segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Um minuto de silêncio


Mariana,

Nesse momento triste nas nossas vidas, momento de perda, momento de tristeza profunda, vamos fazer um momento de silêncio. Vamos rezar. Vamos acreditar que os desígnios de Deus têm propósitos além da nossa compreensão. Vamos ter fé. Vamos ficar unidos. Os sentimentos ruins vão se dissipar. No lugar deles, só o amor e a saudade. Vamos fazer um minuto de silêncio; e voltar quando essa dor parar de latejar.

Pedro, você viverá para sempre em nossos corações.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bruna


Bruna,

Você é a minha primeira sobrinha e também minha querida afilhada. Filha do meu irmão, sangue do meu sangue. Foi o mais próximo que cheguei do amor maternal antes da Mariana chegar. Com você aprendi a amar sem querer nada em troca. Com você tive certeza que também poderia ser mãe. Que esse amor também caberia em mim.
Você chegou numa manhã de novembro. Lembro direitinho que saí do escritório para ficar na maternidade esperando você nascer. O motivo era mais do que justo: minha primeira sobrinha iria nascer! Estávamos lá, a família toda reunida em volta do berçário. Os bebês iam chegando de um em um. Levava um tempo até que eles colocassem a plaquinha com o nome de cada criança. E aí chegou um bebê lindo. E sua avó Marisa, mesmo sem ver nome ou identificação, já se apaixonou por você e falou com certeza:
-É ela! É a nossa bebê!
Segundos depois tivemos a confirmação. Era você. Mas não precisava de plaquinha com nome. Vovó te reconheceu. Choramos felizes com a sua chegada. Dali a pouco chega seu pai, parecia que tinha crescido. Até mesmo em tamanho. Voltou da sala de parto importante. Era pai.
Fomos te esperar no quarto. Sua mãe tranquila, serena. Uma serenidade que sempre admirei. Parecia que já sabia ser mãe antes mesmo de você nascer.
E aí você chegou no quarto. Tiramos muitas fotos. Seu tio Fabio não cabia em si de tanta alegria.
E o resto é história.
Hoje você completa cinco anos. E é uma menina linda, esperta e gentil. Seus pais não poderiam querer filha melhor.
Bruna, meu anjo, te amo como amo minha filha. Conte sempre com essa sua tia Pat.
Uma vida de alegrias é o que eu te desejo.

Parabéns princesinha!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Devaneios de cabeleireiro.


Mariana,

Essa foi a sua primeira ida ao salão de beleza. Sabe filha, sua mãe nunca foi fã de frequentar salão, fazer escova e essas coisas embelezativas que a vida vai te mostrar pouco a pouco. Não tenho a mínima paciência. E depois da sua chegada, me afastei de vez do programa. Só rola mesmo uma manicure no meio do expediente, já que o escritório onde trabalho tem esta facilidade. Mas a gente vai embarangando, embarangando e de vez em quando tem que se render ao mercado da beleza. Lá fui eu retocar as luzes, novidade que inventei para esconder os cabelos brancos que insistem em nascer. Seu pai ficou com você, prometi voltar rápido.
Mas eis que encontro minha amiga Graça no salão.

(E aqui eu faço um à parte. Graça tem filha adolescente, a Julia, linda linda linda de viver. Estavam as duas, mãe e filha, na sessão pé, mão, cabelo, maquiagem. Julia tinha uma festa à fantasia à noite e estava arrumando o cabelo para combinar com a roupa de grega que iria usar. Achei incrível ver que a Graça, embora tenha uma filha grandona, ainda a admira do mesmo modo que eu te admiro Mariana. Graça olha para Julia como eu olho para você. Com o mesmo olhar de surpresa constante pelo milagre que está lá na frente dela. E percebi que vai ser sempre assim. Vou sempre te admirar. Não vou enjoar nunca de te olhar apaixonadamente. Esse encantamento de ser mãe, que eu julgava acontecer somente enquanto o filho é bebê, pelo jeito vai pela vida toda. A mãe vai ser sempre fã do filho. Sempre. Mesmo se ele for juiz de futebol, roubar descaradamente e for xingado pelo Maracanã inteiro. Mãe continua amando, tenho certeza.)

Mas voltando ao salão.
Contrariando minhas expectativas, o programa mulherzinha foi uma delícia. A chatice de retocar as luzes resultou em uma tarde mais do que agradável. Conversinha, cafezinho, risadas e a cabeleira ficando com melhor aspecto. Só que a coisa toda demorou horas. Fazer luzes é uma novela. Pense bem nisso quando tiver vontade de fazer. Puxa o cabelo daqui, descolore dali, lava, coloca tonalizante, espera, lava de novo, seca....procedimento eterno que tem que ser refeito de dois em dois meses. E aí acabei me atrasando para o próximo compromisso, uma visita para a Dudinha, minha mais nova muito-em-breve-afilhada.
Cansados de me esperar, você e seu pai apareceram já no final da escova. E aí você quis colinho. E leitinho. E denguinho da mamãe. Papai pacientemente aguardando. Gracinha do lado. Julia se arrumando.
E aí Gracinha registrou nas fotos um raro momento em que estavam todas lá: a mãe, a mulher, a esposa e a amiga. Um raro momento de conciliação entre tantas facetas que a muito custo venho tentando equalizar.
Mariana, sou sua mãe acima de todas as coisas.
Mas aos poucos vou percebendo que outras Patricias ainda cabem dentro de mim.
Te amo filha querida.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Baby bum


Olha a dica aí, minha gente.
Bazar com coisas bem diferentes. Nada super barato, mas vale muito a pena. Já liguei o gastador e estarei lá no sábado.
Prepare-se Marianinha. Roupas novas te aguardam!
Confira as lojas que participam da feira no site http://www.babybum.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Dez anos!

Filha,


hoje seu pai e eu completamos dez anos de casados. E antes disso, já havíamos namorado por muitos e muitos anos. Você é fruto dessa longa história de amor, companheirismo e cumplicidade.
E você tem que saber desde já que seu pai tem um coração de ouro. Que tem alma boa. Que é de uma simpatia invejável. Que cozinha bem. Que me ajuda. E que está sempre ao meu lado.
Especialmente neste ano, quero agradecê-lo pela paciência infinita, pela mão sempre estendida e pelo carinho constante. Nesse primeiro ano em que vivemos juntos, nós três, como família, quero agradecê-lo por, gentilmente, ter cedido lugar para você. Juntos estamos nos adaptando a sermos trio. Estamos definindo cargos, lugares, posições. Estamos entendendo o funcionamento dessa família tão sonhada.
E você também precisa saber que depois que me tornei mãe, me apaixonei novamente por seu pai. Por ver a forma como ele te ama. O carinho com que ele cuida de você. O jeito como ele se emociona com você. Ver meu marido como pai foi a confirmação de que havia escolhido a pessoa certa para estar comigo nessa estrada.



Fabio,


Meu marido. Meu amigo. Meu eterno namorado.
Para você, todo o meu amor. Todo o meu respeito. Toda a minha admiração.


Te amo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Marianês. Minha bonequinha faladeira.



Mariana,



você é uma faladeira nata. Mesmo com poucas palavras no vocabulário, não fecha a matraca um minuto sequer. E olha quantas palavrinhas você já sabe falar....



Tchau.
Você fala muito tchau. Tchau para tudo. Até para a mesa, para a cadeira, para a parede. Aliás, é uma ótima técnica para fazer você largar qualquer coisa. É só falar, vai filha, deixa o brinquedo/controle/frasco de remédio/caco de vidro aqui e dá tchau. E você larga, feliz, e faz tchaaaaau, mandando beijinhos. Ô dó.


Mamãe.
Música para os meus ouvidos. Me vê e fala mamãe. Dizem as avós que repete bastante durante o dia também. O que que eu quero mais da vida?


Papai.
Já contei no post de ontem o quanto você fala papai. Parece uma vitrola quebrada repetindo papai sem parar. Vitrola? É filha, sou do tempo da vitrola quebrada. Um dia te levo em um museu para te mostrar o que é.


Au-au.
Serve tanto para cachorro, quanto para urso, leão e às vezes até para passarinhos. Palavra versátil essa...


Água.
Você fala perfeitamente essa palavra. Começou com um tímido ‘Aua’ e agora já é um senhor “Água”. Um arraso.


Qué.
Qué, do verbo querer. Na sua língua, Eu qué, Tu qué, Ele qué, Nos qué, Vós qué, Eles qué. Você, ultimamente, qué muito danoninho. Se abro a geladeira a matraca já começa qué-qué-qué. Não gosto que você coma muitos danoninhos. Estou evitando abrir a geladeira com você por perto.


Tit ou teti.
Leite. Mas você não fala muito. Só quando eu peço para falar leite é que você repete, tit, tit, tit. Para pedir leite você só olha para a mamadeira e começa Qué!Qué!Qué! Teve um tempo que a sua avô Marisa dizia que você pensava que leite era Qué. Mas não era. Qué era Qué mesmo. E você Qué leite, oras.


Zeca.

Cachorro do vô Mario.


Quesh.

Squash. Cachorro do vô Roberto.


Xixi.

É, xixi mesmo. Se vai comigo no banheiro, vira locutora de rádio e começa, xixi, xixi, xixi, xixi. Privacidade? Não, não sei mais o que é isso não..


Cocô. Cocó.

Cocô e Cocô e Cocó é Cocoricó.E tem hora que cocó vira cocô e cocô vira cocó e aí ninguém mais sabe quem é quem.


Pablo.

O pinguim do Backyardigans. Você tinha um mini Pablo, mas o Squash (o cachorro do vô Roberto) comeu. Sua avó Marisa me ligou avisando: "- A Mariana deu o Pablo pro Squash. O Squash comeu o Pablo. O Pablo morreu." É filha, o Pablo morreu, mas cada vez que você vê o dito na Tv começa o mantra Pablo, Pablo, Pablo. E juro que você pronuncia o L do pabLo.Minha mãe disse que não era pra contar, que ninguém ia acreditar. Mas que você fala, fala.


Nenê.
Serve para você se referir a si mesma e para todos os bebês, crianças, bonecos e pelúcias do Universo. Basta ser cuti-cuti para virar nenê.


Nana nenê.

Você canta com a sua avó Marlene a música "Nana nenê,que a Cuca vem pegar". Um dueto e tanto. Você começa Nana Nenê, ela continua e você retoma "Papai"... e ela "foi na roça..."você "Mamãe" e ela "volta já". Lindo! Tá, filha, às vezes eu não volto tão "já" quanto a música diz, mas juro que me esforço, viu?


Caiu.

Começou com Quiu. Evoluiu para Queiu (que soava como uma pequena portuguesinha falando caiu) E agora você fala caiu direitinho. E serve tanto para o que caiu realmente (incluindo você mesma) quanto para o que você, deliberadamente, arremessou ao chão. Caiu uma pinoia, Marianinha. Jogou não é caiu.


Titio.

Serve para titio e tita.



Mão.

Você olha para suas mãozinhas com admiração e começão mão, mão, mão...Parece sua mãe no yôga ohm, ohm, ohm....um verdadeiro mantra. Quando quer lavar as mãos também vem agitando as mãozinhas e gritando Mão! Mão! Mão! Se aprender a falar "ao alto" já pode começar a assaltar banco.



Pé.

Vale para pé, meia e sapato. E é só ouvir a palavra que você já arranca o sapato ou meia que estiver usando. Palavra proibida quando quero te manter calçada.

É o que me vem à cabeça.
E não é lindo demais?
Filha, para uma mãe, um filho é sempre um forte candidato para a Academia Brasileira de Letras.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Papai Futebol Clube. Agora com vídeo.


Marianinha,




Você, minha desde-sempre-torcedora-fanática, deu agora para virar casaca.

Do dia para a noite virou fã número 1 do Papai Futebol Clube.

Pede colo, dá beijinho, faz charminho e canta o grito de guerra sem parar:

- Papai! Papaaaaaaaaaai! Papaiiiiiiiii! Papaiêêê!

E assim vamos.

Digo “mamãe”.

Você responde:

- Papai!!!!!!!!

Digo “dá beijinho”

Você grita:

- Papaaaaaaaaaaaaai!

Digo “bom dia”.

Você pergunta:

- Papai?

Falo “vem aqui.”

Você:

- Papaiêêê!


Nem a Gaviões da Fiel tem torcedores tão aguerridos.

E eu, filha, tal e qual a bola do jogo, fico ali, participando da partida e, volta e meia, vou para escanteio.

Triste? Enciumada?

Que nada!

Torço para esse time desde antes de você nascer!

Ótima escolha, meu anjo.

Papai Futebol Clube é meu time de coração.


ps: gravei um vídeo de você cantando o novo grito de guerra mas o Sr. Blogspot desapareceu com o ícone de postar vídeos. Se um dia ele (o ícone) voltar, atualizo esse post.




ps2: Sr. Blogspot não tinha nada a ver com o sumiço do ícone. Pura falta de habilidade da mamãe aqui.