quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O blog. Os blogs. A Egotrip, Para Livia. Para Paula. E, claro, o MMQD!

O título é quase maior que o post. ‘Cês vão ver.

Esse blog não tem pretensões. É um fim em sim mesmo, feito apenas, como o nome bem diz, Para Mariana, minha filharazãodomeuvivercoisalindadamamãe.. Mas aí que um dia você lê o seguinte comentário:

“Olá Mãe da Mariana,

Quero que saibas que minha filha de 11 anos é assidua leitora do seu blog...ela te segue atraves de mim, mas dei autorização , ela nao comenta por vergonha, mas ela le o blog inteiro, adora as travessuras de Mariana. Ela acompanha o seu e de mais 4 maes, ela ri e adoraaa, ainda lê em voz alta pra mim...aff rsrs

Achei que ia gostar de saber que todo dia ela passa os olhinhos por aqui...

Se chama Lívia... bjsss meusss a ti e a sua cria

Catita

Não é sensacional saber que a Lívia, menina de 11 anos, vem aqui espontaneamente, lê os posts e ainda gosta? Gente, é muito pra minha auto-estima!!!!!

E domingo à noite a prima do marido (oiê Paula!) também disse que é leitora do blog. Vocês acreditam? Eu sei, vocês nem ligam, mas vejam só. A Paula, moça solteira, sem filhos, bonita e descolada, para pra ler o que eu escrevo e ainda disse que se diverte. Não incrível?

Enfim, é muito maluco esse negócio de blog. Eu aqui, viajando na maionese e pessoas por aí lendo. Tá bom, essa é a essência do blog, mas demorou pra cair a ficha, vai?

Então, dada a super audiência (Lívia e Paula, respectivamente) vou tentar atualizar o blog com maior freqüência. Paula, Lívia, um beijão para vocês e muito obrigada pelo estímulo!

Outra meta vai ser comentar no blog das amigas, coisa que não faço faz tempo (embora leia tudo, viu?) Primeiro porque o Explorer não deixa, segundo porque não tenho encontrado tempo. Mas para isso existe o Google Chrome, porque tempo a gente acha, né não?essa eu quero ver

Por fim, como boa advogada que não perde prazo jamais, nos 45 do segundo tempo divulgo o MMQD, também conhecido como o Google Mom. Até marido, que não curte tanto essa coisa de blog riu muito com o último vídeo dos anos 80. Essas meninas são umas gênias, tem que ir lá pra conferir! E aproveitem para participar da SUPER PROMOÇÃO que tá rolando até amanhã (ou hoje, tem que ver isso direito). Para seguir a regra, vai a frase: É claro que estou participando do sorteio de lançamento do Minha Mãe que Disse!"

E do jeito que ando pop por aqui, certeza que em breve estarei por lá também.

Sonhar não custa nada minhas queridas!

beijos nesse dia especialmente ensolarado!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mea culpa

- Não coloca a menina de ponta cabeça que ela vai vomitar.
- Não agita a menina antes de dormir pelo amor de Deus.
- Faz o leite da Mariana?
- Faz a comida da Mariana?
- Você pegou a bolsa da Mariana?
- Não pega ela na escola mais cedo que atrapalha a professora.
- Você tá olhando a Mariana?
- Olha a Mariana um minutinho por favor?
- Olha a Mariana!
- Olha a Mariana!
- Olha a Mariana!
- Não irrita a menina.
- Não faz isso com a menina, coitada
- Olha a cabeça dela!
- Ai, vai machucar.
- Pelo amor de Deus parem vocês dois.
- Vocês dois vão me deixar louca!
- Eu não sei qual dos dois é meu filho. Juro.
- Não ensina isso pra menina.
- Não fala assim pra menina, coitada
- Presta atenção.
- Cuidado.
- Não é assim.
- Deixa que eu faço.
- Não precisa mais, eu já fiz.

Ser pai é fácil.

Difícil é aguentar a mãe.

Um beijão para o papai Fabio, que segundo disse um amigo outro dia, fugiu à regra e traiu a classe. Ajuda, participa, compartilha, sofre e se alegra como poucos. Às vezes é mais mãe que eu.
E tem uma paciência de Jó.

Te amamos!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Três!!!!!

Hoje você completa três anos. E eu, que sempre detestei aniversários, posso dizer que o seu aniversário é sem dúvida o dia mais feliz do ano para mim. Comemorar o seu nascimento e, porque não dizer, o dia que ganhei o meu maior presente, é de uma alegria que não dá para descrever. Parece clichê, parece bobagem de mãe babona, mas um dia talvez você tenha o seu, ou os seus filhos, e nesse dia, somente nesse dia, vai entender o quanto o que eu te digo hoje faz sentido. Com três anos você é a menina mais falante que conheço. Usa verbos difíceis, palavras pouco usuais, argumenta, conta, explica e fala, fala, fala, fala sem parar. Usa “nunca mais”, “vou te contar uma coisa séria”, “vamos combinar uma coisa”, “eu tenho certeza que”, “eu prometo que” e outras expressões copiadas dos adultos que nos fazem sorrir. Inventa palavras, diz que nosso carro é “pulento” e “balançador”, que a comida estava “deliciante” e que não iria fazer tal coisa “nunquíssima”. Ainda fala umas poucas palavras erradas. Continua falando ônbius ao invés de ônibus e degavar, ao invés de devagar. Tem olhos grandes e cheios de vida. Cabelos longos e encaracolados. Para nós é a Mariana, para as primas, a Mari, para alguns a Maricota. É ainda a Maricleide, a Maricleusa, a Filha, a Filhinha, a Fifi, a Princesinha e outros tantos apelidos que inventamos todos os dias. Segue amando os Backyardigans e se refere ao Pablo e à Uniqua como seu filho e sua filha, respectivamente. Adora a cor vermelha, porque é a cor da sua mochila, oras. Quer muito que compremos um carro vermelho, portanto. Já ouviu milhares de vezes “vai devagar”, “toma cuidado” e “olha a cabeça” e ainda ouvirá outras tantas milhares. Tem preferências alimentares engraçadas. Adora jiló, brócolis, azeitonas, alcachofras e alcaparras. Ultimamente desenvolveu também um gosto especial por chocolate, coca-cola, pão de queijo e pizza. Detesta pirulito e nunca chupou uma bala. Comem em poucas quantidades, mas adora leite mais que tudo no universo. Toma litros. Leite sem sabor, como você diz, que fique claro. Chora pra entrar no banho, chora pra sair do banho. Chora sempre, invariavelmente, pra lavar os cabelos. Detesta secador, tem medo até. Não para quieta por muito tempo, e nisso se parece comigo. Assiste TV brincando, correndo e ‘lendo’ ao mesmo tempo. Adora dançar. Anda pela casa toda rebolativa, inventando dancinhas malucas e engraçadíssimas. No resto, é igual seu pai. Fisicamente vocês são iguais desde os tempos da barriga. Hoje vejo cá e lá pequenas semelhanças físicas comigo. Mas continuamos ouvindo dia sim outro também que você é “a cara do pai”. Também no jeito vocês se parecem, ambos extrovertidos, puxando papo com todo mundo. Dormem na mesma posição, gostam de acordar e ficar na cama, no escuro, até a preguiça matinal passar. Adora cães, embora se irrite às vezes com o Zeca e com o Squash, os cachorros dos vovôs. Teve um único peixe de estimação por 24 horas – batizou-o Gugu – , que teve o triste fim de ser jogado no ralo pela Elvira, que não viu que a vasilha sobre a pia continha um ser vivo. Ama ouvir histórias, principalmente as da galinha azul, personagem maluco que eu criei e que se mete em grandes aventuras junto com você. Adora desenhar, rabiscar e brincar de massinha e tintas. Ama bolhas de sabão e ri alto cada vez que vê aquelas bolinhas flutuando no ar. Outro dia assistiu Rio conosco e disse que “gostou metade”, porque se assustou um pouco com o pássaro do mal. Sua música preferida ainda é Primavera, e sempre que entramos no carro você nos pede para ouvi-la, cantando junto animadamente. Tem, até o momento, três primas: Bruna, Vic e Bia e é louca por elas. Vocês todas juntas, brincando, são um sonho de se ver. Você adora seus avós e passa com eles a maior parte do seu tempo. Também é louca por seus tios e tias. Você já foi diversas vezes à praia e a cada vez parece gostar mais do mar. Sendo uma branquela nata, não gosta muito de sol, e de novo saiu ao seu pai, outro branquelo convicto. Já foi ao teatro, shows, museus, aquários, fazendinhas e sempre gosta desses passeios, embora, acho eu, o efeito diversão seja quase o mesmo do que uma ida ao mercado ou à pracinha. Na verdade, você filha, se diverte sempre, com muito ou com muito pouco. Isso é um fato. Você é uma criança verdadeiramente alegre, e talvez essa seja a particularidade que melhor lhe defina. Uma alegria que contagia, que irradia. Se tivesse que resumir todas essas linhas em uma só, diria então, que você, aos três anos, é a menina mais alegre que eu já vi. E você nem imagina, filha, como isso nos faz felizes.

Mariana, meu amor,

Você é uma benção. Uma dádiva de Deus.

Hoje você faz três anos. E o presente continua sendo nosso.

Parabéns, minha filha amada!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ontem à noite no supermercado. Ou: cuidado com o que você fala com seu filho.

Primeiro preciso explicar que eu gosto mesmo é de supermercado arrumadinho caro. Mas tem dias que tem que encarar a compra do mês, e pagar produto de limpeza em euros não dá não. Então fomos ao supermercado bagunçadinho. Lotado. Feioso. Horror total.

Mariana no carrinho. Eu na direção. E o senhor suíço que vinha logo atrás, bufando com a minha demora nos corredores. Dei passagem para o educadinho bufando em resposta. Pode passar, senhor, tá com pressa vai pra p.... passa logo. O senhor passou e eu desabafei pra Mariana (desconto, por favor. TPM, dia péssimo, etc...):

- Sabe filha, por isso que a mamãe detesta esse mercado. Só tem gente mal educada. Veja esse moço que mal educado, reclamando de tudo, só pode ser mal casado, mal amado, mal, enfim... Mariana ouviu meu desabafo de forma muitíssimo compreensiva.

E, a seguir disse para QUATRO (eu disse QUATRO) pessoas distintas, em momentos distintos, em corredores distintos e em alto em bom som:

Sabe moço(a), a minha mãe DETESTA (frisando o detesta) esse mercado, porque aqui só tem gente mal educada.

Assim. Sem tirar nem por.

Tá????

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Rindo de bobagens

Antes de dormir, conto a história do dia. Mariana me pede para rezar (valeu vovó Marlene!).
- Claro filha, quer rezar para o anjinho da guarda?
Fez que sim e rezamos.
- Agora a da Maria, mamãe.
E rezamos Ave Maria.
Agora a do Papai do Céu
- E rezamos para o Papai do Céu.
Agora, mamãe, vamos rezar para o PAPAI NOEL.
E pra explicar, hein?
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Mais cedo ainda, eu estava conversando com a vovó Marisa no telefone.
Mariana quis falar.
Escuto minha mãe dizendo:
- Mari, amanhã você vem na casa da vovó e vamos passear o dia todo. Vou te levar onde você quiser. Onde você vai querer ir Mari?
Pausa para pensar.
- Na Disney, vovó. Você me leva na Disney?
Fóin, fóin, fóin, fóin....
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Bom final de semana!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Tá tudo assim tão diferente.

Mariana,

Tanto tempo sem postar filha. Em parte é mesmo porque a vida lá fora anda bem atraente. Acho que o início da maternidade é mais contemplativo, tipo viagem para a Europa, vê museu, vê ponte, vê monumento, vê o bebê sorrir, mamar, dormir. E aí a gente escreve sobre os sentimentos e emoções que, no início, transbordam loucamente. Depois a vida vai tomando esse aspecto Disney, 5 parques em 4 dias, montanha russa, tudo com emoção, e quase não dá tempo para parar, respirar e tirar foto. O filho vai crescendo e se tornando mais interativo. E você é assim, como li em outro contexto, um copo cheio de vida a cada dia. A gente agora conversa, debate, brinca e ri juntas o tempo todo. A gente também briga muito. Seu pai morre de rir de nós duas andando pela casa, uma atrás da outra, reclamando, brigando, resmungando de pequenezas e bobagenzinhas. Essa é uma casa de mulheres faladeiras, e seu pai já está se acostumando com o barulho que a gente faz. Também nesses quase três anos tenho me tornado uma mãe diferente. Cada dia consigo me sentir mais à vontade com todos os papéis que assumi e entendo mais o quanto preciso te criar independente, livre, solta. Vou trabalhar feliz, volto para casa feliz, cansada, sem dúvida, mas feliz. Dou conta de tantas tarefas no dia a dia (claro que com a ajuda de papai e de todos os avós) que nem eu mesma acredito. Desenvolvi a incrível habilidade de aproveitar cada minuto, tirar horas da cartola só para conseguir dar conta de tudo. Hoje, três anos após seu nascimento, consigo ser sua mãe, ser advogada, ser mulher do seu pai, ser filha dos meus pais, consigo trabalhar dez horas por dia e ainda brincar com você quando chego em casa. Consigo ir à academia e estou tentando e quase conseguindo voltar a dançar pela décima vez. Vez ou outra ainda encontro amigas, faço as unhas semanalmente, ainda cozinho eventualmente e tudo vai bem obrigada. Aos finais de semana continuamos grudadas e aproveitando cada minutinho disponível. Não vou ao cinema faz três anos, porque é um passeio em que você não pode nos acompanhar. No mais, fazemos tudo com você ao lado. E que fique claro, consigo tudo isso porque quero tudo isso. E, tenho absoluta certeza, serei sempre um bom exemplo para você. Cansativo? Muito. Sinto falta de minha vida livre e independente? Às vezes. Sou a mesma pessoa de antes? Com certeza não.
Por outro lado, não sou a mesma mãe de um ano atrás. Também sou muito diferente da mãe de dois anos atrás. Estou crescendo com você. Aprendendo a te criar e aprendendo a viver com você. O chavão “um filho muda tudo” vai me acompanhar para sempre. Muda mesmo. E não acredito em que diz o contrário. Mas sem nenhuma dúvida, sem pestanejar, sem piscar, nem pensar, ter um filho é a maior benção dessa vida.

Te amo minha pequenininha.

domingo, 10 de julho de 2011

Há tanta vida lá fora...








...que fica difícil andar por aqui!
Mas eu volto, ah eu volto!