domingo, 28 de fevereiro de 2010

De volta às origens.

Mariana anda com mania de se enfiar no meio da minha saia. Brinco dizendo que ela quer voltar para dentro da minha barriga. Só assim para ficarmos ainda mais grudadas. Ultimamente andamos na fase 'chicletinho e super bonder perdem fácil'.
Bom, mas já que quer voltar às origens, a levamos para conhecer a maternidade onde nasceu. Fomos visitar a pequena Luisa, filha dos nossos amigos Ana e Renato. Luisa é a segunda filha do casal, que já tem a linda Gabi. Muito diferente a chegada do segundo filho. A mãe, o pai, até os avós já têm uma cara descolada, todo mundo já sabe o que fazer. E também tem o primeiro filho na área, então tem que tomar cuidado pra não fazer ciúme e tals. Mas apesar de toda essa experiência, o que não muda é a alegria que é a chegada de um filho. Tivessem 10 filhos e Ana e Renato teriam 10 vezes a mesma cara de alegria, uma alegria tão legítima, tão verdadeira, que só vendo pra entender.
Aproveito para desejar para a Luisa, e para a família toda, muita saúde e muitas bençãos. Tudo de bom, queridos!
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Depois de conhecer o local onde nasceu, e aproveitando que estávamos nos arredores, fomos levar Mariana para conhecer a Avenida Paulista, cartão postal da nossa cidade. Renderam as fotinhos aí de cima, registro do momento turístico da família Couto.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A estreia nos palcos!



Como plateia, né gente? Fomos ao teatro no domingo. A peça se chama “100 mais nem menos" e é indicada para crianças a partir de um ano e meio. Era a última apresentação, mas em breve entrarão em cartaz novamente. A Mariana curtiu muito e aplaudiu de pé! Depois teve aula de dança para crianças, outra folia. Tudo no Sesc Ipiranga. Programa BBB. Bom, bacana e barato. Delícia de domingo!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Desculpa aí, Suri Cruise

Eu não uso salto. Eu me lambuzo de sorvete. Eu brinco na pracinha.
Só não largo minha bolsinha, que é para não perder a pose.
Mesmo assim os paparazzi me perseguem!


Mariana.



Look do dia: shorts do pijama, regata aparecendo a barriga e tênis sem meia. Linda!

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Brincadeiras à parte, essa é Mariana curtindo o final de sexta-feira com seu papai. Passearam juntos na praça. Brincaram com o Zeca. E ela experimentou seu primeiro picolé de abacaxi. Claro, não largou a bolsinha!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A volta do arado (Rubem Alves).



Segundo os poemas sagrados que contam das nossas origens, eu fui feito de coisas bem deste mundo: a terra, a água, o vento. E acredito que sim, pois eu amo essas coisas. Amo a terra, amo o vento, amo a água, e me sinto feliz no meio delas, minhas irmãs, continuação do meu corpo. Não sinto nostalgia dos céus. Assustam-me as sobrehumanas companhias. Quero o barco, a gaivota, o mar, as árvores, o vazio onde navegam as nuvens, planam as aves, flutuam as pipas, e os seus cheiros, cores, barulhos, gostos, memórias...

Amo também as coisas urbanas. A praça com os namorados, velhinhos e crianças, O coreto vazio, cheio de saudades, onde se ouvia a banda tocar. A mesa do bar, sorvete e refresco, conversas sem fim, as falas de amor. O concerto, o teatro, o cemitério. Já notaram como os cemitérios são tranqüilos? Os relógios param, respira-se um ar de muitos anos atrás. E as feiras e mercados, derramados de frutas e verduras – que continuam a ter as mesmas cores e cheiros, a despeito da inflação. Todas essas coisas moram dentro de mim. Acho, inclusive, que nós somos as coisas que moram dentro de nós. Por isso há pessoas que são bonitas. Não pela cara, mas pela exuberância do seu mundo interno. Há a estória da linda princezinha que foi enfeitiçada e, sempre que abria a boca, dela só saíam cobras, sapos e lagartos. Outras, quando falam, delas sai um arco-íris.

Fico triste pensando que, morrendo, não estarei mais aqui para cuidar dessas coisas e para dizer a elas que elas são belas. Gostaria que alguém houvesse que delas cuidasse. Dizem que isso é bobagem. Morreu, acabou. Mas, por enquanto estou vivo, e não posso deixar de pensar naqueles que tomarão o meu lugar. Desejo que as coisas que eu amo continuem a ser amadas e cuidadas, mesmo depois da minha partida. Sei que retomarei ao mundo vegetal- mineral de onde saí. Mas acontece que em mim vivem coisas que esse mundo mineral-vegetal não entende, pois ele mora no esquecimento. Estórias, poemas, canções, sonhos, rostos. Essas coisas são a alma do meu mundo e só sobreviverão se houver alguém que as ame como eu as amo. E é isso que as gerações mais velhas esperam dos jovens: uma cumplicidade nos objetos de amor. E é por isso que geramos filhos – não por acidente biológico –, mas porque em nós existe o desejo de alguém a quem possamos entregar o mundo que amamos, como herança. Eles cuidarão dele depois da nossa partida. Mas parece que as coisas não acontecem assim. E se a psicanálise elegeu o mito de Édipo como protótipo das relações entre filhos e pais, foi porque ela descobriu ódio e inveja, vingança e morte a separar as gerações. E até as estórias infantis dizem a mesma coisa: a madrasta envia a Branca de Neve para a floresta para ser morta pelo caçador. E assim as gerações se sucedem, sob a maldição da inimizade. Mas há um outro mito. Quando a Grécia se preparava para a Guerra de Tróia, mandou convocar seus heróis para as batalhas. Agamenon, Palâmades e Menelau foram encarregados de trazer Ulisses. Mas ele havia se casado, fazia pouco, e se deleitava com o filhinho recém-nascido. Nada lhe parecia mais terrível que uma guerra que o separasse da esposa e do menino. Resolveu passar- se por louco. Pôs um chapéu cônico na cabeça, atrelou um boi e um burro a um arado e pôs-se a arar a areia, onde semeava sal.

Palâmades desconfiou. E tratou de desfazer o embuste. Agarrou a criancinha e a colocou na direção da lâmina do arado que se aproximava. Ulisses fez o arado desviar-se em semicírculo, em torno da criança. E com isso se revelou. Teve de ir para a guerra...

Estória de ternura: um pai se trai para salvar o filho.

Sempre que se anuncia a geração de uma criança, anuncia-se também a repetição dessa estória imemorial. Muitos arados serão desviados... E com isso se anuncia a coisa mais bela que pode existir: os laços de amor que ligam as gerações que vão passando. E ficamos sabendo que haverá alguém para cuidar das coisas belas que amamos...

É POR ISSO QUE GERAMOS FILHOS – NÃO POR ACIDENTE BIOLÓGICO -–, MAS PORQUE EM NÓS EXISTE O DESEJO DE ALGUÉM A QUEM POSSAMOS ENTREGAR O MUNDO QUE AMAMOS, COMO HERANÇA
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Mariana,
Foi lendo esse texto, em agosto de 2006, na revista Bons Fluidos, que pensei pela primeira vez que gostaria de ter um filho. Naquele tempo acreditei que poderia dar o mundo de presente a alguém. Mas hoje sei que quem ganhou o maior presente do mundo fui eu mesma.
Obrigada, minha filha.

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Um grande beijo para outra Mariana, a Paduan, que ontem foi presenteada com a chegada da pequena Catarina.
Para a nova mãe, para a nova filha e para a nova família, meus desejos de muita alegria, muito amor e muita paz!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Sentimentalismos exagerados. Carnaval. Saudades.

Princesas!

Campeonato de cara feia!


We're family!

Sem confete não tem Carnaval!



Mais princesas!


Hula Hula!





Acaba não mundão!


Tia Rô no test-drive



Minhas sobrinhas são lindas!!!!!!


Outro dia li aqui, no incrível blog do Nicolau, uma advertência para o risco de, ao escrevermos sobre filhos, incorrermos em sentimentalimos exagerados. Há quem saiba se sair bem nessa tarefa. Nicolau, por exemplo, sabe com maestria.
Refleti sobre isso e percebi que esse blog da Mariana é um poço de sentimentalismos exagerados. Não consigo escrever nada que não seja me derramando em amores e lágrimas e sentimentalidades. Porque é assim que me sinto. Porque é assim que a maternidade se revela em mim.
Não sei quanto a você, mas não consigo conter lágrimas quando me vejo diante do milagre que é ter filhos. Outro dia, na piscina, chorei ao ver Mariana se sustentar sozinha na água com aquelas boias de braço. Chorei por vê-la independente, livre, sorrindo por estar sozinha na piscina. Não consigo não projetar essa pequena conquista para o futuro, para a independência, para uma filha criada para o mundo, e não para mim. E assim sigo me emocionando, por vê-la crescer, por vê-la se desenvolver e por querê-la tão minha e ao mesmo tempo, tão independente.
E vou prosseguir nos sentimentalismos exagerados porque não sei ser diferente.
Agora o Carnaval.

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O Carnaval foi uma delícia. Só de estar quatro dias ao lado da pequena, do marido e dos queridos já seria ótimo. Quando tudo isso acontece no sítio delicioso, com um sol lindo, piscina e cerveja, ah meu amigo, aí vira Mastercard...não tem preço!
Fomos para o Sítio do pai da minha cunhada, nosso reduto oficial de Carnaval.
As crianças se fantasiaram, teve confete, marchinha e alegria sem parar. Claro que com cinco crianças reunidas teve também muito chororô, muita briga por panelinha, teve tombo, teve febre no meio da noite, teve criança que não dormiu, teve criança que acordou cedo, enfim, tudo o que rodeia esse incrível universo particular.

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Maravilhoso poder estar mais perto de meus irmãos, cunhadas e sobrinhas queridas. São Paulo é uma cidade muito grande. Moramos longe uns dos outros e os contatos se reduzem aos finais de semana. Impossível não pensar como seria gostoso poder conviver mais, ter mais dias assim deliciosos. Mariana ama as primas Bruna e Victoria. Depois do Carnaval fala delas sem parar. Como seria bom se elas pudessem conviver mais, hein, hein?

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Menção honrosa ao meu irmão Beto e minha cunhada Roberta, futuros candidatos a futuros pais, que se saíram muitíssimo bem no test-drive que lhes foi oferecido. Testaram desde bebê de sete meses até criança de cinco anos. Conheceram o “dark side” da coisa. Ouviram choros no meio da noite. Viram quantas fraldas precisam se trocadas. Quantas papinhas precisam ser feitas. Viram a realidade nua e crua e não se assustaram. Tia Roberta desempenhou com destreza a habilidade de embalar bebês, que dormem automaticamente em seus braços. Criou ainda uma incrível competição anti-chororô que funcionou muito bem.(Mariana perdeu a competição, Rainha do Chororô nomeada e entronada). Mas eles também conheceram mais de perto a alegria que é ter um filho ao alcance da mão e, tenho certeza, muito em breve vão mudar de time.
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Hoje minha avó Hebe faria aniversário. Já morreu faz muitos anos, mas lembro dela quase todos os dias. Coisa melhor da vida é ter avó. Saudades imensas.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Crônica de um avô

Apenas para situar.
Mariana é cuidada pelos avós, como todos já sabem. Os avôs são super participativos, à exceção do quesito "troca de fraldas" que é restrito às avós. Vovô Mario até sai do recinto quando o assunto é cocô.
Hoje recebi esse e-mail dele. Chorei de rir e acho que vocês também rirão.
O assunto do carro é porque o avô acha mico passear com a Mariana na praça com o carrinho novo. Acha que os aposentados que jogam dominó vão rir da cara dele. Mas pelo jeito foi vencido pela neta, que adora o veículo.

O e-mail:

Os "micos" do dia:

1- Me encontrei fazendo minha caminhada matinal na praça,

levando a reboque o "carro" de minha neta, por várias voltas.

A vizinhança deve ter adorado!

2- No almoço , eu a Mariana , o pai dela, e a avó, sentamos à

mesa, e todos, com exceção dela, tentando fazê-la almoçar.

Os esforços foram em vão, os motivos se explicam em seguida.


Após a higiene bucal, o pai se mandou com a avó necessitada

dos préstimos profissionais do boticário.


O avô foi assistir os programas favoritos dele junto com a neta,

o "cocoricó" , pablo, etc.etc..


Não custou muito , lá foi ela para o "cantinho", e não foi por pouco

tempo.


Pronto, a necessária inspeção, que "obreira" , 360o de pura

matéria processada.


Cadê o pai, nada , cadê a vó, nada , olhei para o Zeca que balançou

a cabeça , querendo dizer não vem não, restou-me a minha mãe

que sendo centenária não escutou ou não quis escutar meus berros.


Nunca me disseram que avô é também para isso.


Fechei os olhos , pregador no nariz, seja o que Deus quiser.


O mais espantoso era a cara que a Marina fazia pra mim , o que será que

ele vai fazer?


A constatação, pelo material encontrado , o depósito deveria estar

lotado , daí a impossibilidade de almoçar , por pura falta de espaço.


A despi convenientemente , tirei os excessos , acredito eu, fomos

para o chuveiro , aiii tá quente vô , percebi que antes tinha que

regular a temperatura , mas não podia demorar pois havia resíduo

em locais que não deveria ter, tinha que agir com toda presteza.


Seguiu-se a necessária colocação de xampu, enxaguamento,

secagem , dobras , retrancas, e finalmente untá-la com os cremes

terapêuticos, tudo isso preocupado que o comandante Hamilton e o

Datena não vissem as cenas , pois certamente estaria no jornal

das sete como um miserável pedófilo , em seguida o senador

evangélico abriria uma sessão da CPI em minha casa.


Após esse calvário ela estava novamente acesa brincando e em seguida

capotou para o merecido repouso , e o avô tendo toda a semana do carnaval

para se refazer deste tsunami que enfrentou.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Que coisa louca. Que coisa linda. Que os filhos são.




Mariana,

Final de tarde ensolarado. Cheguei na sua avó Marlene para te buscar. Ela me disse que você estava lá na praça com seu avó. Fui lá encontrar vocês. De longe avisto uma menina (veja bem, uma menina, não um bebê) passeando pela praça. De vestido curto e boné virado para trás. Quando a distância se encurta vejo que é você, minha filha, tão grande quando vista assim à distância.
E aí seu avô te avisa:
- Olha quem chegou.
E você me vê, abre um sorriso e vem correndo em minha direção, de braços abertos e gritando:
- Mamãe! – Mamãe! – Mamãe!
O pai que passeava de bicicleta com o filho parou para ver a cena. Olhou com olhos de quem tem filho e sorriu, sabendo o valor daquele momento.
Você veio para os meus braços. Te ergui para o céu e depois girei com você, que deu gritinhos de alegria. Te abracei. Feliz por você existir. Feliz por ser sua mãe. Feliz por você ser minha filha. E agradeci silenciosamente, pela vida ser tão boa assim comigo.
Tem dias que a vida da gente ganha contornos de comercial de margarina.