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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

As dicas da Sil



Como comentários ao post Para Lia ,minha amiga Sil deu dicas valiosíssimas para as futuras mamães. A Sil é a irmã que Deus me mandou por outros meios que não o sangue. Hoje, além de melhores amigas, somos comadres, motivo imensa alegria para mim.
Para que as dicas não se percam, reproduzo-as, sem autorização prévia, assumindo os riscos de uma bronquinha mais tarde. Pelo conteúdo, Silvana está nos devendo um blog.

Pá,
faz tempo que não posto nada, mas vim deixar minhas dicas. São longas. Sobre amamentação e sobre amor.

Sabe, Lia, minha mãe nunca conseguiu amamentar nenhum de nós três (eu e meus irmãos). Dizia que não tinha bico no seio. Eu tinha mto medo de ser incapaz tb. Mas ninguém é. Amamentar é possível, intuitivo, fácil até, mas requer certo comprometimento. Então, lá vai:

a) nos primeiros dias a bb não vai sugar quase nada. É assim mesmo, TODOS perdem peso na Maternidade e já nascem c/ reserva de gordura prá isso. O colostro é pouquíssimo. Não se impressione se falarem: "já dormiu? não!acorde prá mamar mais!". Eu chorei de insegurança na maternidade com isso. Mas nenhum bb morre de fome sem antes berrar pedindo peito! Acredite: sua filha já nascerá sabendo lutar para viver!!

b) não deixe ela te machucar. Se sentir dor, ponha o dedo mindinho no canto da boquinha e a posicione de novo no seio. Assim, evita maiores complicações. É horrível amamentar qdo o seio está machucado e, fazendo assim, vc evita passar por isso.

c)é mentira q amamentar dói. Lenda da patrulha do "vc não consegue". Não dói nada. Se a bb fizer bocão prá pegar o seio não vai doer. E a boca de peixinho indica q tá tudo bem (essa quem me ensinou foi a madrinha do meu filho, né, Pá?? rsss);
d) o ruim, eu acho, é ficar parada na mesma posição, feito estátua, por horas. Caso contrário o bb perde a "pega". Dai, prá evitar isso, acredite, vc vai ficar paradinha...rss

e) não rola isso de 15 minutos em cada seio e, "voilá", tudo acabou...o bb mama, mama, mama...O meu mamava, nos primeiros três meses, prá dormir, da Malhação até o final do Caminho das Índias...rsss...e eu lá, imóvel. É assim mesmo. Sai pouquinho leite e eles são bem vagarosinhos no começo. Depois, sim, é tudo + rápido;

f) o Lansinoh ajuda e mto. Mas uma pomada rende prá um ano e vc vai usar só no começo. Não faça igual eu, q tinha um estoque de SEIS em casa...rsss. Ela é cara. Poupe seu din-din prá outras coisas;

g) no começo o organismo produz mto mais leite q o necessário. Use as conchas q evitam q o seio empedre. E ponha a bb prá mamar qdo estiver cheio demais. Mas, mesmo assim, o bico do seio, às vezes, fica mto cheio. A boquinha da bb pode escorregar e gerar dificuldades na "pega".
Eu passei por isso numa fase. O Marcelinho não pegava o seio de jeito nenhum de madrugada. Tentava mais de 15 minutos.
Daí, eu descobri que com o bico vazio ele pegava bem mais fácil. Passei a esvaziar o bico antes da oferecer o seio. Já o oferecia ao bb bem molinho. E paramos ambos de chorar...rsss.
Já hj, ele pega meu seio até qdo eu vou desligar o abajur (tipo assim: no ar!!! rss);


h) tente, nisso insisto, TENTE MESMO, dar peito deitada. O bb virado prá vc, ambos de lado, barriga-com-barriga. Vc vai ver como é bom poder cochilar com sua bb mamando tranquilamente. Eu canso de fazer isso. Durmo c/ ele mamando até hj. Cochilo quase sempre, especialmente qdo ele mama de madrugada. Ele tem dez meses, teve a primeira febre aos nove e é um tourinho.

i) mas, se nada disso der certo, desencane da amamentação. Eu dei Nan no começo, por influências externas e foi bom, no meu caso, pq me dava tranquilidade qdo saída de casa e sabia q o bb não morreria de fome. Antes do Nan, eu me vi dirigindo perigosamente algumas vezes, qdo a hora da mamada se aproximava... Ou seja, seja razoável e descubra o q fará com que a relação de vcs seja saudável.

j) o mais importante é o amor da mamãe. Sua será feliz do mesmo jeito, seja mamando no peito, seja na mamadeira. Não há perfeição.

k) e, por último, deixo a vc a minha dica mais importante. Essa aprendi com um grande amigo, psicanalista famoso: amor nunca estragou ninguém. Amor é amor. Só faz bem. Se vc achar q está beijando mto sua filha, meu conselho é: beije mais!! Se achar que abraça muito, é porque está abrançando pouco...
E, nunca, jamais, por motivo nenhum, faça com sua filha o q não faria com a filha da vizinha. Exemplo: vc gritaria com a filha da vizinha se ela quebrasse um copo? Não? Então sua filha tb não merece bronca por causa disso. Guarde esse sábio conselho!!

Amemos, pois, nossos filhos.
E nos amemos igualmente, pq nada gera mais prejuízo emocional a alguém q, ter, na infância, uma mãe infeliz.

Assim, faremos desse, um mundo melhor prá se viver. Cheio de adultos felizes, respeitadores e éticos. Essa será a nossa revolução.

Bjs, boa sorte! Q sua jornada seja tão incrível qto tem sido a minha!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Programa HCG. Doe o seu xixi.

O que é o Programa HCG?

O Programa HCG foi criado no Brasil em 1986. O objetivo do programa é identificar mulheres no início da gravidez e convidá-las a doar urina até a 18ª semana de gestação. Através da urina doada será extraído o hormônio denominado HCG (Hormônio Coriônico Gonadotrófico). O HCG é liberado pela placenta e mantém a gravidez no início do desenvolvimento do embrião. O hormônio HCG está presente nos primeiros meses e funciona como um anti-abortivo. Ele estimula a ovulação e torna a gravidez possível. Devido às suas características, o HCG tem sido usado como matéria-prima na produção de medicamentos prescritos em tratamentos da infertilidade feminina e casos de criptorquidismo no homem (retenção de testículos). A razão principal da existência do programa é estimular a doação da urina pelas mulheres grávidas


Eu, infelizmente, só soube do programa após a 18ª semana de gestação e não pude doar o meu xixi. Minha amiga Silvana doou. Eles fornecem frascos e retiram o xixi na sua casa. Se um simples xixizinho pode tornar a gravidez possível para outras mulheres, não custa nada doar, não é mesmo?

Site do Programa HCG: http://www.programahcg.com.br/

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tenho dó da Gisele Bündchen


Desde o início deste blog quero escrever sobre os inconvenientes da gravidez. Em minha opinião, ser mãe é algo super nota 10, mas estar grávida não é, por assim dizer, uma verdadeira Brastemp.

Aposto que as leitoras/amigas/mães/blogueiras escreverão comentários dizendo que, quando grávidas, se sentiram lindas, mágicas e poderosas. E eu acredito.
Mas comigo não foi assim.
Não me sentia feia. Tampouco gorda. E o cabelo estava bem lindo, cheio de brilho. E para escrever este post tive que pensar muito para detectar o que foi que me incomodou na gravidez.
Não era a barriga. Não me sentia cansada fisicamente (com falta de ar sim, cansada, não). E sentir a Mariana se mexer era uma delícia.
Depois de muito pensar, concluo que o que me incomodava era o fato da gravidez despertar tanta curiosidade da população. Do dia para a noite você vira o centro das atenções, todo mundo te paparicando, se interessando pelos seus hábitos mais íntimos (- Tá vomitando? - Tá enjoando? - O intestino tá preso? Ah! Peloamor!). Esse interesse na minha vida intra-útero me irritava profundamente. Até o fato de alguém ceder o lugar para eu sentar me irritava. Também me enlouquecia quando alguém que alguém me dizia: - Precisamos nos encontrar. Quero te ver barriguda! Aí eu virava bicho. Eu lá era monumento para alguém querer me ver barriguda? Tenha dó! Para falar a verdade, se eu fosse listar tudo o que me irritava, esse post virava uma Bíblia. Então, ficam esses exemplos e vocês imaginem o resto.
Penso que minha natureza tímida, aliada aos hormônios da gravidez me deram esse mau humor que durou os nove meses. Hoje rio dessa minha fase hardcore, mas na época, não via graça não...
E aí tenho visto a gravidez da pobre (pobre, hehe...) da Bündchen estampada em revistas, jornais e internet. Parece até que ela escondeu o quanto pode (não sei muito bem, não acompanho de perto a evolução do Baby Bündchen), mas é todo mundo em volta da mulher, acompanhando o crescimento de cada centímetro daquela pequena barriga. É tanto interesse pela menina, que parece que é a primeira pessoa do Universo a ficar grávida (Não. Corrijo. As primeiras grávidas do Universo foram Claudinha Leite e Ivete Sangalo, nessa ordem). Ah, deixem essas moças em paz, não é mesmo?
Tudo bem, talvez a Gisele nem se incomode com esse assédio. Talvez eu esteja até mais incomodada do que ela. É fato que a celebridade vive da mídia. É fato que ela vai lucrar muito com esse bebê. Mas, juro, se fosse eu, com o meu mau humor gestacional, juro que arrebentava o primeiro papparazzo que se aproximasse. Ah, juro.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ser mãe depois dos 35.



Esse tema é recorrente e divide opiniões. Vale a pena esperar para engravidar? É melhor ser mãe antes dos 35? Melhor ainda antes dos 30?
Engravidei aos 36 anos e Mariana nasceu quando eu já havia completado 37.
Não sou médica, nunca me aprofundei no tema, então minha análise é na base do mero achismo.
Se você que está lendo este post agora já está pensando “Tá vendo? Ela teve filho como 37 e deu tudo certo”, reconsidere seu pensamento.
Sim, graças a Deus deu tudo certo. Mariana é saudável. Minha gravidez foi tranquila do ponto de vista médico. Mas por que esperei tanto? Aproveitar a vida? Carreira? Momento certo?
Eu tive lá meus motivos para engravidar mais tarde. E acredito que você também tenha os seus. Mas se o ponto é só “aproveitar a vida”, como tenho escutado frequentemente por aí, pense bem. A alegria de ter um filho não tem preço.
Vá por mim. Nada, eu disse, NADA se compara à alegria de ser mãe. Nada chega nem perto desse sentimento.
Então, por que esperar tanto por algo tão bom?
Pense no dia mais feliz de sua vida. Casamento? Férias na Europa? Uma super promoção? Tudo isso passa longe, bem longe, da felicidade de ser mãe.
Então, por que adiar esse sentimento?
É claro que no meio de uma noite em claro, com uma criança chorando sem parar e você perambulando pela casa como um zumbi, você vai se perguntar “onde é que eu fui me meter?”. Mas pense que até mesmo na viagem para a Europa há esses momentos em que a gente, cansada, com bolha no pé e de saco cheio de ver museu pensa “o que é que eu tô fazendo aqui?”. Mas depois de um breve descanso ou um banho gostoso você esquece o desconforto; porque a viagem como um todo é muito mais legal do que os pequenos aborrecimentos do percurso. Com filho é igual. Tem horas que aborrece, mas no geral é muito bom.
E tem ainda as questões médicas, que não me competem discutir. Meu obstetra garantia ser seguríssimo ser mãe após os 35 e mesmo após os 40. E quem sou eu para duvidar? Quanto a esse quesito, cabe a você pesquisar e perguntar para o seu médico.
A minha conclusão é que esperei demais. Se soubesse o quanto era incrível ser mãe, teria tido filho há muito mais tempo. Por conta disso, o que mais quero hoje é viver 100 anos, para poder aproveitar mais e mais a alegria de ser mãe da Mariana.
Claro que a vida muda, claro que dá trabalho, claro que custa caro. Tem as já mencionadas noites sem dormir, tem a primeira febre, cólicas, choros, preocupações sem fim. Não vou mentir, maternidade não é tarefa fácil. Mas, como diz meu pai, “não existe almoço grátis”, não é mesmo?
Por isso, reflita. Reveja as suas prioridades, para não se arrepender depois.
Esse post é um serviço de utilidade pública. Não me use como exemplo.
Corra! Vá ser mãe!


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Yôga aumenta a fertilidade?


Mariana,


Olha só quanta gente barriguda!
Do lado esquerdo a Ana e do lado direito a Alê. A minha turma de yôga. A Alê é a instrutora e eu e a Ana, as alunas. O curioso é que ninguém falava em ficar grávida. Nossos encontros, todas as segundas e quintas, eram sagrados. Mas de bebês ninguém falava. E aí eu me descubro grávida. Conto a notícia animada. Um mês depois (ou nem isso, não lembro) quem engravidou foi a Alê e por fim foi a Ana.

Nunca soube das propriedades fertilizantes do yôga, mas brinco com elas que essa gravidez toda só deve ser resultado de algum ásana que a gente fez.

Resultado: você nasceu em agosto, o Arthurzinho, filho da Alê em setembro, e em outubro foi a vez da Amanda e do Fernando. Isso mesmo, a Ana teve gêmeos!

Olha o que tinha dentro dessas barrigas:

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Comprei e não usei


Minha gravidez foi uma TPM que durou nove meses. Meu mau humor era tanto que eu evitava todo e qualquer assunto que se relacionasse com gestação. E antes que as dúvidas surjam, esclareço que a Mariana foi muito, muito desejada e esperada. O mau humor era só resultado dos hormônios, nada mais.
Mas, voltando ao assunto, devido ao super mau humor, evitava os assuntos gravídicos. Não lia blogs de grávidas, não li nenhum livro de gravidez, não fiz curso de gestante, não conversava sobre o assunto. Nada. E por conta disso, acabei me dando mal em alguns quesitos. Principalmente no de compras. Comprei bastante coisa que não usei. E como algumas grávidas leem este blog, acho que contar sobre as minhas compras inúteis pode ser útil para alguém.

O que eu comprei e não usei:

Sling.Esse eu comprei depois da Mariana nascer e depois de ler algumas matérias sobre as maravilhas do sling. Li que podia carregar o bebê e continuar com as mãos livres. Que isso, que aquilo. Comprei pela internet e quando chegou o sling eu não sabia como usar. O folheto até que era bem explicativo mas na prática a Mariana não encaixava no negócio. Usei uma única vez no shopping e nunca mais consegui deixar na medida/posição correta. Assim, se você pretende comprar um sling, sugiro que você primeiro experimente. Há várias reuniões de mães slingueiras por aí. Vá até alguma delas e peça para usar. Experimente na prática para ver se se adapta antes de gastar quase 100 pilas e deixar o negócio de lado.

Haberman feeder. Já ouviu falar? É uma mamadeira que custa mais de cem reais e que, segundo ouvi dizer, muito se assemelha ao peito. Pelo que me contaram qualquer bebê se adaptaria a essa mamadeira e, melhor, não largaria o peito. Comprei na mesma hora. Na realidade, a mamadeira é feita para crianças com necessidades especiais (prematuros, bebês com problemas de sucção, etc) e parece que uma tal encantadora de bebês (que eu não sei quem é, mas acredito que seja um tipo de super nanny) indicou para os demais bebês pelas razões que eu já mencionei. O fato é que a mamadeira tem um monte de mini pecinhas, uma coisa super complicada de montar e de limpar. Usei umas 2 vezes e nunca mais. Não sei se a Mariana não teria deixado de mamar no peito se eu tivesse insistido nessa mamadeira, mas que foi dinheiro jogado fora, isso foi.

Higiapele. Achei que ainda se usasse mas aprendi na maternidade que o melhor é limpar o bebê somente com algodão e água. Nada mais. E é assim que eu faço até hoje. Nem lenços umedecidos eu uso. O frasco de Higiapele está lá, fechado. Alguém sabe de alguma outra utilidade para ele?

Seis roupinhas para a maternidade. No site da maternidade que a Mariana nasceu dizia para levar seis roupinhas. Mas faça a conta comigo. O bebê fica três dias na maternidade. Eles trocam a roupa uma única vez por dia. Quantas roupas são usadas? Três. Isso mesmo. Aí comprei seis roupinhas chiquetosas que mal couberam nela depois de sair da maternidade. Sugiro que você compre três bonitinhas, para usar durante o dia e leve outras três mais simples, tipo body e culote, para o bebezinho usar à noite. Assim, no final do dia você pede para a enfermeira trocar a roupa do seu bebê e ele dorme todo limpinho e confortável. Mais economia, mais higiene e mais conforto. Quer mais o quê?

Coisas RN. Não se empolgue no RN. Mariana nasceu com quase 4 kg e, obviamente, perdeu quase que instantaneamente tudo que era RN. Inclusive as fraldas. Assim, espere para comprar as coisas pequenininhas mais para o final da gravidez. O peso do bebê estimado no ultrassom varia em 15%, para mais ou para menos. Faça as suas contas e compre sem exagero.

Termômetro de banheira. Nem preciso explicar muito. Sua mão e o seu bom senso são o seu termômetro. Eu comprei um termômetro ultra fofo de patinho que só serve para ficar boiando no banho da Mariana. Economize outros tantos suados dinheirinhos.

Pagãozinho. Acho que é assim que se chama. São aquelas blusinhas que não fecham atrás. Eu ganhei alguns assim e não rolou. A bebê se embolava toda naquela blusa aberta. Mil vezes um body, vai por mim.

Sapatinhos. Outra coisa que a gente compra mil porque acha fofo e não usa nunca. Geralmente o bebezinho bem pequeno usa macacão, que dispensa o sapato. E aí os sapatinhos fofos ficam todos guardados. Contenha-se!

É o que me vem na memória agora.
E você? O que comprou e não usou??

terça-feira, 4 de agosto de 2009

1 ano!



Minha filha,

Hoje você faz um ano.
Há exatamente um ano acordamos às cinco e meia da manhã e fomos para a maternidade. Parto marcado, após 41 semanas de espera. Chegando lá, formalidades de praxe, check in, formulários, escolhe quarto, faz exames, mede pressão, põe soro, põe avental, coloca touca, deita na maca e vamos. Tudo assim mesmo, prático, mecânico, automático.
Chega na sala de cirurgia. Um desinfeta, outro anestesia, um auxilia, outro abre a barriga, e de repente uma certa agitação:


- Vai nascer!


Um pouco mais de movimentação na sala e, de repente, o seu choro.
Neste instante tudo se humaniza. Tudo se transforma. O milagre da vida se sobrepõe a tudo e a todos.
Você chora porque nasceu. Nós, atônitos, sequer choramos. Um grande alívio por você ter nascido bem, com saúde, perfeita.
Colocam você entre nós dois, momento registrado nessa foto. Sinto o seu cheiro, beijo o seu rostinho, me apresento para você. Estava meio grogue por causa da medicação, tudo meio embaçado na minha cabeça. Só me lembro de agradecer a Deus pela benção recebida.
Nasceu a filha. Nasceram os pais. E nesse momento, um ano atrás, a nossa vida ganhou outra dimensão.

Hoje, olhando para trás, vejo que esse primeiro ano passou voando. Amamentação, fraldas, choros, noites sem dormir, visitas ao pediatra, fica de bruços, mamadeiras, vacinas, fica sentada, primeira febre, come frutinhas, toma suquinho, primeiros dentes, fica em pé, bate palminhas, tenta falar, tenta andar... Tanta coisa se passou em um ano. Tanta novidade, tanto aprendizado. Foi um ano e tanto. E por isso, hoje só temos que comemorar!



Parabéns minha filha! Que a sua vida seja sempre iluminada!

Há um ano.


Mariana,


Amanhã é o seu primeiro aniversário.
Ano passado, nesta data, era seu último dia de moradora da minha imensa barriga.
Lembro que passei o dia meio que bestamente. Tudo parecia banal demais, ante a grandiosidade do acontecimento do dia seguinte.
Almocei na sua avó. À tarde fomos a uma doceria. Comi uma torta de morango. Fui à perfumaria, comprei umas bobagens. À noite fui para casa com seu pai, que ontem me contou que aquele foi o dia de maior ansiedade da vida dele. Chegando em casa, a luz acabou. Ficamos nós dois, no escuro, meio quietos, muito apreensivos com o dia seguinte. Logo a luz voltou. Fomos deitar. Mas nessa noite, ninguém dormiu direito.
Parece que foi ontem. Mas, por outro lado, parece que você sempre existiu.

terça-feira, 14 de julho de 2009

O começo de tudo


Mariana,


Sempre imaginei como seria o dia em que eu me descobriria grávida. Como contaria ao seu pai a notícia tão esperava. Sempre me emocionei com as cenas de filmes, em que a mulher conta que está grávida entregando um par de sapatinhos de bebê, uma caixa com o resultado do teste de gravidez...
Pois bem.
Era 31 de novembro de 2007. Nada parecia diferente comigo, a não ser uma vontade incontrolável de tomar litros de suco de laranja, suco que sempre detestei. Nada diferente além de um o mau humor estranho e um sono incontrolável. Nada diferente, apenas um pequeno atraso.
Mas seu pai insistia:

- Você deve estar grávida. Faz o exame.

E eu me recusava. Não estou. Quando engravidar, vou saber. Acreditava piamente que me sentiria, sei lá, iluminada, receberia um sinal, não sei. Mas grávida? Não, definitivamente não estava grávida.

Então, no tal dia 31 de novembro, sexta-feira, chego em casa do trabalho, seu pai na cozinha, montando um armário. Tínhamos nos mudado para a nossa casa fazia dez dias.
Sobre a mesa o teste de gravidez.
Ele havia comprado. Pura teimosia.
Fiz o teste à contra gosto. Tinha certeza do resultado negativo.
O susto, claro, foi grande: positivo!
No minuto seguinte duvidamos do resultado: - Teste de farmácia não é confiável, temos que ir ao laboratório.
Dia seguinte, cedinho, cedinho, estávamos lá no laboratório. Fiz o exame. Era sábado. O resultado só ficaria pronto no final da tarde.
Apesar da ansiedade, dormi o dia todo. Estava muito gripada, até com febre, e não conseguia fazer nada além de ficar deitada.
E foi assim, entre um sonho e outro, que seu pai me acordou com um beijo suave e disse bem baixinho:

- Você está grávida.

Eu sorri e continuei dormindo... o sonho mal havia começado.
E foi assim que tudo aconteceu.
Foi seu pai quem me contou que eu estava grávida.

Tão diferente do que eu sempre imaginei e tão mais lindo, te garanto

Moral da história: as coisas nem sempre acontecem do jeito que sonhamos, mas isso não quer dizer que não possam acontecer de uma forma igualmente incrível!

Moral da história 2: fazer teste de farmácia é bobagem. Se o resultado é positivo, você duvida e corre pro laboratório. Se o resultado é negativo, você duvida e corre pro laboratório. Trinta pilas (pelo menos esse era o preço da época...) jogados fora.