Mariana olha para a boneca e me pergunta:
- Qual o nome da boneca mamãe Patricia?
- Sei lá, filha. Vamos dar um nome. Que tal Tutu?
- Não, mamãe. O nome dela é Agicouto.
Agicouto é a junção dos dois sobrenomes de Mariana. Mariana adora dizer seu nome inteiro. Teve que aprender cedo. Tem nome comum, só na classe tem mais duas. Se se chamasse Riroca, igual a filha da cantora, ou Relva, ou Flor-de-liz, ou Wanderlinda, poderia aprender o sobrenome bem mais tarde. Mas o nome é comum. Por isso já se vira no sobrenome. Coisas da vida.
Então Mariana tem uma filha que se chama Agicouto. E conversa com ela assim:
- Agicouto, vem aqui com a mamãe.
- Qué leitinho, Agicouto?
- Não picisa chorá Agicouto, mamãe tá aqui.
Agicouto é uma daquelas bonecas estilo bebezão. A cabeça dela é quase do tamanho da Mariana. Agicouto é muito gorda, acho que pesa igual à Mariana. Agicouto usa um vestido do Corinthians, coisa que agrada uns tios e desagrada outros. Agicouto é meio Chuck, mas é gente boa. Agicouto é minha neta.
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domingo, 12 de setembro de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Festival de curtas. E o curta que virou longa.

Agora as tiradinhas de Mariana são diárias.
Anteontem ela estava colocando Uniqua (juro que ela tem outros brinquedos, mas só brinca com o Pablo e seus amigos) dentro de uma caixa igual a esta aí da foto, que estava na cozinha.
Eu:
- Nossa filha, é o bercinho da Uniqua?
Ela:
- Não mamãe, é caixa.
***************************
Outro dia, sentada na cadeirinha do carro, aperta a própria bochecha e conclui:
- Mariana é fofinha.
***************************
Agora o curta que virou longa.
Com a maternidade ganhei superpoderes que incluem beijos mágicos que curam dodóis. Mariana vive pedindo beijos nos lugares onde sente dor: - Dá um beijo na minha baíga (barriga) mamãe? E aí meu beijo cura cólicas. – Dá um beijo na minha cabeça mamãe? E aí meu beijo cura cabeçadas.
Eis que no domingo à noite Mariana começa a colocar a mão na orelha e a chorar. Aí pediu:
- Mamãe, dá um beijo na minha oreia?
Eu beijei, já preocupada e ela pede chorando mais ainda:
- Dá um beijo dentro da oreia mamãe?
E aí começa o longa.
Beijo dentro da oreia? Doía o ouvido, meu Deus? E a choradeira continuou, cada vez pior. Fomos nós para o pronto-socorro (porque a gente insiste com pronto-socorros, hein?) e, claro, a super doutora disse que não era nada. Voltamos com uma receita de analgésico, famoso cala-boca de mãe aflita.
E as queixas de Mariana continuaram a semana toda. Nada durante o dia. Choro à noite e às cinco da manhã. Sem febre. Ontem foi ao otorrino que disse se tratar de otite. O ouvido tem pus. Sim, pus! A doutora não viu. O otorrino disse que essa otite deve estar aí já há uns três meses. o pediatra também não viu. A causa? Mamar deitada.
Eu já tinha lido sobre otite de mamadeira mas não tinha dado muita atenção, achava que não pegava nada. E Mariana seguia mamando deitada, inclusive dormindo. Mas como a maternidade é um eterno comer no prato em que se cuspiu, a pequena está com otite e uma receita interminável de remédios para que fique boa logo.
Fica o alerta para as mamães!
Mamadeira: inimiga do ouvido
O ouvido se divide em três partes: externo, médio e interno, e cada uma delas está sujeita a um tipo diferente de otite. A de maior incidência, em crianças pequenas, é a inflamação do ouvido médio.
Em bebês, que não mamam no peito, uma forma característica é a otite de mamadeira. O problema ocorre, principalmente, porque durante a mamada a criança fica deitada, dificultando a chegada do leite ao estômago. O líquido pode "errar" o caminho. Em vez de descer pelo esôfago, penetra na tuba auditiva (que tem a função de equilibrar a pressão dos ouvidos) e chega até ao ouvido.
A melhor forma de evitar o problema é prevenir: resista à tentação de oferecer a mamadeira a seu filho enquanto quando ele estiver deitado aguardando o soninho chegar. A posição correta para mamar é com a cabeça um pouco mais levantada ou semi-sentada, como se a criança estivesse no colo.
Se seu filho mama no peito, as chances de ter esse tipo de otite são pequenas, por dois motivos: o leite materno transmite os anticorpos da mãe para o bebê, aumentando as resistência do pequeno contra as infecções; e a posição da criança é mais adequada, pois ela não permanece deitada enquanto se alimenta.
Fonte: http://www.saudebrasilnet.com.br/SBN_PORTAL/frmMateria.aspx?COD_MATERIA=39&COD_SECAO=24
terça-feira, 25 de maio de 2010
Olha a cândida!
Não sei se na cidade de vocês passa o ‘homem da cândida’, aquele do caminhão que vende produtos de limpeza, em geral de qualidade bem discutível. Para quem não conhece, o caminhão passa gritando no microfone “olha a cââândida! olha a cââândida!”
Pois Mariana é maluca pelo homem da cândida. Grita de alegria cada vez que ouve o dito cujo e esperar por ele é tática certa para aplacar choros sem causa e manhas sem motivo. Ela ouve o chamado e repete: “cânda!!” e morre de rir. Por sorte o homem da cândida passa nas duas avós e a diversão é sempre garantida. Em casa não passa o homem da cândida. Papai improvisou uma gravação no celular imitando a voz do homem, que acaba surtindo o mesmo resultado. Ontem, segundo me contou minha mãe, o homem passou por lá e acabou fazendo um pocket show para Mariana, falando ‘olha a cândida’ diretamente para ela. Mariana cara a cara com seu ídolo. Momentos de pura satisfação.
E quando Mariana enjoar do homem da cândida, penso em apresentá-la para o moço do gás ou para o cara das Pamonhas de Piracicaba. Ai, ai.
Pois Mariana é maluca pelo homem da cândida. Grita de alegria cada vez que ouve o dito cujo e esperar por ele é tática certa para aplacar choros sem causa e manhas sem motivo. Ela ouve o chamado e repete: “cânda!!” e morre de rir. Por sorte o homem da cândida passa nas duas avós e a diversão é sempre garantida. Em casa não passa o homem da cândida. Papai improvisou uma gravação no celular imitando a voz do homem, que acaba surtindo o mesmo resultado. Ontem, segundo me contou minha mãe, o homem passou por lá e acabou fazendo um pocket show para Mariana, falando ‘olha a cândida’ diretamente para ela. Mariana cara a cara com seu ídolo. Momentos de pura satisfação.
E quando Mariana enjoar do homem da cândida, penso em apresentá-la para o moço do gás ou para o cara das Pamonhas de Piracicaba. Ai, ai.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Amor verdadeiro é para sempre.

Já contei aqui o amor de Mariana pelo Pablo. Depois contei que o Pintinho Amarelinho passou a rasteira no pinguim azul. Mas, contrariando os prognósticos, o verdadeiro amor prevaleceu. Mariana se apegou novamente ao pequeno Pablo e o adotou como filho. Troca fraldas, leva para passear e fala com ele carinhosamente, para minha alegria, que percebo que é assim que ela se sente tratada por nós. Pablo agora é companheiro fiel, acompanha Mariana para avó do dia, e está sempre ao lado dela. Até para dormir os dois ficam abraçadinhos, como prova a foto.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Pum matinal.
Mariana,
hoje cedo você acorda, pede leite e, em seguida, solta um pum bem barulhento.
Nos olha, já rindo, e pergunta:
- Que Mariana feish?
Respondo:
- Fez pum, filha.
E você:
- Feish pum fedido!
E nós três caímos na gargalhada.
Nada como começar o dia com uma pequena escatologia.
Filha, não vou cansar de te agradecer por trazer tanta leveza às nossas vidas. Te amo, minha luz.
hoje cedo você acorda, pede leite e, em seguida, solta um pum bem barulhento.
Nos olha, já rindo, e pergunta:
- Que Mariana feish?
Respondo:
- Fez pum, filha.
E você:
- Feish pum fedido!
E nós três caímos na gargalhada.
Nada como começar o dia com uma pequena escatologia.
Filha, não vou cansar de te agradecer por trazer tanta leveza às nossas vidas. Te amo, minha luz.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Sem palavras.
Mariana,
Você diz “Deixa a Maiana, papai” quando ele te enche de beijos. Também diz “Deixa a menina”, se referindo a você mesma, tal e qual falamos para os cachorros Zeca e com o Squash, quando eles não te deixam em paz. E me chama de Mamãe Patisha ou Mamãezinha Pat. Chama o seu pai de Papaizinho Tabio. Sabe o nome de todos os seus avós, tios e primas.
Ontem, quando estávamos na loja comprando um presente para a Maria, fiel escudeira da vovó Marisa, você olhou a prateleira cheia de ursos de pelúcia e disse “– Óia quanto usso, mamãe!” E depois brincou com as bonecas da loja, apertando a barriguinha de cada uma delas e repetindo aquelas frases de bonecas, “Quero papar”, “Quero passear” e morria de rir da brincadeira. Depois dançou com a musiquinha de outra boneca e foi embora, não sem alguma resistência, mas sem imaginar que ali era uma loja, e que aqueles tantos brinquedos poderiam ser levados para casa, se mamãe sacasse da bolsa seu suado dinheirinho. Santa inocência, que não sei por quanto tempo perdurará.
E voltando aos falatórios, você ontem também disse para o seu vovô Mario “ – Canta ota música vovozinho!”, depois dele repetir à exaustão o Nana Nenê.
E teve outro dia, que me ouviu dizendo para seu pai que estava com dor de cabeça e me perguntou: “- Bateu cabeça, mamãe?”
E tem ainda as palavrinhas que ainda saem erradas, e que são ainda mais deliciosas de ouvir. Macarrão é cacaão, lagartixa é cacatixa e caminhão é piquinhão. E ao invés de dizer pegou você diz pigou, e soa ainda mais lindo, dito assim, meio erradinho.
Você também reconhece os animais e imita alguns de seus sons, conhece as cores primárias e algumas frutas. Ainda adora aviões e aponta a lua admirada dizendo, “óia a lua, mamãe”. E se a noite não tem lua, você, desapontada, pergunta: “Cadê a lua, mamãe? Tá condida?”
E outro dia, no carro, você, respondendo à declaração de amor de seu papai, respondeu para ele “Te amo”. Ele, claro, chorou. Ontem à noite foi minha vez. Disse para você “te amo, filha” e você respondeu sorridente “Te amo”. Te abracei forte e ficamos assim, deitadas as duas, na cama, quietinhas, esperando o sono chegar. Porque o sonho, esse filha, já chegou faz tempo.
Você diz “Deixa a Maiana, papai” quando ele te enche de beijos. Também diz “Deixa a menina”, se referindo a você mesma, tal e qual falamos para os cachorros Zeca e com o Squash, quando eles não te deixam em paz. E me chama de Mamãe Patisha ou Mamãezinha Pat. Chama o seu pai de Papaizinho Tabio. Sabe o nome de todos os seus avós, tios e primas.
Ontem, quando estávamos na loja comprando um presente para a Maria, fiel escudeira da vovó Marisa, você olhou a prateleira cheia de ursos de pelúcia e disse “– Óia quanto usso, mamãe!” E depois brincou com as bonecas da loja, apertando a barriguinha de cada uma delas e repetindo aquelas frases de bonecas, “Quero papar”, “Quero passear” e morria de rir da brincadeira. Depois dançou com a musiquinha de outra boneca e foi embora, não sem alguma resistência, mas sem imaginar que ali era uma loja, e que aqueles tantos brinquedos poderiam ser levados para casa, se mamãe sacasse da bolsa seu suado dinheirinho. Santa inocência, que não sei por quanto tempo perdurará.
E voltando aos falatórios, você ontem também disse para o seu vovô Mario “ – Canta ota música vovozinho!”, depois dele repetir à exaustão o Nana Nenê.
E teve outro dia, que me ouviu dizendo para seu pai que estava com dor de cabeça e me perguntou: “- Bateu cabeça, mamãe?”
E tem ainda as palavrinhas que ainda saem erradas, e que são ainda mais deliciosas de ouvir. Macarrão é cacaão, lagartixa é cacatixa e caminhão é piquinhão. E ao invés de dizer pegou você diz pigou, e soa ainda mais lindo, dito assim, meio erradinho.
Você também reconhece os animais e imita alguns de seus sons, conhece as cores primárias e algumas frutas. Ainda adora aviões e aponta a lua admirada dizendo, “óia a lua, mamãe”. E se a noite não tem lua, você, desapontada, pergunta: “Cadê a lua, mamãe? Tá condida?”
E outro dia, no carro, você, respondendo à declaração de amor de seu papai, respondeu para ele “Te amo”. Ele, claro, chorou. Ontem à noite foi minha vez. Disse para você “te amo, filha” e você respondeu sorridente “Te amo”. Te abracei forte e ficamos assim, deitadas as duas, na cama, quietinhas, esperando o sono chegar. Porque o sonho, esse filha, já chegou faz tempo.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Diga com quem andas.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Agóia bóinha u-uuuuuuuuuuuu
Estou fazendo janta e Mariana, cocô.
Subo para trocá-la cantando.
Já no trocador ela me olha e dispara:
- Agóia bóinha u-uuuuuuu.
Eu:
- Agora bolinha, Mariana? O que é isso?
Ela repete a frase sem sentido.
Dali a pouco, de volta ao jantar, me pego cantando de novo e ela repete a frase:
- Agóia bóinha u-uuuuuuuu.
- Como filha? Agora bolinha?
Pausa para pensar. Agora bolinha?
Aí cai a ficha.
O que eu estava cantando:
- I gotta feeling...u-uuuuuuu
Um bom final de semana a todos!
Subo para trocá-la cantando.
Já no trocador ela me olha e dispara:
- Agóia bóinha u-uuuuuuu.
Eu:
- Agora bolinha, Mariana? O que é isso?
Ela repete a frase sem sentido.
Dali a pouco, de volta ao jantar, me pego cantando de novo e ela repete a frase:
- Agóia bóinha u-uuuuuuuu.
- Como filha? Agora bolinha?
Pausa para pensar. Agora bolinha?
Aí cai a ficha.
O que eu estava cantando:
- I gotta feeling...u-uuuuuuu
Um bom final de semana a todos!
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