sexta-feira, 21 de maio de 2010

Amor verdadeiro é para sempre.



Já contei aqui o amor de Mariana pelo Pablo. Depois contei que o Pintinho Amarelinho passou a rasteira no pinguim azul. Mas, contrariando os prognósticos, o verdadeiro amor prevaleceu. Mariana se apegou novamente ao pequeno Pablo e o adotou como filho. Troca fraldas, leva para passear e fala com ele carinhosamente, para minha alegria, que percebo que é assim que ela se sente tratada por nós. Pablo agora é companheiro fiel, acompanha Mariana para avó do dia, e está sempre ao lado dela. Até para dormir os dois ficam abraçadinhos, como prova a foto.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pum matinal.

Mariana,

hoje cedo você acorda, pede leite e, em seguida, solta um pum bem barulhento.
Nos olha, já rindo, e pergunta:
- Que Mariana feish?
Respondo:
- Fez pum, filha.
E você:
- Feish pum fedido!
E nós três caímos na gargalhada.
Nada como começar o dia com uma pequena escatologia.

Filha, não vou cansar de te agradecer por trazer tanta leveza às nossas vidas. Te amo, minha luz.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Viróticos.

Começou com o pai na terça-feira passada. Virose das bravas, com diarreia, vômitos e escatologias afins. Mariana, tadinha, acabou pegando na quinta. No domingo o super vírus atacou os vovós Marisa e Roberto. E eu, me achando o suprassumo da resistência imunológica, estava achando que não ia pegar. Ia até escrever um post sobre como natureza é sábia, e protege as mães para cuidarem de seus filhos. Pois é. Ontem a tal virose me pegou também. E estamos todos de molho, uns melhores, uns piores, torcendo para que essa onda vá logo embora daqui.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Filho cachorro. Filho gato. Marketing para a cunhada querida.

Quando a gente tem cachorro ou gato acaba tratando como filho. Gosta igual. Frequentemente, quando conto alguma coisa da Mariana para alguém que não tem filhos, mas tem bichos, a pessoa acaba comparando os feitos do bicho aos feitos da minha filha. E, um segundo depois, acaba se desculpando. Mas não tem que se desculpar. Porque a gente ama bichinho igual ama filho. Tá bom, a gente ama mais o filho. Mas quem só tem o bichinho ainda não sabe disso, né? E amor, gente, amor não se mede, amor se sente. Então que bom amar, seja filho, seja bicho, seja marido, seja mãe ou todo mundo, porque amor nunca é demais!

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E tudo isso para dizer que minha cunhada Roberta é veterinária especializada em reabilitação veterinária. Assim, se seu bichinho tem algum problema ortopédico ou neurológico, super indico a Rô, que com acupuntura, fisioterapia e outras técnicas que eu não saberia explicar, põe a bicharada de volta à ativa. Se vale o relato, o Zeca – cachorro do vovô Mario da Mariana, já famoso nesse blog – é um daqueles salsichinhas da Cofap. Outro dia travou a coluna. Nem se mexia, maior dó de ver. E bastou Roberta com suas agulhas poderosas e o Zequinha logo logo estava bom de novo. Fica a dica para as mamães de pets. Vão lá : www.movimento.vet.br

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tanta coisa. Quase nada.


Mea culpa. Porque falta de tempo nem é mais desculpa.

Uns dias sem escrever no blog, muitos deles sem nem ler os posts das amigas e quando lia, bem rapidinho, ficava com vontade louca de comentar, mas o tempo, ah, o tempo, esse não me dá trégua. Então que fique registrado que vi que a Roberta foi viajar (e segura essa promoção que eu já vou lá!), e sei que a Carol já falou com a Fátima Bernardes, sei das formigas na casa da Lia, chorei com o último post da Dani e muitas outras coisas que quem vem aqui também já deve estar sabendo. Só não resisti de comentar a foto da Paloma, grávida, linda e magra! Arraso total! Teria mil pitacos para dar, mas, quem sabe, um dia, consigo atualizar esses poucos dias longe dessa blogolândia.

E nós?

Vamos bem, obrigada. Mariana falando mais que a mulher da cobra. Tem arriscado a pronunciar o R de MaRiana, acertando uma em cada cinco tentativas. Já fala queRo e ontem arriscou a primeira conjugação verbal me perguntado se eu FAZEU o leite dela. Continua me chamando de mamãezinha Pat e seus derivados e está linda de viver.

Passeios

Outro dia fomos com ela no Parque da Juventude, passeio que recomendo. Lugar bem ensolarado (melhor levar boné) e amplo, perfeito para as crianças correrem, andarem de bicicleta e essas coisas que a gente faz em parques. Mariana andou de balanço e levou seu primeiríssimo tombo. Ralou o cotovelo e inauguramos o mundo do Merthiolate, produto que não andava pela minha casa desde o século passado.
Lá no Parque da Juventude, conhecemos a Biblioteca de São Paulo. Bem bacana, com vários livros infantis. Mariana gostou, até pegou um livro e pagou de intelectual por breves trinta segundos, sentada confortavelmente em um pufe. Valeu a visita também.
Nesse mesmo dia ainda terminamos a tarde no Zoológico de Guarulhos, bem menor que o concorrente de São Paulo, mas de bom tamanho para a pequena. Fomos com minha amiga Alessandra, sua filha Olívia, de três anos, e o sobrinho Felipe, de dez. As pequenas adoraram ver os bichinhos e correr soltas pelo parque. Felipe achou poucos os animais (de animais grandões, só um leão e uma onça, ambos dorminhocos), mas também acabou se divertindo.
Todos esses passeios são totalmente gratuitos e, portanto, não há desculpa para não ir.
Ainda nesse dia interminável, fomos jantar no japonês. Toda essa gente que já falei, mais minha amiga Vanessa, mãe do Felipe. E aí o programa virou barca furada. Uma hora de espera, crianças cansadas e impacientes e nós, claro, acabamos perdendo a paciência. A conclusão: passeio para criança é parque, praça, praia e casa da avó. O resto, sinceramente não compensa. Pelo menos por enquanto Mariana ainda não se porta como lady em restaurantes, então estamos evitando a todo custo.
Isso tudo foi no ooooutro fim de semana.

Nesse final de semana fomos ao Circo Roda assistir ao espetáculo Bichos do Mundo. Mariana adorou. Vidrou no show e curtiu cada minuto. Bateu palmas e até subiu no palco no final. Outra recomendação de passeio que às vezes a gente acaba não levando porque acha que o filho é pequeno e que não vai entender, nem gostar. Mas pelo menos no nosso caso, Mariana gostou bastante e foi um final de tarde bem divertido. Tanto, que já queremos bis. Semana que vem voltaremos para ver o Parapapá! Circo Musical. Já estou torcendo para Mariana gostar também.

O dia das mães

O dia das mães também passou sem que eu fizesse um post específico. Mas foi ótimo, bem comemorado em família e só tenho a dizer que ser mãe é uma delícia. O resto, ou já foi dito, ou todo mundo já sabe.

O desembarangamento. Existe vida após a maternidade.


É fato que eu engordei quatorze quilos na gravidez. Dessas toneladas, uns seis quilos ainda me acompanham. Então, quase dois anos depois de parir, tomei vergonha na cara e comecei uma dieta. Aos poucos estou voltando ao meu peso. Não por acaso, parece que aos poucos minha vida pré-mariana também está voltando. Muito sutilmente tenho sentido minha rotina mais tranquila, Mariana já compreende melhor as coisas, está mais independente, menos bebê, sei lá. Talvez seja mais um sentimento do que fatos concretos, mas acho que tudo está entrando nos eixos novamente. E agora com o incrível bônus de ter um filho. Sem querer me estender muito no assunto, mas já me estendendo, às vezes percebo mães se tornando mães e seguindo a vida normalmente. No meu caso não foi assim. Talvez por ter demorado mais para engravidar, ter ficado dez anos casada e sem filhos, a maternidade para mim foi um turbilhão de trabalho e sentimentos. Da mesma forma que me surpreendi positivamente com a intensidade do amor e da alegria que é ter um filho, percebi o quanto é trabalhoso criar um bebê. Frequentemente converso sobre isso com duas amigas muito próximas, que também se sentem assim, desnorteadas com tanto trabalho, tanta dedicação, tanta exclusividade. Eu me sinto assim, meio perdida entre tanta coisa para fazer. E me faz bem conversar com essas minhas amigas e saber que não sou a única que não tirou de letra essa vida de padecer no paraíso. Mas, voltando, sinto uma melhora nós últimos dias, a vida parece que está fluindo mais fácil. Ou eu me acostumei a essa loucura toda, ou é mesmo minha pequenota que está crescendo. Parece que há vida após a maternidade. E vida melhor, acredite!!


E esse é um pequeno resumo de nossos últimos dias. Espero conseguir atualizar esse blog decentemente daqui em diante.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem palavras.

Mariana,

Você diz “Deixa a Maiana, papai” quando ele te enche de beijos. Também diz “Deixa a menina”, se referindo a você mesma, tal e qual falamos para os cachorros Zeca e com o Squash, quando eles não te deixam em paz. E me chama de Mamãe Patisha ou Mamãezinha Pat. Chama o seu pai de Papaizinho Tabio. Sabe o nome de todos os seus avós, tios e primas.
Ontem, quando estávamos na loja comprando um presente para a Maria, fiel escudeira da vovó Marisa, você olhou a prateleira cheia de ursos de pelúcia e disse “– Óia quanto usso, mamãe!” E depois brincou com as bonecas da loja, apertando a barriguinha de cada uma delas e repetindo aquelas frases de bonecas, “Quero papar”, “Quero passear” e morria de rir da brincadeira. Depois dançou com a musiquinha de outra boneca e foi embora, não sem alguma resistência, mas sem imaginar que ali era uma loja, e que aqueles tantos brinquedos poderiam ser levados para casa, se mamãe sacasse da bolsa seu suado dinheirinho. Santa inocência, que não sei por quanto tempo perdurará.
E voltando aos falatórios, você ontem também disse para o seu vovô Mario “ – Canta ota música vovozinho!”, depois dele repetir à exaustão o Nana Nenê.
E teve outro dia, que me ouviu dizendo para seu pai que estava com dor de cabeça e me perguntou: “- Bateu cabeça, mamãe?”
E tem ainda as palavrinhas que ainda saem erradas, e que são ainda mais deliciosas de ouvir. Macarrão é cacaão, lagartixa é cacatixa e caminhão é piquinhão. E ao invés de dizer pegou você diz pigou, e soa ainda mais lindo, dito assim, meio erradinho.
Você também reconhece os animais e imita alguns de seus sons, conhece as cores primárias e algumas frutas. Ainda adora aviões e aponta a lua admirada dizendo, “óia a lua, mamãe”. E se a noite não tem lua, você, desapontada, pergunta: “Cadê a lua, mamãe? Tá condida?”
E outro dia, no carro, você, respondendo à declaração de amor de seu papai, respondeu para ele “Te amo”. Ele, claro, chorou. Ontem à noite foi minha vez. Disse para você “te amo, filha” e você respondeu sorridente “Te amo”. Te abracei forte e ficamos assim, deitadas as duas, na cama, quietinhas, esperando o sono chegar. Porque o sonho, esse filha, já chegou faz tempo.

domingo, 25 de abril de 2010

Não basta ser pai.


Estava conversando hoje sobre a participação dos pais nos cuidados com os filhos. Vou falar em participação, porque outro dia utilizei a palavra “ajuda” e fui repreendida. Com razão, pai não “ajuda”, pai participa. Porque “ajuda” é coisa de vizinho, da amiga, da tia. Pai é 50% do DNA, a menos que o filho seja do vizinho, mas mesmo assim, pai é quem cria, não é amigo? Participação, portanto.
E eis que tenho visto de tudo por aí. E tenho visto muito pai que acha que basta estar lá na hora de fabricar o bebê, tirar foto na maternidade e daí em diante só se orgulhar do título que ganhou. O resto, ah, o resto a mãe faz. Não é o meu caso, Fabio é um pai muito participativo, do tipo que acompanha no pediatra, leva na natação, dá banho, troca fralda, faz papinha e, principalmente, se emociona com o desenvolvimento da Mariana. Um pai que, tenho absoluta certeza, será uma grande referência para a minha filha.
Mas voltemos aos pais que ando vendo por aí. Pai que não troca fralda, pai que não faz papinha, pai que não dá banho, pai que não dá atenção, pai que não tem tempo, pai que troca o filho pelo futebol com os amigos, enquanto a mãe se divide entre zilhões de funções. É justo, papai? Pensa bem, é justo?
Eu acho que não.
E mesmo se fosse justo, se você soubesse de algum motivo que te autorizasse a pensar que a criação do filho não é problema seu, já pensou no que está perdendo?
A mãe que se envolve com seu filho, conhece como ninguém aquele pequeno ser que gerou. Troca fraldas, dá banhos, limpa, beija, cheira e, com esse contato tão íntimo, tão visceral, se aproxima de sua cria. Ser mãe é tão maravilhoso porque permite essa proximidade, essa intensidade, essa troca que só quem tem um filho ao alcance da mão talvez possa entender.
E você, papai, pode ter tudo isso também. Ao cuidar de seu filho, ao conhecer os diversos choros, os diversos cheiros, as preferências alimentares, você se aproxima daquele que tem o seu sangue e os seus genes. E não estou me referindo só às tarefas cotidianas. Como já falei, o principal é participar como pai, se interessar pelo filho, ouvir as primeiras palavras, estimular os primeiros passos, ser o braço aberto na hora do medo e um porto seguro para a vida toda. Ter um filho é um presente. Não tem preço. E muitos pais parecem estar desperdiçando essa experiência única, utilizando como desculpa a falta de tempo, o stress, o cansaço, a vida corrida e essas desculpinhas que todo mundo já está careca de saber. Na correria do dia a dia, parece que para muitos não sobra tempo para ser um pai de verdade.
Mas ainda há tempo de mudar.
Pensa comigo. O futebol das quartas-feiras, a cerveja com os amigos, as manhãs de domingo até tarde na cama, o trabalho, o carro, a academia, tudo isso pode existir para sempre. Mas seu filho não vai ser criança para sempre. Vai crescer. Vai virar adolescente. Vai sair de casa. Vai constituir família. E vai se lembrar do pai que teve.
Ser uma boa lembrança para o seu filho depende apenas de você.