei para o desenho. Você voltou para o meu colo e continuou assistindo. Tranquilamente. Desde que aprendeu essa técnica, você faz assim sempre que quer que eu mude de canal.
Você aprendeu a fazer sim com a cabeça. Agora todo “qué” é acompanhado de movimentos exagerados com a cabeça. Muito engraçado!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Aventuras de trocador
E claro, depois da quinta fralda, a gente já faz o serviço de olhos fechados. Hoje, inclusive, trocar fraldas exige muito mais habilidade, já que a pequena não para quieta um minuto. Então dá-lhe rapidez e agilidade para evitar desastres, à exemplo do que já contei aqui.
O mais difícil, na minha opinião, é trocar a fralda quando a gente está fora de casa. Afinal, nem todo lugar tem o aparato necessário. E hoje fiquei me lembrando de algumas situações mais bizarras em que tive que trocar fralda.
Lá vão os meus TOP 5:
Festa de aniversário do pai da cunhada. Festa fina. Mariana com pouco mais de três meses. Fomos em homenagem ao aniversariante Sr. Levi, pessoa muitíssimo querida. Mariana não economizou. Fez cocô quatro vezes. A primeira, estávamos conhecendo o apartamento novo do seu Levi. Tranquilo, troquei a fralda no quarto, tudo certo. As demais já estávamos no salão de festas. Troquei a pequena na pia do lavabo, o maior malabarismo do mundo. Ela foi na festa só para fazer cocô, coitada. E eu, só para trocar fralda.
Banheiro do restaurante do hotel fazenda. Nesse banheiro tinha um daqueles trocadores que ficam presos na parede. Comecei a trocar a fralda da Mariana. A luz do banheiro era por sensor. De repente a luz apagou. O trocador ficava longe do sensor que, portanto, entendia que o banheiro estava vazio. Como acender novamente a luz no meio da troca da fralda? Tentei me mexer um pouco, pra ver se o treco se ligava que estávamos lá. Nada. O jeito foi continuar segurando a bebê no trocador e ir estendendo a perna para trás até que o raio do dispositivo percebesse meu movimento. Praticamente um balé para a troca da fralda. Detalhe: a luz apagou umas três vezes durante a troca.
Fraldário do Shopping Center Norte. Pra quem não conhece, o Center Norte é um dos shoppings mais lotados de São Paulo. Um verdadeiro formigueiro de gente. Num ato de imprudência fomos almoçar lá em um feriado. Nunca vi tanta gente junta. Mariana, claro, fez cocô. Aí soubemos que o shopping inteiro só tem um fraldário, que fica numa parte externa. Só para chegar lá já foi um calvário, no meio daquele povo ensandecido. Chegamos no fraldário e vimos uma fila gigante, pais, mães e bebês com fraldas sujas esperando a hora da troca. Nem pensar. Demos meia volta, fomos trocar a fralda no carro e aproveitamos para ir embora do programa de índio.
Mocotó. Mocotó é um restaurante de comida nordestina na Zona Norte da cidade. Lotado. Lotado. Lotado. Mariana, claro, não perdoou. Quando perguntei se tinham trocador, o garçom quase riu. Me levou para o escritório e a troca da fralda foi lá mesmo, entre os documentos e papeladas do lugar.
Paella do Pepe. Esse é um restaurante de Paellas, no Ipiranga. Praticamente uma casa que, por sinal, estava em reformas. Mariana de novo quis conhecer o fraldário. A garçonete, muito simpática, disse que tinham sim um trocador. Aleluia. A garçonete foi nos guiando até o banheiro, pedindo desculpas pela reforma. Só esqueceu de me avisar a existência de um buraco no chão, estrategicamente escondido por um tapete. Não deu outra, estatelei no chão e sabe Deus como a bebê não fez nenhum arranhãozinho. Meu joelho, em compensação, dói até hoje. O pai acabou trocando a fralda da bebê, enquanto eu me recuperava da dor e do susto. Resultado: 20% de desconto na conta e um joelho roxo por várias semanas.
E você? Também tem aventuras de trocador?
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Ainda sobre seu pai. O golpe da troca da fralda.
Estávamos nós bem no início da sua existência, talvez um mês, ou nem isso. Eu, de licença-maternidade, cuidava de você o dia todo. Seu pai, com uma certa culpa de não poder dispor desse tempo todo, ao chegar em casa queria colaborar.
Assim, chegou em casa e decretou:
- A próxima fralda é minha.
Eu, exausta pela jornada mamar-trocar-mamar-trocar, concordei e nem me levantei do sofá para fiscalizar.
De repente começo a ouvir um certo falatório, uma agitação....
- Xi, ela ta fazendo xixi. Ai caramba, pega a fralda! Xi, ta fazendo cocô. Ai, e agora?
Fui lá ver.
No quarto, a cena não podia ser pior. Hoje dou risada, mas no dia, cheia de hormônios puerperais, juro que quis chorar.
Seu pai foi te trocar. Tirou a fralda suja. Não colocou uma outra limpa embaixo do seu bumbunzinho poderoso. Veio o xixi. Ele se desesperou e te pegou no colo...xixi espalhado pelo trajeto. Aí, no colo dele, veio o cocô. Que para quem não sabe, é bem líquido quando se é bebê. Ele pegou uma roupinha sua e colocou no seu bumbum, tentando conter a sujeira. Claro que não adiantou.
Quando cheguei no quarto, era você, seu pai, a camisa do seu pai, o trocador, sua roupinha e até o tapete sujos. Uma lambança.
Dez da noite e lá fui eu. Te dar banho, lavar tapete e colocar as roupas de molho.
Hoje ele troca fraldas com habilidade. Se bem que esse episódio o livrou da tarefa por um bom tempo.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Ela já anda?

Se eu ganhasse um tostão cada vez que tivesse que responder se você já anda, seus estudos já estariam pagos até a faculdade!
E você já anda?
Bom, você definitivamente fica em pé sem apoio por vários segundos.
E também consegue dar dois passinhos, bem cambaleantes, até cair no terceiro.
Se isso é andar, minha filha, eu cá tenho minhas dúvidas...mas fica o registro fotográfico do início da sua vida sobre dois apoios.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
1 ano!
Hoje você faz um ano.
Há exatamente um ano acordamos às cinco e meia da manhã e fomos para a maternidade. Parto marcado, após 41 semanas de espera. Chegando lá, formalidades de praxe, check in, formulários, escolhe quarto, faz exames, mede pressão, põe soro, põe avental, coloca touca, deita na maca e vamos. Tudo assim mesmo, prático, mecânico, automático.
Chega na sala de cirurgia. Um desinfeta, outro anestesia, um auxilia, outro abre a barriga, e de repente uma certa agitação:
Neste instante tudo se humaniza. Tudo se transforma. O milagre da vida se sobrepõe a tudo e a todos.
Você chora porque nasceu. Nós, atônitos, sequer choramos. Um grande alívio por você ter nascido bem, com saúde, perfeita.
Colocam você entre nós dois, momento registrado nessa foto. Sinto o seu cheiro, beijo o seu rostinho, me apresento para você. Estava meio grogue por causa da medicação, tudo meio embaçado na minha cabeça. Só me lembro de agradecer a Deus pela benção recebida.
Nasceu a filha. Nasceram os pais. E nesse momento, um ano atrás, a nossa vida ganhou outra dimensão.
Hoje, olhando para trás, vejo que esse primeiro ano passou voando. Amamentação, fraldas, choros, noites sem dormir, visitas ao pediatra, fica de bruços, mamadeiras, vacinas, fica sentada, primeira febre, come frutinhas, toma suquinho, primeiros dentes, fica em pé, bate palminhas, tenta falar, tenta andar... Tanta coisa se passou em um ano. Tanta novidade, tanto aprendizado. Foi um ano e tanto. E por isso, hoje só temos que comemorar!

Há um ano.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Caindo e aprendendo.

Estávamos lá treinando os seus primeiros passinhos, você tropeçou e foi de boca na quina da mesa.
Não foi o primeiro tombo feio. O primeiro que assustou foi há uns dois meses atrás, quando você caiu da cama, de testa no chão. Nesse me desesperei mesmo e corremos para o hospital.
Felizmente não era nada. Só um galo, tratado com compressas.
Ontem sua boca sangrou. Como papai é dentista, não precisou de hospital. Apenas uma compressa com gelo.
Nas duas vezes chorei.
Será que um dia vou me acostumar? Desconfio que não...
p.s.1: no dia do galo na testa, o médico do hospital ensinou que a batida na cabeça é grave quando:
a) a criança desmaia (ai, que óbvio);
b) a criança fica sonolenta ou
c) a criança começa a vomitar.
Fora desses casos, não é preciso se desesperar.
p.s.2: essa foto não é de ontem não. Claro que eu não tiraria uma foto com você sofrendo. É de outro dia. Choro de manha. Pura manha.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Baby Einstein
Estávamos nós na sala. Eu e seu pai assistindo TV. Você, brincando no chão.
Em seguida você pega o mesmo sapatinho ...e tenta colocar do DVD!
Nós, claro, caímos na gargalhada.
É pequena Baby Einstein, você ainda tem muito o que aprender...
...que bom!
