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domingo, 12 de setembro de 2010

Agicouto

Mariana olha para a boneca e me pergunta:
- Qual o nome da boneca mamãe Patricia?
- Sei lá, filha. Vamos dar um nome. Que tal Tutu?
- Não, mamãe. O nome dela é Agicouto.

Agicouto é a junção dos dois sobrenomes de Mariana. Mariana adora dizer seu nome inteiro. Teve que aprender cedo. Tem nome comum, só na classe tem mais duas. Se se chamasse Riroca, igual a filha da cantora, ou Relva, ou Flor-de-liz, ou Wanderlinda, poderia aprender o sobrenome bem mais tarde. Mas o nome é comum. Por isso já se vira no sobrenome. Coisas da vida.

Então Mariana tem uma filha que se chama Agicouto. E conversa com ela assim:
- Agicouto, vem aqui com a mamãe.
- Qué leitinho, Agicouto?
- Não picisa chorá Agicouto, mamãe tá aqui.

Agicouto é uma daquelas bonecas estilo bebezão. A cabeça dela é quase do tamanho da Mariana. Agicouto é muito gorda, acho que pesa igual à Mariana. Agicouto usa um vestido do Corinthians, coisa que agrada uns tios e desagrada outros. Agicouto é meio Chuck, mas é gente boa. Agicouto é minha neta.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Festival de curtas. E o curta que virou longa.



Agora as tiradinhas de Mariana são diárias.

Anteontem ela estava colocando Uniqua (juro que ela tem outros brinquedos, mas só brinca com o Pablo e seus amigos) dentro de uma caixa igual a esta aí da foto, que estava na cozinha.
Eu:
- Nossa filha, é o bercinho da Uniqua?
Ela:
- Não mamãe, é caixa.

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Outro dia, sentada na cadeirinha do carro, aperta a própria bochecha e conclui:

- Mariana é fofinha.

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Agora o curta que virou longa.

Com a maternidade ganhei superpoderes que incluem beijos mágicos que curam dodóis. Mariana vive pedindo beijos nos lugares onde sente dor: - Dá um beijo na minha baíga (barriga) mamãe? E aí meu beijo cura cólicas. – Dá um beijo na minha cabeça mamãe? E aí meu beijo cura cabeçadas.

Eis que no domingo à noite Mariana começa a colocar a mão na orelha e a chorar. Aí pediu:

- Mamãe, dá um beijo na minha oreia?

Eu beijei, já preocupada e ela pede chorando mais ainda:

- Dá um beijo dentro da oreia mamãe?

E aí começa o longa.
Beijo dentro da oreia? Doía o ouvido, meu Deus? E a choradeira continuou, cada vez pior. Fomos nós para o pronto-socorro (porque a gente insiste com pronto-socorros, hein?) e, claro, a super doutora disse que não era nada. Voltamos com uma receita de analgésico, famoso cala-boca de mãe aflita.
E as queixas de Mariana continuaram a semana toda. Nada durante o dia. Choro à noite e às cinco da manhã. Sem febre. Ontem foi ao otorrino que disse se tratar de otite. O ouvido tem pus. Sim, pus! A doutora não viu. O otorrino disse que essa otite deve estar aí já há uns três meses. o pediatra também não viu. A causa? Mamar deitada.
Eu já tinha lido sobre otite de mamadeira mas não tinha dado muita atenção, achava que não pegava nada. E Mariana seguia mamando deitada, inclusive dormindo. Mas como a maternidade é um eterno comer no prato em que se cuspiu, a pequena está com otite e uma receita interminável de remédios para que fique boa logo.

Fica o alerta para as mamães!


Mamadeira: inimiga do ouvido
O ouvido se divide em três partes: externo, médio e interno, e cada uma delas está sujeita a um tipo diferente de otite. A de maior incidência, em crianças pequenas, é a inflamação do ouvido médio.

Em bebês, que não mamam no peito, uma forma característica é a otite de mamadeira. O problema ocorre, principalmente, porque durante a mamada a criança fica deitada, dificultando a chegada do leite ao estômago. O líquido pode "errar" o caminho. Em vez de descer pelo esôfago, penetra na tuba auditiva (que tem a função de equilibrar a pressão dos ouvidos) e chega até ao ouvido.

A melhor forma de evitar o problema é prevenir: resista à tentação de oferecer a mamadeira a seu filho enquanto quando ele estiver deitado aguardando o soninho chegar. A posição correta para mamar é com a cabeça um pouco mais levantada ou semi-sentada, como se a criança estivesse no colo.

Se seu filho mama no peito, as chances de ter esse tipo de otite são pequenas, por dois motivos: o leite materno transmite os anticorpos da mãe para o bebê, aumentando as resistência do pequeno contra as infecções; e a posição da criança é mais adequada, pois ela não permanece deitada enquanto se alimenta.
Fonte: http://www.saudebrasilnet.com.br/SBN_PORTAL/frmMateria.aspx?COD_MATERIA=39&COD_SECAO=24

terça-feira, 25 de maio de 2010

Olha a cândida!

Não sei se na cidade de vocês passa o ‘homem da cândida’, aquele do caminhão que vende produtos de limpeza, em geral de qualidade bem discutível. Para quem não conhece, o caminhão passa gritando no microfone “olha a cââândida! olha a cââândida!”
Pois Mariana é maluca pelo homem da cândida. Grita de alegria cada vez que ouve o dito cujo e esperar por ele é tática certa para aplacar choros sem causa e manhas sem motivo. Ela ouve o chamado e repete: “cânda!!” e morre de rir. Por sorte o homem da cândida passa nas duas avós e a diversão é sempre garantida. Em casa não passa o homem da cândida. Papai improvisou uma gravação no celular imitando a voz do homem, que acaba surtindo o mesmo resultado. Ontem, segundo me contou minha mãe, o homem passou por lá e acabou fazendo um pocket show para Mariana, falando ‘olha a cândida’ diretamente para ela. Mariana cara a cara com seu ídolo. Momentos de pura satisfação.
E quando Mariana enjoar do homem da cândida, penso em apresentá-la para o moço do gás ou para o cara das Pamonhas de Piracicaba. Ai, ai.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Amor verdadeiro é para sempre.



Já contei aqui o amor de Mariana pelo Pablo. Depois contei que o Pintinho Amarelinho passou a rasteira no pinguim azul. Mas, contrariando os prognósticos, o verdadeiro amor prevaleceu. Mariana se apegou novamente ao pequeno Pablo e o adotou como filho. Troca fraldas, leva para passear e fala com ele carinhosamente, para minha alegria, que percebo que é assim que ela se sente tratada por nós. Pablo agora é companheiro fiel, acompanha Mariana para avó do dia, e está sempre ao lado dela. Até para dormir os dois ficam abraçadinhos, como prova a foto.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pum matinal.

Mariana,

hoje cedo você acorda, pede leite e, em seguida, solta um pum bem barulhento.
Nos olha, já rindo, e pergunta:
- Que Mariana feish?
Respondo:
- Fez pum, filha.
E você:
- Feish pum fedido!
E nós três caímos na gargalhada.
Nada como começar o dia com uma pequena escatologia.

Filha, não vou cansar de te agradecer por trazer tanta leveza às nossas vidas. Te amo, minha luz.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sem palavras.

Mariana,

Você diz “Deixa a Maiana, papai” quando ele te enche de beijos. Também diz “Deixa a menina”, se referindo a você mesma, tal e qual falamos para os cachorros Zeca e com o Squash, quando eles não te deixam em paz. E me chama de Mamãe Patisha ou Mamãezinha Pat. Chama o seu pai de Papaizinho Tabio. Sabe o nome de todos os seus avós, tios e primas.
Ontem, quando estávamos na loja comprando um presente para a Maria, fiel escudeira da vovó Marisa, você olhou a prateleira cheia de ursos de pelúcia e disse “– Óia quanto usso, mamãe!” E depois brincou com as bonecas da loja, apertando a barriguinha de cada uma delas e repetindo aquelas frases de bonecas, “Quero papar”, “Quero passear” e morria de rir da brincadeira. Depois dançou com a musiquinha de outra boneca e foi embora, não sem alguma resistência, mas sem imaginar que ali era uma loja, e que aqueles tantos brinquedos poderiam ser levados para casa, se mamãe sacasse da bolsa seu suado dinheirinho. Santa inocência, que não sei por quanto tempo perdurará.
E voltando aos falatórios, você ontem também disse para o seu vovô Mario “ – Canta ota música vovozinho!”, depois dele repetir à exaustão o Nana Nenê.
E teve outro dia, que me ouviu dizendo para seu pai que estava com dor de cabeça e me perguntou: “- Bateu cabeça, mamãe?”
E tem ainda as palavrinhas que ainda saem erradas, e que são ainda mais deliciosas de ouvir. Macarrão é cacaão, lagartixa é cacatixa e caminhão é piquinhão. E ao invés de dizer pegou você diz pigou, e soa ainda mais lindo, dito assim, meio erradinho.
Você também reconhece os animais e imita alguns de seus sons, conhece as cores primárias e algumas frutas. Ainda adora aviões e aponta a lua admirada dizendo, “óia a lua, mamãe”. E se a noite não tem lua, você, desapontada, pergunta: “Cadê a lua, mamãe? Tá condida?”
E outro dia, no carro, você, respondendo à declaração de amor de seu papai, respondeu para ele “Te amo”. Ele, claro, chorou. Ontem à noite foi minha vez. Disse para você “te amo, filha” e você respondeu sorridente “Te amo”. Te abracei forte e ficamos assim, deitadas as duas, na cama, quietinhas, esperando o sono chegar. Porque o sonho, esse filha, já chegou faz tempo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Diga com quem andas.


Provavelmente por influência da amiga galinácea - assunto do último post - Mariana vidrou no milho. Quer todo dia. As fotos falam por si. E com essa educação toda, vai direto pra Sorbonne.
Um ótimo final de semana!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Agóia bóinha u-uuuuuuuuuuuu

Estou fazendo janta e Mariana, cocô.
Subo para trocá-la cantando.
Já no trocador ela me olha e dispara:
- Agóia bóinha u-uuuuuuu.
Eu:
- Agora bolinha, Mariana? O que é isso?
Ela repete a frase sem sentido.
Dali a pouco, de volta ao jantar, me pego cantando de novo e ela repete a frase:
- Agóia bóinha u-uuuuuuuu.
- Como filha? Agora bolinha?
Pausa para pensar. Agora bolinha?
Aí cai a ficha.

O que eu estava cantando:

- I gotta feeling...u-uuuuuuu

Um bom final de semana a todos!