quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Amigas queridas. Homenagem no Blog Gal Jalilah

Mamãe, Gracinha e Betinha - Amigas queridas


Filha,


a Gracinha, amiga super querida da mamãe, fez um post para você no blog dela.

Nem bem fez um ano e já tá ficando famosa!

Amigo, filha, é a família que a gente escolhe . E nesse quesito, graças a Deus, estou muito bem servida.

Espero que a vida também te presenteie com amigas tão maravilhosas quanto as minhas.




terça-feira, 4 de agosto de 2009

1 ano!



Minha filha,

Hoje você faz um ano.
Há exatamente um ano acordamos às cinco e meia da manhã e fomos para a maternidade. Parto marcado, após 41 semanas de espera. Chegando lá, formalidades de praxe, check in, formulários, escolhe quarto, faz exames, mede pressão, põe soro, põe avental, coloca touca, deita na maca e vamos. Tudo assim mesmo, prático, mecânico, automático.
Chega na sala de cirurgia. Um desinfeta, outro anestesia, um auxilia, outro abre a barriga, e de repente uma certa agitação:


- Vai nascer!


Um pouco mais de movimentação na sala e, de repente, o seu choro.
Neste instante tudo se humaniza. Tudo se transforma. O milagre da vida se sobrepõe a tudo e a todos.
Você chora porque nasceu. Nós, atônitos, sequer choramos. Um grande alívio por você ter nascido bem, com saúde, perfeita.
Colocam você entre nós dois, momento registrado nessa foto. Sinto o seu cheiro, beijo o seu rostinho, me apresento para você. Estava meio grogue por causa da medicação, tudo meio embaçado na minha cabeça. Só me lembro de agradecer a Deus pela benção recebida.
Nasceu a filha. Nasceram os pais. E nesse momento, um ano atrás, a nossa vida ganhou outra dimensão.

Hoje, olhando para trás, vejo que esse primeiro ano passou voando. Amamentação, fraldas, choros, noites sem dormir, visitas ao pediatra, fica de bruços, mamadeiras, vacinas, fica sentada, primeira febre, come frutinhas, toma suquinho, primeiros dentes, fica em pé, bate palminhas, tenta falar, tenta andar... Tanta coisa se passou em um ano. Tanta novidade, tanto aprendizado. Foi um ano e tanto. E por isso, hoje só temos que comemorar!



Parabéns minha filha! Que a sua vida seja sempre iluminada!

Há um ano.


Mariana,


Amanhã é o seu primeiro aniversário.
Ano passado, nesta data, era seu último dia de moradora da minha imensa barriga.
Lembro que passei o dia meio que bestamente. Tudo parecia banal demais, ante a grandiosidade do acontecimento do dia seguinte.
Almocei na sua avó. À tarde fomos a uma doceria. Comi uma torta de morango. Fui à perfumaria, comprei umas bobagens. À noite fui para casa com seu pai, que ontem me contou que aquele foi o dia de maior ansiedade da vida dele. Chegando em casa, a luz acabou. Ficamos nós dois, no escuro, meio quietos, muito apreensivos com o dia seguinte. Logo a luz voltou. Fomos deitar. Mas nessa noite, ninguém dormiu direito.
Parece que foi ontem. Mas, por outro lado, parece que você sempre existiu.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Semana Mundial do Aleitamento Materno



Mariana,




o que eu tenho para te contar sobre amamentação?


Você mamou bem por quase quatro meses. Deixou, por conta própria, assim que foi apresentada ao mundo da mamadeira, quando voltei a trabalhar. Tive culpa por não te amamentar mais. O peito não rachou tanto quanto eu imaginava que iria rachar. E também não doeu tanto quanto as pessoas falavam que doeria. A pomada Lansinoh ajudou bastante. As conchas de amamentação também. Você mamava quanto queria e, talvez por isso, tive bastante leite. Mas houve noites em que você mamou, mamou, mamou, até o leite acabar e hoje penso que nessas noites você sentiu fome. Hoje me sinto culpada por isso também. Quando comprei a primeira lata de NAN, também senti bastante culpa. Parecia que estava te comprando crack. Concluo que amamentação e culpa parece que são duas coisas que andam juntas. Não acho que tem que ser assim; e se posso te ensinar alguma coisa desde agora, devo dizer que amamentar não determina o amor que se sente pelo bebê. Claro que devemos nos empenhar, claro que o leite materno é importantíssimo. Em um mundo de tanta informação, todo mundo sabe da importância e das vantagens de amamentar. Mesmo assim, a patrulha do aleitamento é, na minha opinião, insuportável. Informação é legal, patrulhamento sucks. As xiitas do aleitamento materno que me perdoem, mas essa discussão mais tortura as mães do que auxilia. Eu, felizmente, não tive problemas para amamentar. Nem por isso concordo com a vinculação amor/aleitamento.Do mesmo modo, acredito que parto normal, cesárea, cócoras ou domiciliar são apenas meios para atingir o fim maior, que é ter o filho. Mas essa já é uma outra conversa...
Assim minha filha, entenda que meu amor por você não está relacionado com a maneira como amamentei, nem por quanto tempo, nem com a forma que você saiu de mim.
É assim que eu penso. Pronto, falei.
Estamos conversadas?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A temida volta ao trabalho



Filha,

A Silvana, minha grande amiga e mãe do Marcelinho, meu “muito-em-breve-afilhado”, vai voltar ao trabalho na segunda-feira. Terminou a licença-maternidade.

Então, esse post não é para você. É para ela e para quem mais servir.

Voltar ao trabalho é difícil.
É subir um degrau a mais na escala da culpa materna.
Mas, garanto, a ideia do retorno parece mais assustadora do que é na realidade.
Eu, como já disse em outro post, fui trabalhar chorando no primeiro dia.
Ao voltar para casa e encontrar a pequena alegre, vi que ela (talvez por ter só quatro meses) nem percebeu que eu estive fora por um dia inteiro.
Assim, cada dia foi ficando mais fácil e hoje - tirando as segundas-feiras, quando a saudade é maior, por conta do final de semana grudadas - ir trabalhar já está incorporado à minha rotina.
Mas, voltando ao primeiro dia, sugiro algumas coisas práticas para tornar o retorno menos doído.

Renove o guarda-roupa.

Faça igual criança, que ganha mala e lápis de cor novos, para voltar feliz para a escola. Compre umas roupinhas que te motivem a sair de casa. Todas sabemos que a licença-maternidade não é a época de maior glamour da mulher. Então a fase é ótima para um upgrade no guarda-roupa, que deve estar mesmo desatualizado por conta da gravidez. Eu me empolguei tanto com essa “terapia de compras” que em um só dia comprei 08 pares de sapato. Minha conta bancária sofre até hoje, mas que ajudou, ajudou.

Estabeleça um horário menor logo no início da volta.

Tente almoçar em casa, chegar mais tarde ou sair mais cedo. Se o bebê ainda mama no peito, melhor, não tem justificativa mais nobre. Você não precisa trabalhar 10-12 horas por dia logo na primeira semana. Você tem o resto da vida para fazer isso. Infelizmente.

Confie em quem está cuidando do seu bebê na sua ausência.

A tranquilidade ao deixar o bebê é um fator de grande importância. Como eu já contei aqui, a Mariana fica com as avós, o que me deixa sossegada o dia todo. Mas, claro que essa não é a única opção viável. A Silvana conta com duas fiéis escudeiras, que cuidarão do Marcelinho super bem. A Julia, minha afilhada, foi pra escolinha com cinco meses, e é das crianças mais incríveis que eu conheço. Cada um escolhe o que for melhor para si e para o seu bebê (e só a mãe sabe o que é melhor para si e para o seu bebê, disso eu tenho certeza). O negócio é refletir bem e estar convicta da opção.

Já no local de trabalho, evite as pessoas que te olham com cara de pena.

É, no retorno, alguns desocupados vão te olhar com cara de pena, dizendo:
-Ai, coitada, deixou a bebê....tão pequeninha...
-Nossa, deve ser duro voltar a trabalhar, não?
-Ai, por isso não quero ter filhos...
Eu, desavisada, chorava cada vez que ouvia algo desse tipo.
Evite! Ignore! Fuja!!!!

Pense que você está dando exemplo.(Essa eu aprendi com a Katia, prima do marido)

É isso aí. Ponha na sua mente o mantra, “meu filho(a) está aprendendo comigo a dar valor ao trabalho”. Ser um bom exemplo pode ser motivante.

Por fim, um último comentário.

Não é porque você voltou a trabalhar que seu filho deixou de ser a sua prioridade nº 1.
Aprendi aqui que “Conciliar não é fingir que não se tem filhos”.
Penso que é isso mesmo. Mariana é minha prioridade. Sou mãe dela em primeiro e único lugar. Todo o resto (mesmo) vem depois.
E voltar ao trabalho em nada alterou esta situação.

No mais, é ir com fé, rezar pro anjo da guarda e congelar leite materno, se for o caso!
Quem tiver mais conselhos, que se habilite.

Bom retorno para a Sil. Te amo amiga!

Caindo e aprendendo.


Mariana,


Como acabei de contar para a Lia, ontem você caiu e bateu a boca.
Estávamos lá treinando os seus primeiros passinhos, você tropeçou e foi de boca na quina da mesa.
Não foi o primeiro tombo feio. O primeiro que assustou foi há uns dois meses atrás, quando você caiu da cama, de testa no chão. Nesse me desesperei mesmo e corremos para o hospital.
Felizmente não era nada. Só um galo, tratado com compressas.
Ontem sua boca sangrou. Como papai é dentista, não precisou de hospital. Apenas uma compressa com gelo.
Nas duas vezes chorei.
Será que um dia vou me acostumar? Desconfio que não...

p.s.1: no dia do galo na testa, o médico do hospital ensinou que a batida na cabeça é grave quando:
a) a criança desmaia (ai, que óbvio);
b) a criança fica sonolenta ou
c) a criança começa a vomitar.
Fora desses casos, não é preciso se desesperar.

p.s.2: essa foto não é de ontem não. Claro que eu não tiraria uma foto com você sofrendo. É de outro dia. Choro de manha. Pura manha.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sonho de consumo


Filha,

Acordo às seis. Tomo banho, seco o cabelo, coloco a roupa. Te acordo. Você toma o seu leite. Troco a sua fralda. Te agasalho melhor para te levar para a avó do dia. Arrumo a sua bolsa. Te levo para a casa da vovó. Vou para o escritório. Uma hora de trânsito é a média. No carro tomo café da manhã e faço a maquiagem.Trabalho até o final do dia. Prazos, audiências, reuniões, o dia passa voando. Saio do escritório perto de sete. Outra hora de trânsito. Aproveito para ligar para alguém. Às segundas faço aula de dança, chego ainda mais tarde.Chego na vovó. Você pede meu colo. Saudades de um dia tão longo. Com frequência jantamos na casa dos avós. Você, claro, no meu colo. Saudades. Saudades. Vamos para a casa. Você quer brincar um pouco. Se me afasto, você chora. Brincamos enquanto ajeito uma coisa ou outra. Você toma seu leite. Frequentemente resiste um pouco para dormir. Dorme por volta de onze. Eu, exausta, durmo logo atrás. Às três e meia você desperta para uma outra mamadeira. E aí, só faltam duas horas e meia para começar tudo novamente...

Tudo o que eu queria era um dia de 48 horas.