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terça-feira, 14 de julho de 2009

O começo de tudo


Mariana,


Sempre imaginei como seria o dia em que eu me descobriria grávida. Como contaria ao seu pai a notícia tão esperava. Sempre me emocionei com as cenas de filmes, em que a mulher conta que está grávida entregando um par de sapatinhos de bebê, uma caixa com o resultado do teste de gravidez...
Pois bem.
Era 31 de novembro de 2007. Nada parecia diferente comigo, a não ser uma vontade incontrolável de tomar litros de suco de laranja, suco que sempre detestei. Nada diferente além de um o mau humor estranho e um sono incontrolável. Nada diferente, apenas um pequeno atraso.
Mas seu pai insistia:

- Você deve estar grávida. Faz o exame.

E eu me recusava. Não estou. Quando engravidar, vou saber. Acreditava piamente que me sentiria, sei lá, iluminada, receberia um sinal, não sei. Mas grávida? Não, definitivamente não estava grávida.

Então, no tal dia 31 de novembro, sexta-feira, chego em casa do trabalho, seu pai na cozinha, montando um armário. Tínhamos nos mudado para a nossa casa fazia dez dias.
Sobre a mesa o teste de gravidez.
Ele havia comprado. Pura teimosia.
Fiz o teste à contra gosto. Tinha certeza do resultado negativo.
O susto, claro, foi grande: positivo!
No minuto seguinte duvidamos do resultado: - Teste de farmácia não é confiável, temos que ir ao laboratório.
Dia seguinte, cedinho, cedinho, estávamos lá no laboratório. Fiz o exame. Era sábado. O resultado só ficaria pronto no final da tarde.
Apesar da ansiedade, dormi o dia todo. Estava muito gripada, até com febre, e não conseguia fazer nada além de ficar deitada.
E foi assim, entre um sonho e outro, que seu pai me acordou com um beijo suave e disse bem baixinho:

- Você está grávida.

Eu sorri e continuei dormindo... o sonho mal havia começado.
E foi assim que tudo aconteceu.
Foi seu pai quem me contou que eu estava grávida.

Tão diferente do que eu sempre imaginei e tão mais lindo, te garanto

Moral da história: as coisas nem sempre acontecem do jeito que sonhamos, mas isso não quer dizer que não possam acontecer de uma forma igualmente incrível!

Moral da história 2: fazer teste de farmácia é bobagem. Se o resultado é positivo, você duvida e corre pro laboratório. Se o resultado é negativo, você duvida e corre pro laboratório. Trinta pilas (pelo menos esse era o preço da época...) jogados fora.